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Terça-feira, 09 de Junho 2026
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'Cocaína negra': polícia apreende em Manaus droga 10x mais cara e indetectável por cães e testes rápidos

Entorpecente é modificado com carvão e toner para enganar fiscalização, diz perícia; 40 kg estavam escondidos em quadros e móveis de mansão de luxo.

'Cocaína negra': polícia apreende em Manaus droga 10x mais cara e indetectável por cães e testes rápidos
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Uma operação policial em Manaus, Amazonas, descobriu cerca de 40 quilos de "cocaína negra", uma variação da droga modificada para ser quase impossível de detectar por cães farejadores e testes rápidos. O entorpecente estava escondido em fundos falsos de móveis e quadros dentro de uma mansão de luxo.

A casa, localizada em Ponta Negra, bairro nobre de Manaus, entrou no radar do Departamento de Investigação sobre Entorpecentes (Denarc) por servir como "base para guarda e distribuição de drogas". A residência de luxo, com campo de futebol e heliporto, era, "a princípio, acima de qualquer suspeita", segundo o delegado Rodrigo Torres, diretor do Denarc.

No dia 17 de outubro, os policiais realizaram a primeira abordagem e encontraram 16 quilos de cocaína tradicional, a branca. No entanto, os agentes também apreenderam um caderno de anotações do tráfico. Ao folhearem o material já na delegacia, encontraram anotações que diziam: "40 quilos, 42 quilos dentro de cadeiras e de quadros".

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Os agentes voltaram à mansão com cães farejadores, mas os animais não encontraram nada. "O cão farejador passou e também não percebeu que se tratava aí de cocaína", disse Torres. Os investigadores decidiram, então, examinar manualmente os móveis e quadros, encontrando a droga escondida em fundos falsos.

O material apreendido, porém, não reagiu aos testes preliminares.

"No teste preliminar, como já era esperado, deu negativo. Mas no exame mais aprofundado foi constatado que tratava-se de cocaína, sim", explicou o delegado.

Em testes no laboratório, a perita Midori Hiraoka explicou por que a cocaína preta engana cães e testes. Segundo ela, os traficantes "modificam quimicamente" a substância, adicionando carvão ativado e outros corantes. Essas substâncias "formam um complexo" que impede a reação química que gera a cor azul característica do teste e também mascara o odor.

Segundo o Delegado-Geral Bruno Fraga, essa "engenharia criminosa" torna o entorpecente de difícil detecção. Por causa disso, o valor da droga é muito mais alto, podendo chegar a ser até 10 vezes mais caro do que a cocaína dita como normal. A investigação aponta que a droga veio do Peru e tinha como destino provável a Austrália.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): Divulgação

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