A Polícia Federal (PF) identificou dois codinomes em uma lista apreendida em 2022 na casa do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. Os codinomes “Barba” e “Pastor” correspondem, respectivamente, ao ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ), e ao pastor e empresário do ramo de cigarros Márcio Poncio.
A identificação foi possível por meio de um cruzamento de dados que evidenciou indícios de pagamentos, doações eleitorais e lavagem de dinheiro envolvendo Bacellar e Poncio.
A operação
Na última quinta-feira (2), a PF deflagrou a 5ª fase da Operação Unha e Carne, que teve a dupla e Adilsinho como alvos de mandados de prisão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Apenas Poncio foi preso na manhã de quinta-feira, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Bacellar e Adilsinho já estavam detidos em um presídio federal fora do estado. O ex-presidente da Alerj havia sido preso anteriormente, durante a 2ª fase da operação, no fim de 2025.
Outros nomes investigados
De acordo com o jornal O Globo, foram encontrados indícios de relações entre Adilsinho e outros nomes do poder público, como o ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL), o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, e um delegado da própria PF.
Operação Unha e Carne
Segundo o governo federal, a 5ª fase da Operação Unha e Carne teve como objetivo aprofundar as investigações sobre lavagem de dinheiro praticada por organizações criminosas.
Fonte/Créditos: Gazeta Brasil
Créditos (Imagem de capa): Foto: Arquivo
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