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Segunda-feira, 04 de Maio 2026
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Caso Benício: Polícia conclui que menino de 6 anos morreu após overdose de adrenalina em hospital de Manaus

Investigação aponta erro médico, falhas graves no atendimento e indiciamento de profissionais por homicídio

Caso Benício: Polícia conclui que menino de 6 anos morreu após overdose de adrenalina em hospital de Manaus
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A Polícia Civil do Amazonas concluiu que o menino Benício, de 6 anos, morreu após receber uma overdose de adrenalina em um hospital particular de Manaus. As informações foram divulgadas neste domingo (3) pelo programa Fantástico, da TV Globo.

De acordo com as investigações, a criança deu entrada no Hospital Santa Júlia, em novembro de 2025, com quadro de tosse seca e sem gravidade. Ainda assim, a médica responsável pelo atendimento prescreveu adrenalina para aplicação intravenosa — procedimento considerado inadequado, já que o medicamento deveria ter sido administrado por inalação.

A técnica de enfermagem que realizou o procedimento seguiu a prescrição, mesmo após questionamentos da mãe da criança, que afirmou que o filho nunca havia recebido o medicamento na veia.

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Minutos após a aplicação, Benício passou mal e precisou ser transferido para a chamada “sala vermelha”. Ele morreu cerca de 14 horas depois, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

As investigações apontaram uma série de falhas. A médica foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual, além de fraude processual e falsidade ideológica. Segundo a polícia, durante o atendimento, ela trocava mensagens no celular relacionadas à venda de cosméticos, o que foi interpretado como descaso com a situação do paciente.

Ainda de acordo com a apuração, a profissional tentou apresentar um vídeo à Justiça alegando falha no sistema do hospital, versão que foi descartada após perícia técnica. Mensagens também indicam que ela teria oferecido dinheiro para a produção de conteúdo que sustentasse sua defesa.

A técnica de enfermagem também foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual. Depoimentos revelam que ela foi orientada por outra profissional a utilizar o medicamento por inalação e ignorou protocolos de segurança, como a dupla checagem.

Além disso, dois diretores do Hospital Santa Júlia foram indiciados por homicídio culposo. A polícia concluiu que a unidade operava com número insuficiente de enfermeiros e sem farmacêutico para revisar prescrições, priorizando a redução de custos em prejuízo da segurança dos pacientes.

Em nota, o hospital afirmou que ainda não foi oficialmente notificado sobre o indiciamento e reforçou seu compromisso com a segurança.

A mãe de Benício, Joyce Xavier de Carvalho, cobrou justiça. “Os responsáveis precisam ser punidos pelo que aconteceu, até mesmo para que outras crianças, outras famílias não venham passar o que a gente está passando”, declarou.

O caso segue à disposição da Justiça.

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