Aguarde, carregando...

Sábado, 25 de Abril 2026
MENU
Notícias / Economia

Alta de 37% na gasolina: mesmo com cortes, preço nas bombas dispara em 3 anos

Mesmo com cortes nas refinarias, custo ao consumidor dispara; alta chega a R$ 9,29 por litro em algumas cidades

Alta de 37% na gasolina: mesmo com cortes, preço nas bombas dispara em 3 anos
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Apesar de a Petrobras ter reduzido em 16,4% o preço da gasolina vendida às distribuidoras desde dezembro de 2022, o valor final cobrado dos motoristas aumentou consideravelmente. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o litro da gasolina passou de R$ 4,98 para R$ 6,33 no período, representando uma alta de 37,1%.

Nas refinarias, o preço caiu de R$ 3,08 para R$ 2,57, com um total de 11 reajustes — sendo oito reduções e três aumentos. O corte mais recente, divulgado na semana passada, foi de R$ 0,14 (-5,17%).

Tanque mais caro e preço recorde em alguns locais

Com o aumento acumulado de R$ 1,35 por litro, o custo para abastecer um tanque de 50 litros subiu em R$ 67,50 nos últimos três anos. Em determinadas localidades, o preço é ainda mais elevado. Na semana passada, o valor máximo da gasolina no país chegou a R$ 9,29 por litro, registrado em postos de Barueri e Guarujá, em São Paulo.

Publicidade

Leia Também:

O que pesa no preço final da gasolina

A composição do preço da gasolina revela diversos fatores que influenciam diretamente no valor final pago pelo consumidor:

  • Petrobras: 28,4%
  • Etanol anidro: 16,4%
  • Impostos federais: 10,7%
  • ICMS estadual: 24,8%
  • Distribuição e revenda: 19,6%

Especialistas apontam que custos logísticos, diferenças regionais e mudanças tributárias explicam por que a queda no preço nas refinarias não se reflete nas bombas. Um dos exemplos é a recente elevação de R$ 0,10 no ICMS por litro, que teve impacto direto, já que se trata de uma alíquota fixa em todo o país.

“Mesmo quando há redução na origem, a carga tributária pode neutralizar esse efeito no curto prazo”, afirmou Ricardo Hammoud, professor do Ibmec-SP, ao UOL. Ele também destacou a valorização do etanol como mais um fator de pressão sobre os preços.

Distribuição e disputa no setor explicam parte da alta.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, atribuiu as dificuldades em repassar as reduções à privatização da BR Distribuidora em 2019. Segundo ela, com a venda, a estatal deixou de atuar “do poço ao posto”, perdendo parte da capacidade de influenciar os preços finais ao consumidor.

Enquanto isso, entidades do setor rejeitam a ideia de que os postos sejam os culpados pela alta. De acordo com José Alberto Gouveia, presidente do Sincopetro-SP, a margem permitiria no máximo reduzir R$ 0,06 dos R$ 0,14 cortados pela Petrobras recentemente.

Concorrência desleal e mercado paralelo agravam cenário

Outro fator que distorce os preços é o impacto de irregularidades no setor. Após a Operação Carbono Oculto revelar a existência de postos utilizados para lavagem de dinheiro, representantes do setor denunciam que o “mercado paralelo” contribui para pressionar preços e margens ao não recolher impostos nem registrar funcionários.

“Não é justo concorrer com um posto que não paga impostos. O mercado honesto passa por uma fase muito difícil”, afirmou Gouveia.

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Divulgação

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Aliados Brasil
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR