Duas bombas explodiram na manhã desta terça-feira (08) nas proximidades do hotel onde o presidente da França, Emmanuel Macron, estava hospedado durante visita oficial à Síria.
Segundo as autoridades sírias, ao menos 18 pessoas ficaram feridas no atentado registrado em Damasco.
As explosões ocorreram pouco depois de o comboio presidencial deixar o hotel em direção ao Palácio Presidencial, onde Macron se reuniu com o presidente sírio Ahmed al-Sharaa.
De acordo com o governo francês, o presidente não ouviu as explosões e manteve normalmente toda a agenda oficial.
O ataque aconteceu em uma movimentada área da capital síria, entre o Ministério do Turismo e o Museu Nacional, em frente ao hotel Four Seasons, onde integrantes da comitiva francesa confirmaram que Macron passou a noite antes dos compromissos oficiais.
Bombas ocorreram em sequência
Segundo a Reuters, houve uma primeira explosão. Pouco depois, um segundo artefato detonou a poucos metros do primeiro, próximo a uma ambulância que já prestava atendimento no local.
Segundo o Ministério do Interior da Síria, as equipes de segurança haviam localizado os explosivos e tentavam desativá-los quando ambos detonaram. Um dos dispositivos estava escondido em um carro estacionado e o outro havia sido colocado dentro de uma lixeira.
Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do atentado. As forças de segurança iniciaram buscas para identificar os responsáveis pelo ataque.
Macron manteve agenda oficial

Apesar das explosões, Emmanuel Macron prosseguiu com a visita oficial e participou normalmente das reuniões com Ahmed al-Sharaa, integrantes do governo sírio e representantes da sociedade civil.
Em publicação nas redes sociais, o presidente francês afirmou que “nada pode enfraquecer o desejo dos sírios de viver em um país plenamente soberano e seguro”.
A viagem marca a primeira visita de um chefe de Estado da União Europeia à Síria desde a queda do regime de Bashar al-Assad, em 2024. O novo governo tenta reconstruir o país após mais de uma década de guerra civil, mas ainda enfrenta ameaças de grupos extremistas e desafios para garantir a segurança.
*Com informações da Reuters.
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Fonte/Créditos: ND+
Créditos (Imagem de capa): Reprodução CNN/AL Jazeera/ND Mais
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