A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, no início da semana, a interdição temporária de dois medicamentos produzidos no Brasil: o antibiótico Vancotrat 500 mg, fabricado pela União Química Farmacêutica Nacional S/A, e o anestésico Cloridrato de Lidocaína 20 mg/ml, da Hypofarma — Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda.
Segundo a Anvisa, a medida é preventiva e permanecerá válida até a conclusão das análises laboratoriais que irão confirmar a segurança dos produtos.
Motivo da interdição
No caso do antibiótico Vancotrat, a agência recebeu relatos de que a solução diluída apresentava coloração alaranjada — diferente da tonalidade padrão descrita na bula. Já o anestésico da Hypofarma foi interditado após uma denúncia de que um inseto teria sido encontrado dentro de um frasco do produto.
A Anvisa reforçou que a interdição é cautelar, ou seja, temporária, e tem o objetivo de evitar riscos à saúde até que as investigações sejam concluídas.
Posição das empresas
A União Química informou que está colaborando com as investigações conduzidas pela Anvisa e aguarda os resultados oficiais das análises.
A Hypofarma, por sua vez, afirmou ter realizado uma verificação interna sem encontrar qualquer indício de contaminação. Segundo a empresa, o cliente que fez a denúncia inicial teria se retratado, informação que já foi comunicada à agência reguladora.
Orientações aos consumidores e profissionais de saúde
A Anvisa recomenda que o uso dos lotes sob investigação seja suspenso imediatamente. Profissionais de saúde e pacientes que possuam esses medicamentos devem anotar o número do lote e relatar o caso à agência ou às vigilâncias sanitárias estaduais e municipais.
As denúncias podem ser feitas por meio dos canais de atendimento disponíveis no site oficial da Anvisa.
Medida preventiva
A interdição cautelar é um procedimento comum nas normas sanitárias e tem caráter preventivo. Ela permite que a Anvisa suspenda temporariamente a comercialização de produtos suspeitos até que sejam comprovados os padrões de qualidade exigidos.
A agência destacou que a ação não representa, neste momento, uma proibição definitiva, e que a decisão final sobre o destino dos medicamentos dependerá dos resultados das análises em andamento.
Com informações de Terra Brasil Notícias
Créditos (Imagem de capa): Depositphotos.com/ half point
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se