A mandioca está presente na mesa de milhões de brasileiros, mas ainda é cercada por dúvidas sobre possíveis riscos à saúde.
“Embora realmente possa ser tóxica em algumas situações, isso só acontece quando a raiz é consumida crua ou não passa pelo cozimento adequado”, afirma a nutricionista Michelle Oliveira em entrevista à Agência. Quando preparada da forma correta, ela é totalmente segura.
Por que a mandioca crua pode oferecer risco?
“A mandioca contém uma substância natural que precisa ser eliminada durante o cozimento”, explica Michelle. Quando a raiz é consumida crua, raspada ou mal cozida, essa substância permanece ativa e pode causar intoxicação.
É por isso que o preparo correto é essencial, e por isso cozinhar bem é suficiente para tornar o alimento seguro.
“Além disso, a mandioca vendida nos mercados geralmente é de variedades mais doces e já selecionadas para o consumo doméstico, o que reduz ainda mais qualquer possibilidade de risco”.
O que são as “mandiocas bravas” e por que exigem atenção?
Em algumas regiões do país, existem tipos de mandioca conhecidos como “bravas” ou “amargas”. “Elas têm concentrações maiores da substância tóxica natural, e por isso precisam passar por processos tradicionais de lavagem, prensagem e cozimento prolongado”, alerta Michelle.
A mandioca é um alimento altamente nutritivo, livre de glúten e rico em energia, mas requer cuidados no consumo. É verdade que a mandioca brava possui cianeto tóxico, exigindo processamento adequado (lavagem, fervura) para torná-la segura. A mandioca mansa (aipim/macaxeira) é segura para consumo após cozimento
Quando esses processos são feitos corretamente, tornam-se seguras; quando não, podem causar problemas. Essas variedades costumam ser usadas em preparos artesanais, como farinhas e outros derivados, e têm regras tradicionais de manuseio que garantem segurança há gerações.
E no dia a dia, é preciso se preocupar?
Para a maioria das pessoas, não há motivo para preocupação. A mandioca comercializada em feiras, quitandas e supermercados já é de variedades seguras, prontas para cozimento e consumo regular.
Ao cozinhar bem, seja para fazer cozida, frita, no caldo, ou transformada em tapioca ou purê, o risco é inexistente.
“Por isso, você pode continuar consumindo mandioca, macaxeira e tapioca sem medo, desde que o preparo seja feito da forma correta, como acontece na rotina da maior parte dos brasileiros”, tranquiliza a especialista.
- Mito: Toda mandioca é venenosa. Verdade: Apenas a variedade "brava" tem altas concentrações de ácido cianídrico. A mandioca "mansa" ou aipim, consumida cozida, é segura.
- Verdade: A mandioca crua pode matar. Verdade: A ingestão de mandioca brava sem o processamento correto (que elimina o cianeto) pode ser fatal ou causar intoxicação grave.
- Verdade: É rica em carboidratos. Verdade: Sendo uma raiz, é excelente fonte de energia, mas deve ser consumida com moderação por quem busca perda de peso.
- Mito: Mandioca tem glúten. Mito: A mandioca é naturalmente livre de glúten, sendo um excelente substituto para o trigo.
- Verdade: A lenda da Mani. Verdade: O nome "mandioca" deriva da lenda indígena Tupi de "Mani-oca" (casa de Mani), a menina loira que morreu e foi enterrada na oca, de onde brotou a planta.
Fonte/Créditos: Correio *
Créditos (Imagem de capa): Crédito: Freepik
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