O governo do presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (22) uma mudança nas regras para obtenção do green card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos. A nova diretriz determina que estrangeiros que estejam no país de forma temporária deverão retornar ao país de origem para solicitar o benefício, exceto em situações consideradas extraordinárias.
A medida foi divulgada por meio de um memorando do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS).
Segundo o porta-voz da agência, Zach Kahler, a mudança busca adequar o sistema às normas previstas pela legislação migratória americana.
“De agora em diante, um estrangeiro que esteja nos EUA temporariamente e queira um green card deve retornar ao seu país de origem para fazer a solicitação, exceto em circunstâncias extraordinárias”, afirmou.
Pedidos serão analisados fora dos Estados Unidos
Com a nova regra, os pedidos de residência permanente deverão ser apresentados em consulados e embaixadas americanas localizadas nos países de origem dos solicitantes.
As autoridades consulares analisarão cada caso individualmente para verificar se o candidato atende aos requisitos exigidos para receber o documento.
De acordo com o USCIS, a medida pretende evitar que vistos temporários sejam utilizados como caminho automático para obtenção da residência permanente.
“Os turistas devem deixar o país ao término das visitas, que não podem ser vistas como o primeiro passo para a obtenção do green card”, declarou Kahler.
Governo cita redução de custos e fiscalização
A administração Trump afirma que a mudança permitirá direcionar recursos do sistema migratório para outras prioridades, incluindo processos relacionados a vítimas de crimes violentos e tráfico humano.
O governo também argumenta que a nova política reduz a necessidade de localizar e deportar estrangeiros que permanecem no país após terem pedidos migratórios negados.
Recordes em prisões e deportações
Os números divulgados pelo governo mostram uma intensificação da política migratória ao longo de 2025.
Segundo o Departamento de Estado, cerca de 100 mil vistos foram revogados durante o ano. Em publicação nas redes sociais, a pasta afirmou que continuará promovendo deportações para reforçar a segurança nacional.
Dados do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) apontam que, até janeiro de 2026, aproximadamente 69 mil imigrantes estavam detidos em centros de custódia, o maior número já registrado pela agência.
Informações citadas pelo jornal britânico The Guardian indicam ainda que mais de 328 mil pessoas foram presas por questões migratórias e quase 327 mil deportadas ao longo de 2025.
A nova regra passa a integrar o conjunto de medidas adotadas pela administração Trump para ampliar o controle sobre a imigração e restringir caminhos para obtenção da residência permanente nos Estados Unidos.
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