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Quarta-feira, 06 de Maio 2026
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Sobre os elogios a Deng Xiaoping, a Xi Jinping e ao regime chinês

(Contra o ministro Gilmar Mendes e mais uma vez contra o professor Luís Roberto Barroso)

Sobre os elogios a Deng Xiaoping, a Xi Jinping e ao regime chinês
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Gilmar e Barroso
Imagem pública

Álvaro Valle, um dos mais relevantes homens públicos que atuou em nossa Pátria, até o fim do século passado, em seu Curso de Formação Política à distância - disponível pela plataforma do youtube - ensina sobre a importância de se compreender a história recente.

Como testemunhas oculares e auriculares dos ditos e dos fatos, nestes dias frios e obscuros, chegamos à triste conclusão de que os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso precisam, urgentemente, assistir a aulas de reciclagem das matérias de Teoria Geral do Estado e Regime de Governo. Em matéria suplementar recomendamos um algo a mais de Atualidades Internacionais. Podemos, inclusive, engrossar a turma com os membros da Fundação Perseu Abramo e de todo atual poder executivo. Como já tenho dito, escrito, publicado e repetido, aproveitem o mor-domo José Dirceu de Oliveira e Silva para chefiar a turma desta iniciativa quase “mobral”.

A quaisquer que sejam a instituição de ensino e o professor dispostos a reciclar as tais mentalidades tão enfraquecidas e pusilânimes, tomo a liberdade de deixar aqui a minha contribuição com um conteúdo de pesquisa:

 

REESTRUTURAÇÃO DA CHINA SOCIALISTA E MODERNA – AS QUATRO MODERNIZAÇÕES após 1979

 

A Revolução Cultural instaurou conflitos internos marcantes: entre o campo e a cidade; entre estudantes e professores; exército popular (comunista) e forças militares profissionais.

Nas décadas de setenta e oitenta, assim como acontece na URSS, os chineses se dividiram entre o maoísmo (revolucionários radicais) as elites revisionistas (marxista-leninistas), estas últimas se aproximando da Perestroika russa. O degelo diplomático da Guerra Fria e o esgotamento dos quadros do exército popular dão a vitória aos revisionistas, que conduzirão a China ao dito “realismo político”.

Em 1971, o primeiro-ministro Chu En-lai ingressa o país na ONU. Temos a visita de Nixon neste mesmo ano, para conter o intervencionismo soviético e, posteriormente, em 1979, a visita do vice primeiro-ministro Deng Xiao-Ping aos E.U.A.

Chu Em-lai e Mao Tsé-tung perderam o poder em 1976. Chiang Ching, viúva de Mao, não consegue manter a liderança dos radicais. Estes são praticamente varridos do poder e inicia-se a liberalização. Multinacionais se instalam no país, como a Coca-Cola. Abre-se o regime, namora-se em público, faz-se passeatas de protesto, usa-se maquiagem e roupas informais coloridas.

Do reatamento das relações externas com a URSS. Embora As Quatro Modernizações Chinesas teriam sido complementadas por uma certa teoria dos “três mundos”: China, URSS e E.U.A, as estratégias do gigante populacional asiático foram sempre centradas nos acordos bilaterais. Não podemos nos esquecer do fator da geoposição e das proximidades tradicionais entre China e Rússia. Do Ocidente (E.U.A e Europa) a China recebeu os investimentos necessários, as patentes e tecnologias, em troca da abertura do seu público consumidor, bem como da oferta de sua força de trabalho de baixo custo. Em linhas gerais, teremos o mesmo programa da Rússia, Perestróika & Glasnost ou o marxismo-leninismo.

A 16 de maio de 1989, depois de 30 anos de dissidências, M.Gorbachev  (PCUS) vai à China e ambas as nações sinalizam ao mundo a distensão. Deng Xiaoping – segundo seu filho Deng Zhifang – considerava Gorbachev e Boris Yeltsin ingênuos por colocar a reforma política à frente da econômica. Por esse erro, do ponto de vista marxengelsiano-leninista, a URSS teria colapsado.

O governo chinês fez o contrário: foi liberando gradualmente o setor rural do controle coletivista forçado. A urbanização, nas décadas de 80 e 90, ocorreu de forma lenta e controlada rigidamente pelo governo. Ninguém podia mudar do campo para a cidade ou de uma cidade para outra sem autorização estatal. Com apertada distribuição demográfica, cerca de 90% da população se concentrava, à época, em apenas 1/6 do seu território, onde o solo era mais fértil e favorável às atividades humanas.

