O câncer de fígado é uma doença que pode comprometer o funcionamento de um dos órgãos mais importantes do corpo.
Responsável por metabolizar nutrientes, produzir proteínas e eliminar toxinas, o fígado desempenha um papel essencial para a saúde. Quando um tumor se desenvolve nesse órgão, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes.
Isso porque as chances de controlar a doença e, em alguns casos, alcançar a cura estão diretamente relacionadas ao estágio em que o câncer é diagnosticado.
Câncer de fígado tem cura?
A resposta depende de diferentes fatores.
As maiores chances de cura ocorrem quando o câncer de fígado é identificado nas fases iniciais e o tumor ainda está localizado.
Nesses casos, pode ser possível realizar a retirada cirúrgica da lesão ou até mesmo um transplante de fígado, dependendo da avaliação da equipe médica.
Por outro lado, quando a doença já se espalhou para outras partes do corpo ou compromete grande parte do fígado, o objetivo do tratamento costuma ser controlar a progressão do câncer, aliviar os sintomas e preservar a qualidade de vida.
Cada caso deve ser avaliado de forma individual.
Quais são os principais sintomas?
O câncer de fígado pode não provocar sintomas no início. Por isso, muitas pessoas recebem o diagnóstico apenas em fases mais avançadas.
Quando aparecem, os sinais mais comuns são:
- Dor ou desconforto na parte superior direita do abdômen;
- Perda de peso sem causa aparente;
- Falta de apetite;
- Cansaço persistente;
- Inchaço abdominal;
- Náuseas;
- Pele e olhos amarelados (icterícia).
Esses sintomas também podem estar presentes em outras doenças. Por isso, é importante procurar avaliação médica para identificar a causa.
Quem tem maior risco de desenvolver a doença?
Alguns fatores aumentam o risco de câncer de fígado, entre eles:
- Cirrose hepática;
- Hepatite B;
- Hepatite C;
- Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
- Doença hepática gordurosa associada à obesidade;
- Diabetes;
- Exposição à aflatoxina, uma toxina produzida por fungos que podem contaminar alimentos mal armazenados.
Pessoas com doenças crônicas do fígado costumam precisar de acompanhamento periódico para facilitar o diagnóstico precoce.
Como é feito o tratamento?
O tratamento depende do tamanho do tumor, da quantidade de lesões, das condições do fígado e da saúde geral do paciente.
As principais opções incluem:
- Cirurgia para retirada do tumor;
- Transplante de fígado;
- Ablação por radiofrequência ou micro-ondas, indicada para alguns tumores pequenos;
- Quimioembolização, que bloqueia a circulação sanguínea do tumor e aplica medicamentos diretamente na região;
- Terapias-alvo;
- Imunoterapia;
- Quimioterapia, em situações específicas.
Nos últimos anos, novos medicamentos ampliaram as possibilidades de tratamento para alguns pacientes com doença avançada.
O diagnóstico precoce faz diferença
Identificar o câncer nas fases iniciais aumenta significativamente as chances de um tratamento com intenção curativa.
Por isso, pessoas com cirrose, hepatites virais ou outras doenças hepáticas devem seguir o acompanhamento recomendado pelo médico, que pode incluir exames de imagem e laboratoriais realizados periodicamente.
Além disso, hábitos saudáveis ajudam a proteger o fígado.
Evitar o consumo excessivo de álcool, manter o peso adequado, praticar atividade física e manter a vacinação contra a hepatite B em dia são medidas importantes para reduzir o risco da doença.
Embora o câncer de fígado represente um grande desafio, os avanços da medicina têm ampliado as opções terapêuticas.
O diagnóstico precoce e o tratamento individualizado continuam sendo os principais aliados para aumentar as chances de controle da doença e, em alguns casos, de cura.
Fonte/Créditos: Terra
Créditos (Imagem de capa): Foto: Shutterstock / Saúde em Dia
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