O governo dos Estados Unidos anunciou neste sábado (20) avanços decisivos no acordo firmado com a China para o controle do TikTok. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que seis dos sete assentos do conselho que administrará a plataforma serão ocupados por americanos, garantindo o comando majoritário do aplicativo no país. Além disso, o algoritmo — peça-chave para definir os conteúdos exibidos aos usuários — ficará sob supervisão norte-americana.
“Este acordo coloca a América em primeiro lugar”, afirmou Leavitt em entrevista à Fox News. Ela destacou ainda que a segurança dos dados e a privacidade dos usuários ficarão sob responsabilidade da Oracle, gigante da tecnologia fundada por Larry Ellison.
O presidente Donald Trump celebrou a conquista, ressaltando que os investidores envolvidos são “pessoas conhecidas, poderosas e todas americanas”. Segundo ele, o entendimento não apenas assegura a soberania digital dos EUA, mas também preserva o acesso dos jovens à rede social que se tornou essencial em sua campanha vitoriosa de 2024.
Trump lembrou que chegou a conversar pessoalmente com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre o tema. “O acordo do TikTok está bem encaminhado. Acho que a China também queria que ele permanecesse aberto. Eles queriam isso”, declarou.
A medida é vista como uma vitória política para o republicano, que desde seu primeiro mandato defende maior independência tecnológica dos Estados Unidos frente à influência chinesa. O acordo afasta o risco de banimento do aplicativo, previsto em lei sancionada por Joe Biden no início do ano, e garante que os interesses americanos prevaleçam.
“É um grande negócio para todos os jovens do país que queriam isso, e para as pessoas em geral. Eu não era fã do TikTok, mas depois passei a usá-lo, virei fã e ele me ajudou a vencer a eleição de forma esmagadora”, concluiu Trump.
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