"Se os porcos pudessem votar, o homem com o balde de comida seria eleito sempre, não importa quantos porcos ele já tenha abatido no recinto ao lado." Orson Scott Card
Quão infame é para você quando alguém rasteja por algo? E veja bem, esse rastejar pode vir de necessitados, ignorantes e excluídos que só encontram na súplica e na quase mendicância, na espera da esmola, a única saída (algo que reduz a condição do homem a uma pobre alma miserável e sem perspectiva) como também pode ser àqueles que se sujeitam, se anulam, se tornam indignos por colocarem em uma condição deplorável de pessoa sem hombridade, quer seja por algum proposito específico como ascensão social, política ou na busca de uma vantagem material (nunca será por algo edificante à alma) qualquer.
Se uns vemos como pobres coitados (ainda que muitos não sejam), os outros vemos como pessoas decepcionantes se nutrimos em algum momento qualquer espécie de admiração ou pessoas repugnantes.
Vamos falar do segundo grupo: pessoas que vivem atrás de farelos, esmolas, boa vontade de qualquer outro ser, seja em qualquer tipo de relação, de cara já denotam serem pessoas sem força mental e espiritual. Vivem à sombra de suas falhas, fraquezas, se subjugando, se autossabotando, numa completa demonstração de falta de amor-próprio.
Esse é um assunto onde psicólogos são psiquiatras podem revelar e explicar muito bem tudo dito acima. Mas sendo eu, um simples observador da vida, alguém que analisa as situações e faz a crítica sob o que constato, me deixa muito triste o atual momento vivido pelo Brasil e pelos homens públicos que nos prometeram um novo Brasil.
“Subir na vida e, uma vez lá em cima, livrar-se dos que o ajudaram na escalada. O Bolsonaro aprendeu isso com Maquiavel e vai terminar como Maquiavel terminou: vivendo da caridade de seus inimigos” Olavo de Carvalho.
Talvez seja uma das coisas mais óbvias e fáceis de fazer, são as críticas e as defesas ao Bolsonaro nesse momento. Todos os lados com razão.
Enquanto os que reclamam de seu posicionamento atual, de sua fraqueza em decisões, de suas alianças e os que defendem tudo isso justificando sua liderança, seu papel e etc., são guiados muitas vezes por um time de influenciadores, políticos com segundos e terceiros interesses, o Brasil vai ficando cada vez mais sem esperança de mudança para quem acredito nisso, na década passada.
Fato é que ninguém pode viver de farelo, quem quer que seja. Não há estratégia ou situação que obrigue qualquer ser humano a renunciar tudo que sempre defendeu para conquistar algo mais à frente.
Também não é factível se entregar as migalhas dadas por uma esperança presente nos corações e mentes de cada um de nós, quando qualquer criatura se apresenta como uma nova esperança sem ter nada além da boa retórica e dos argumentos verdadeiros, mas distante de uma estrutura política que possa lhe dar sustentação para qualquer mudança.
Parece um mato sem cachorro, e é mesmo. A triste fase tratada como autofagia, divisão no próprio ninho e etc., será realmente só isso se nenhum dos lados surgir com argumentos inteligentes, questionamentos firmes, afim de tirar de cena os parasitas internos e externos que até hoje se aproveitam pelo amor do povo, cada vez menor, mas ainda enorme, por Bolsonaro.
Esse, por sua vez, parece viver fora da realidade total, ilhado, circundado por uma cambada de puxa-sacos, aproveitadores, espertalhões de toda ordem e sorte que o colocam como alguém de joelhos, que para se defender ataca quem o suporta de verdade.
A vitória de Donald Trump é um alento e uma possibilidade grande para uma virada de perspectiva no futuro dessa nação. Mas como conseguir isso se de um lado alguns se colocam como revolucionários da direita é outros como estatistas e donos da direita?
Nesse bolo, existem bons nomes que precisam elevar o nível do debate após as reações do próprio ex Presidente e de um entourage que se comporta como verdadeiros esquerdistas militantes de direita.
Como disse Olavo acima, esse final trágico se desenha galopantemente, basta ver as reações adversas por conta das eleições paulistanas. Mas tudo pode mudar, caso uma reflexão correta seja feita e uma tomada da realidade como guia, livre de toda a gente que o cerca hoje, inclusive familiares, for assim feita.
Salomão, o Rei Salomão, nos deixou em Eclesiastes como tudo é mera vaidade. Para todos que dizem amar o Brasil e que, estando ou se posicionando como direita, como conservadores, o amor a cargos, títulos ou a busca do poder pelo poder evidencia uma pobreza de alma preocupante. Se, "ser humilde não é outra coisa senão aceitar a realidade.", perder a noção do que é, de quem é no atual momento, mostra a arrogância e a prepotência que não combinam com a pessoa que passou a ser amada pelo brasileiro.
E antes que alguém venha me tratar como um traidor, alguém que está criticando o Presidente sem entender que política se faz necessário e blá blá blá, deixo dois recados: o primeiro é que, em resumo, o que peço é que a boa política seja feita com estratégia e visão de longo e médio alcance para o bem do país, não pela manutenção de cargos e poder de políticos.
A segunda bem mais simples é muito mais importante: leiam provérbios 27, 6. Quando queremos o bem de alguém, não nos aproveitamos da pessoa e tampouco deixamos ela seguir por um caminho completamente equivocado.
Por fim, políticos e o Estado deve trabalhar para servir ao povo. E não eles se servirem do povo. Essa é uma obviedade que parece esquecida.
Não aceitemos farelos. Não deixemos que aqueles que amamos e depositamos esperança aceitem farelos. Que tomemos posição para que todos se posicionem. O tempo de desculpas e mentiras do nosso lado deve ser algo sempre do passado, senão seremos eternamente o outro lado de uma tesoura que recorta e destrói qualquer possibilidade de mundo melhor.