“Um país, dois sistemas”, essa foi a proposta (disfarçadamente leninista) de Deng Xiao Ping e Li Xiannian, que governou de 1983 a 1988.

A China, em virtude de acordos internacionais, receberia de volta duas colônias: Macau (1999, dos portugueses), e Hong Kong (1997, dos britânicos). Esta última foi retomada já em 1992, por força da imigração e investimentos econômico-financeiros. Desde 1987, a Grande China Popular pretende retomar Formosa (Taiwan) que, àquela época, já era superfortaleza industrial.

A estratégia de Deng Xiaoping com base na mínima do “não importa a cor do gato desde que pegue o rato”, que não passa de uma espécie de haikai de Maozedong (discípulo de Lênin), frente à ingenuidade dos liberais de todo o mundo, deu aos chineses – só a título de exemplo – o poder de influenciar em nossas disputas internas, inclusive nas eleições presidenciais brasileiras de 1989: Lula (URSS) e Collor (China).

Países como o Brasil e os E.U.A que, levaram suas fábricas para território chinês em busca de baixos tributos e mão de obra barata ou, muitas vezes, análoga à escravidão, já colhem amargos frutos desde o início dos anos 2000.  A China, por meio do Brics, deitou humilhação sobre nós, obrigando-nos a implementar em nós mesmos um vergonhoso processo de desindustrialização, de maneira que chegamos ao absurdo de importar ferramentas manuais da Índia e simples utensílios domésticos da Turquia.

Passaram a influenciar até em nosso sistema educacional, recomendando-nos o contrário do que fazem eles. Aconselham-nos a desapegarmos de nossas riquezas materiais enquanto nos compram tudo; dizem para mergulharmos nas libertinagens e no relaxamento enquanto eles se disciplinam, produzem e tensionam o mundo; induzem-nos a descuidarmos de nossas tradições clássicas enquanto incentivam-nas em suas escolas (consultem o livro: “Grito de guerra da mãe tigre”, de Amy Chua).

Vejamos o programa “Brics: construir a educação para o futuro”, e demais desvantajosas influências dos chins sobre nosso povo, sobretudo com o agnosticismo e o denominado “socialismo de mercado”, cujo regime prestigia pensamentos e ações totalitárias em nome de supostos avanços tecnológicos e inovação.

 

Por fim, é preciso salientar que, mesmo após o reestudo e a conscientização, nada nos impede de aconselhar aos ministros a renúncia do cargo. Seria um gesto humilde por parte daqueles que desonraram nossas tradições e desrespeitaram, como nunca na história, a memória dos grandes brasileiros de espírito público.

 

"Deus e a Pátria nos protejam". (Olavo Bilac).

 

 

Principais referências:

 

 

BEZERRA, Holien Gonçalves. Revolução Chinesa. São Paulo: Atual, 1985.

 

FILHO, Rei; AARÃO, Daniel. A construção do Socialismo na China. 2ª ed., São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 90-94.

 

GRANT, Stan. Mikhail Gorbachev visitou a China em 1989 e encontrou uma revolução aproximando. O que ele viu mudou a história. www.abc.net. Postado em 31 ago 2022. Acessado em set. 2023.

 

ROCHA, Lopes al’Cançado, o Cristiano. Reestruturação da China Socialista e Moderna: as 4 modernizações. São Paulo: Armada, 2025, p. 145-147.

 

ROCHA, Lopes al’Cançado, o Cristiano. A vingança do gato furta-cor. Belo Horizonte: ed. do autor, 2020.

 

RODRIGO GALLO. Reflexões sobre os limites da Globalização. Humanitas. São Paulo, ano 16-nº 152. Páginas 58-59, 2022.

 

 

Lopes al'Cançado Rocha é poeta-músico, pesquisador, escritor, liberal-conservador mineiro e ativista de Direitos Humanos pela Doutrina Jusnaturalista. 

 

Abaixo link para aquisição de seu livro “Liberal-conservadorismo social brasileiro – Volume I – Das doutrinas igualitárias e revolucionárias.

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Fonte/Créditos: Lopes al'Cançado, o Cristiano - ativista de Direitos Humanos

Créditos (Imagem de capa): Imirante

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