O envelhecimento em cães pode trazer mudanças que vão além do esperado para a idade, incluindo sinais relacionados ao Alzheimer canino, uma doença que afeta a memória, o comportamento e a qualidade de vida dos animais de estimação.
Os cuidados com os animais de estimação não devem se limitar às fases iniciais da vida. Na velhice, os animais enfrentam um risco maior de desenvolver doenças que alteram suas rotinas diárias e comportamento.
À medida que os cães envelhecem, apresentam alterações que, por vezes, são interpretadas simplesmente como consequência da idade avançada. No entanto, alguns desses comportamentos podem estar relacionados à síndrome da disfunção cognitiva canina (DCC), também conhecida como Alzheimer canino.
A partir dos 9 anos de idade, alguns animais podem apresentar dificuldades como esquecer como latir, perder a noção de onde saíram de um cômodo ou sofrer distúrbios do sono, permanecendo acordados e inquietos durante a noite.
Uma investigação liderada pela veterinária Sonia Milena López Rodríguez, mestre em Neurociências pela Universidade Nacional da Colômbia (UNAL), possibilitou identificar, pela primeira vez no país, genes associados a essa doença.
Principais sintomas do Alzheimer canino
Entre os sinais mais comuns da síndrome de disfunção cognitiva estão:
- Desorientação em casa
- Distúrbios do sono
- Perda de hábitos ou comandos aprendidos
- Episódios de ansiedade noturna
O estudo também identificou a presença do gene APOE em sua variante mais agressiva como um dos fatores relevantes. Segundo o pesquisador, esse gene afeta o sistema imunológico, gera inflamação e dificulta a comunicação entre os neurônios, o que pode levar a um desfecho fatal.
Outros comportamentos associados a essa condição incluem:
- Eles ficam com mais medo.
- Alterações na dieta, como a frequência das refeições.
- O comportamento deles muda e eles podem se tornar agressivos.
- Mudanças nos hábitos na hora de fazer negócios.
Quando os cães atingem 9 ou 10 anos de idade, recomenda-se prestar atenção a mudanças em seu comportamento para facilitar a detecção precoce e agir prontamente caso a doença ocorra.
A descoberta desses fatores genéticos permite avançar na compreensão da doença de Alzheimer canina e abre a possibilidade de desenvolver estudos voltados para tratamentos que busquem retardar a deterioração neuronal e melhorar as condições de vida dos animais.
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