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Sexta-feira, 24 de Abril 2026
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Chris Rea, voz do clássico natalino ‘Driving Home for Christmas’, morre aos 74 anos

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Chris Rea, voz do clássico natalino ‘Driving Home for Christmas’, morre aos 74 anos
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O cantor e compositor britânico Chris Rea, conhecido mundialmente pelo clássico natalino Driving Home for Christmas, morreu aos 74 anos após uma breve doença. A informação foi confirmada pela família em comunicado divulgado e repercutido pela BBC News. O artista faleceu em um hospital, acompanhado por familiares.

Em nota, a esposa e os dois filhos de Rea afirmaram que o músico “morreu pacificamente no hospital, após uma curta enfermidade, cercado por seus entes queridos”. A notícia provocou uma onda de homenagens de autoridades, artistas e fãs, que destacaram a importância do cantor para a música britânica e seu impacto duradouro na cultura popular.

Nascido em Middlesbrough, no norte da Inglaterra, em 1951, Chris Rea iniciou a carreira musical na década de 1970 e alcançou projeção internacional nos anos 1980. Dono de uma voz grave marcante e reconhecido pela habilidade com a guitarra slide, ele construiu uma trajetória sólida, com sucessos como Fool (If You Think It’s Over) — que chegou a ser indicado ao Grammy —, Let’s Dance e The Road to Hell. Este último deu título ao álbum que se tornou o primeiro de sua carreira a alcançar o topo das paradas britânicas, em 1989.

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Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Rea lançou 25 álbuns solo, sendo dois deles líderes de vendas no Reino Unido. Sua obra consolidou o artista como um dos nomes mais respeitados do rock e do blues britânico, gêneros que ele sempre afirmou serem a base de sua identidade musical.

Entre todas as canções, Driving Home for Christmas se transformou em seu trabalho mais popular e atemporal. Lançada em 1986 por decisão da gravadora — apesar da resistência inicial do próprio cantor —, a música se tornou presença constante em rádios e emissoras de televisão durante o período natalino, atravessando gerações e fronteiras. Em entrevistas à BBC News, Rea contou que compôs a canção durante uma viagem de carro entre Londres e Middlesbrough, enquanto cumpria uma suspensão que o impedia de dirigir. Na ocasião, sua esposa foi buscá-lo, e, preso em um trânsito intenso sob neve, o músico começou a escrever a letra inspirado nos motoristas ao redor, descritos por ele como “com cara de poucos amigos”. A canção nasceu em poucos minutos e acabaria se tornando um símbolo universal do Natal.

A vida pessoal e profissional de Chris Rea foi profundamente marcada por problemas de saúde. Diagnosticado com câncer de pâncreas aos 33 anos, ele passou por diversas cirurgias ao longo da vida, incluindo a retirada de parte do pâncreas, do duodeno, da vesícula biliar e de parte do fígado. Além disso, convivia com diabetes tipo 1, problemas renais e sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em 2016. Mesmo diante dessas adversidades, Rea continuou gravando e se apresentando. Após se recuperar do AVC, lançou o álbum Road Songs for Lovers, reforçando sua ligação com o blues. Em declarações à BBC, o músico afirmou que a doença influenciou sua música e que sua motivação era deixar um legado para as filhas.

As homenagens se multiplicaram após a confirmação da morte. O prefeito de Middlesbrough, Chris Cooke, afirmou que Rea “ajudou a colocar Middlesbrough no mapa” e destacou o orgulho que o artista tinha de suas origens. O deputado trabalhista Andy McDonald, representante de Middlesbrough e Thornaby East, também lamentou a perda. Personalidades como Lizzie CundyTony Parsons e Piers Morgan ressaltaram a influência e o caráter inspirador do cantor. Já o Middlesbrough Football Club descreveu Rea como um “ícone de Teesside”.

Christopher Anton Rea nasceu em uma família numerosa, de ascendência italiana e irlandesa. Era um dos sete filhos de Camillo Rea, dono de uma fábrica e de várias cafeterias de sorvete em Middlesbrough, onde Chris trabalhou na juventude. O músico costumava relembrar histórias desse período, como o dia em que fez o teste para tirar a carteira de motorista dirigindo uma van de sorvetes da família. Embora houvesse a expectativa de que seguisse o negócio do pai, Rea decidiu trilhar o caminho da música, comprou sua primeira guitarra já adulto e desenvolveu o estilo singular que o consagrou internacionalmente.

 

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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