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Sábado, 06 de Junho 2026
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Câmara aprova PL Antifacção após diferentes versões e dificuldade de consenso

Projeto foi enviado pelo Executivo na forma do “PL Antifacção”, mas condução do relator Guilherme Derrite desagradou o Planalto

Câmara aprova PL Antifacção após diferentes versões e dificuldade de consenso
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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (18), o texto-base do Marco Legal do Combate ao Crime Organizado.

A proposta enviada pelo Executivo foi aprovada na forma do substitutivo do relator Guilherme Derrite (PP-SP). Foram 370 votos favoráveis a 110 contrários.

Com a aprovação do texto-base, os deputados partiram para a apreciação dos destaques, que podem alterar trechos do texto.

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O texto tipifica a conduta de “domínio social estruturado”, mirando organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares.

A pena prevista é de 20 a 40 anos, mas pode ser aumentada para caso de liderança dos grupos criminosos e uso de tecnologia avançada, como uso de drones. Com isso, a pena pode chegar a até 66 anos de reclusão.

O texto aprovado prevê que as lideranças desses grupos criminosos deverão cumprir pena em presídio de segurança máxima. Além disso, fica vedada a concessão de anistia, indulto e liberdade condicional para quem incorrer no crime.

Outro ponto que torna mais rigoroso o cumprimento de pena dos condenados por esse crime é a permissão de que encontros realizados no parlatório ou por meio virtual com visitantes possam ser monitorados por meio de captação audiovisual e gravação.

O texto foi enviado ao Congresso pelo Executivo na forma do “PL Antifacção”, mas a nomeação do relator e a atuação dele desagradou o governo Lula (PT). A falta de consenso em torno do texto, tanto entre oposição e governistas, levou o Derrite a apresentar seis versões do relatório.

As alterações, inclusive, renderam acusações ao relator de tentar atacar a autonomia da PF (Polícia Federal) e de ameaçar a soberania nacional. Derrite é secretário licenciado de Segurança Pública do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas voltou à Câmara especialmente para relatar a proposta.

Após reclamações de governistas, Derrite recuou de alterar a Lei Antiterrorismo e fez mudanças, com a retomada de competências da Receita Federal, além de inserir no texto a destinação de bens apreendidos ao Fundo Nacional de Segurança Pública em ações com a participação da PF. O texto final, entretanto, não agradou a base aliada do governo Lula.

O governo, embora fosse autor do projeto, orientou ###. As críticas dos governistas à versão final de Derrite miraram especialmente a criação do tipo penal de “domínio social estruturado” e, quanto à divisão de recursos apreendidos em operações, a destinação ao Fundo Nacional de Segurança Pública e não ao Funad (Fundo Nacional Antidrogas)

 

Fonte/Créditos: CNN

Créditos (Imagem de capa): • 01/02/2025REUTERS/Mateus Bonomi

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