A doutora e pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio afirmou que o Brasil perdeu a patente internacional da polilaminina devido à falta de recursos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A declaração foi feita durante participação no programa Conversas com Hildgard Angel, da TV 247, em janeiro de 2026.
Segundo ela, o pedido de patente foi realizado em 2007, quando o projeto ainda estava em estágio inicial, distante de testes em humanos. A concessão da patente ocorreu apenas em 2025 — um intervalo de 18 anos.
— Nós fizemos um pedido de patente em 2007, quando estava muito longe ainda de ter um efeito, muito longe de testar em humanos. Estava bem no início do projeto. (…) A patente foi concedida em 2025. Foram 18 anos! Nós temos. Só que uma patente só dura 20 anos — explicou.
Tatiana destacou que a patente nacional foi mantida dentro do prazo, assim como o pedido internacional, inicialmente protocolado corretamente. No entanto, segundo ela, a universidade deixou de pagar as taxas necessárias para manter o registro fora do país.
Questionada se a patente internacional chegou a ser concedida, a pesquisadora respondeu que não.
— Não porque a UFRJ teve um corte de recursos. Em particular, foram muito cortados na época de 2015, 2016, e aí não tinha dinheiro para pagar. Então, parou de pagar as patentes internacionais. Então, nós perdemos as patentes — declarou.
De acordo com o relato, o episódio teria ocorrido durante os governos de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), período em que, segundo a pesquisadora, a universidade enfrentou restrições orçamentárias.
A polilaminina é objeto de pesquisa científica e vinha sendo estudada há quase duas décadas. A perda da proteção internacional pode impactar a exploração comercial e o reconhecimento da tecnologia desenvolvida no país.
Fonte/Créditos: Pleno News
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