O dente-de-leão (Taraxacum officinale) é uma planta alimentícia não convencional (PANC) popularmente conhecida pelas suas pequenas flores amarelas e folhas verde-escuras. Originária da Europa e Ásia, ela cresce em várias regiões do mundo.
Além do sabor suave e levemente amargo que complementa diversas receitas, ela é valorizada pelas suas propriedades medicinais. Inclusive, no Brasil, está listada no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira (2ª edição) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
1. Fortalece o sistema imunológico
Rica em antioxidantes, a planta dente-de-leão ajuda a fortalecer o sistema imunológico, combatendo os radicais livres que podem enfraquecer o corpo e causar doenças. Seus compostos, como vitamina C e betacaroteno, estimulam a proteção contra infecções e ajudam na recuperação após doenças, tornando-a uma ótima aliada da imunidade.
2. Melhora a digestão
Conforme o Anexo I da RDC Anvisa N° 10, de 9 de março de 2010, da resolução que dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dá outras providências, a decocção do dente-de-leão pode ser usada contra distúrbios digestivos.
Isso porque as suas folhas têm propriedades digestivas que ajudam a combater problemas como azia, má digestão e inchaço. A planta também possui fibras que regulam o trânsito intestinal e promovem uma flora intestinal saudável. Assim, ela pode ser uma aliada natural para melhorar a digestão e prevenir desconfortos gastrointestinais.
3. Contribui para a saúde dos ossos
Por ser fonte de cálcio e outros minerais importantes, como potássio e magnésio, o dente-de-leão ajuda a manter os ossos fortes e saudáveis. Esses nutrientes são essenciais para a densidade óssea e podem ajudar a prevenir problemas como a osteoporose.
4. Beneficia a saúde da pele
Rico em antioxidantes e nutrientes como a vitamina A, o dente-de-leão ajuda a reduzir os efeitos do envelhecimento precoce e manter a pele saudável. Além disso, ele possui propriedades anti-inflamatórias e desintoxicantes, que podem ajudar a prevenir problemas como acne e irritações.
5. Auxilia na promoção da saúde cardiovascular
O dente-de-leão apresenta naturalmente boas concentrações de potássio, um mineral essencial para o equilíbrio hídrico e o funcionamento muscular, incluindo o do coração. Para o artigo “Evaluation of Dandelion for Diuretic Activity and Variation in Potassium Content”, publicado no International Journal of Pharmacognosy, pesquisadores analisaram amostras da planta e observaram teores elevados de potássio nas folhas e raízes.
Os autores, por sua vez, sugerem que o conteúdo mineral da planta pode favorecer o equilíbrio dos eletrólitos corporais, o que contribui para manter o bom funcionamento cardiovascular quando inserido em uma alimentação equilibrada.
6. Reduz a retenção de líquidos
Conforme o estudo “The Diuretic Effect in Human Subjects of an Extract of Taraxacum officinale Folium over a Single Day”, publicado no The Journal of Alternative and Complementary Medicine, devido aos seus compostos, o dente-de-leão tem atividade diurética. Os testes realizados na pesquisa demonstraram que o extrato etanólico de folha fresca aumenta a frequência e a taxa de excreção de fluidos em indivíduos saudáveis.
Assim, as propriedades diuréticas do dente-de-leão fazem dele um ótimo aliado no combate à retenção de líquidos. A planta ajuda a eliminar o excesso de sódio e fluidos acumulados no organismo, sendo especialmente útil para quem sofre de inchaço nas pernas ou precisa regular o volume de líquidos no corpo.
7. Apoia a saúde renal
O Anexo I da RDC Anvisa N° 10, de 9 de março de 2010, reforça que a decocção da planta pode ser utilizada como diurético. Por seu efeito diurético natural, o dente-de-leão é frequentemente usado para apoiar a função renal, auxiliando na eliminação de toxinas e prevenindo infecções urinárias. Ele estimula a produção de urina e ajuda na limpeza dos rins, sendo uma opção natural para manter o sistema urinário saudável.
8. Pode ajudar na redução de inchaços após procedimentos
Um ensaio clínico controlado publicado na revista Medicine (Baltimore) — intitulado “External application of dandelion combined with borneol effectively reduced pain and facial swelling after jaw surgery” — avaliou pacientes submetidos a cirurgias na região da mandíbula. Os participantes foram divididos em quatro grupos: compressa de gelo, uso isolado de dente-de-leão, uso isolado de borneol e a combinação dos dois.
Os resultados mostraram que a aplicação tópica de dente-de-leão associada ao borneol reduziu de forma significativa o inchaço facial e a limitação de abertura da boca já nos dois primeiros dias após a cirurgia, quando comparada aos outros grupos. Além disso, os pacientes tratados com essa combinação relataram maior satisfação com o pós-operatório e nenhum efeito adverso relevante. Esses achados indicam que o dente-de-leão pode ser um aliado natural na recuperação de cirurgias faciais, ajudando a reduzir o edema e acelerar o retorno das funções locais.
Formas de consumo
O dente-de-leão é uma planta versátil, que pode ser consumida de diversas maneiras para aproveitar todos os seus benefícios:
- Em saladas: as folhas frescas do dente-de-leão são ótimas em saladas, adicionando um toque amargo e nutritivo;
- Chá: suas raízes e folhas secas podem ser preparadas como chá, excelente para desintoxicação e relaxamento;
- Suplementos: extratos de dente-de-leão estão disponíveis em cápsulas ou comprimidos, ideais para quem busca uma dosagem controlada;
- Smoothies: folhas de dente-de-leão podem ser misturadas com outras frutas e vegetais em smoothies, enriquecendo a bebida;
- Refogados: as folhas também podem ser levemente refogadas e adicionadas a pratos quentes, como sopas e ensopados.
Essas formas de uso permitem aproveitar os benefícios do dente-de-leão de maneira prática e saborosa, promovendo a saúde de forma natural.
Contraindicações do uso do dente-de-leão
Segundo o Anexo I da RDC Anvisa N° 10, de 9 de março de 2010, a decocção da planta não deve ser utilizada por pessoas portadoras de obstrução dos dutos biliares e do trato intestinal. Além disso, na ocorrência de cálculos biliares, recomenda-se consultar um profissional de saúde antes do uso. Ainda conforme o documento da Anvisa, como efeitos colaterais, pode provocar hiperacidez gástrica e hipotensão (queda de pressão).
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