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Sexta-feira, 24 de Abril 2026
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Anvisa determina recolhimento de medicamento para pressão alta entre os mais vendidos do país

Lote específico foi retirado do mercado após erro de embalagem e teve uso suspenso

Anvisa determina recolhimento de medicamento para pressão alta entre os mais vendidos do país
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ordenou o recolhimento do lote OA3169 do medicamento Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40mg, após identificar que o produto foi comercializado em uma embalagem de Hidroclorotiazida 25mg, remédio indicado para o controle da pressão arterial.

Embora o pantoprazol seja utilizado no tratamento de problemas gastrointestinais, o erro de rotulagem levou à adoção imediata de medidas sanitárias. Segundo a agência, a determinação incluiu a suspensão da venda, da distribuição e do uso do lote envolvido.

Recolhimento atinge apenas um lote, afirma Anvisa

De acordo com a Anvisa, a ação é restrita exclusivamente ao lote identificado, não se estendendo a outros produtos ou apresentações do medicamento. O recolhimento ocorreu após a MedQuímica Indústria Farmacêutica Ltda. comunicar voluntariamente a situação às autoridades sanitárias, como medida preventiva.

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Em nota, a empresa afirmou que “o produto disponível no mercado não oferece risco imediato à saúde do paciente”, reforçando que a iniciativa teve caráter cautelar.

Empresa diz ter adotado medidas corretivas

A MedQuímica informou ainda que todas as medidas corretivas necessárias já foram implementadas e que segue colaborando com os órgãos reguladores para garantir a segurança dos consumidores.

No Brasil, a Hidroclorotiazida ocupa posição de destaque no mercado farmacêutico. O medicamento foi o terceiro genérico mais vendido do país no último ano, com mais de 26 milhões de caixas comercializadas até abril de 2025, o que amplia a atenção em torno do caso.

Outros medicamentos entram na mira da Anvisa

Além do episódio envolvendo o remédio para pressão alta, a Anvisa anunciou, na quarta-feira (7), novas ações contra lotes falsificados de outros medicamentos vendidos no país.

Entre eles está o Imbruvica, utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer no sangue, além dos medicamentos Mounjaro e Voranigo.

Lotes falsificados de remédios oncológicos e metabólicos

No caso do Imbruvica, a agência determinou a apreensão dos lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00. A decisão foi tomada após a Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda., fabricante original, informar que não produziu os lotes mencionados. A empresa também destacou que o registro do medicamento na forma de cápsulas já foi cancelado.

Já em relação ao Mounjaro, a Eli Lilly do Brasil Ltda. comunicou que o lote D838878 não foi fabricado pela companhia. Com isso, a Anvisa determinou a apreensão imediata e a retirada do produto do mercado, proibindo sua comercialização, distribuição e uso.

Voranigo também teve lote retirado do mercado

A mesma medida foi aplicada ao lote FM13L62 do medicamento Voranigo, indicado para o tratamento de tumores cerebrais. Segundo a Anvisa, o produto não pode ser armazenado, vendido, distribuído, fabricado, importado, divulgado ou utilizado.

A decisão ocorreu após a Laboratórios Servier do Brasil, responsável pelo medicamento, informar que desconhece a origem do lote, o que levantou suspeitas sobre a autenticidade do produto.

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Divulgação

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