Nações desenvolvidas que elevaram o nível de vida de seus povos, tiveram como característica básica, entre outras, a excelência intelectual de suas elites. Essa característica, aliada às liberdades de expressão e de empreender, construíram grandes e poderosas nações no mundo ocidental. Se hoje essas mesmas nações, no processo moderno de globalização, estão perdendo substância nessa característica e até invertendo o próprio processo, é outra conversa.
Quando determinada sociedade cultiva as liberdades, em suas dimensões variadas, ela( afinal de contas), se credencia a subir alto e atingir o topo do que se chama de uma nação desenvolvida e próspera. Nessa caminhada, tal excelência intelectual privilegia a meritocracia como fator de elevação qualitativa de todo o processo, sem o qual iria sucumbir à mínima turbulência estrutural.
Thomas Jefferson vaticinava que para alguém se destacar em sua atividade, deveria " sempre que fizer algo, mesmo que ninguém venha a saber, faça como se o mundo estivesse olhando para você". É o que ele chamou de exercício da eficiência.
Hoje no Brasil, carecemos dessa excelência intelectual, e, ao que consta, o atual governo abusa de ignorar a realidade da boa técnica e dos princípios administrativos consagrados. Já nem falo do comando mesmo do País, em sua primeira instância. Uma excrescência pura e cristalina, de nos envergonhar. Em todas elas, porém, se privilegia o viéis de submissão ideológica, não de conhecimento nato dos escolhidos e do que estes poderão contribuir para a eficiência do sistema.
Vejam o caso da recém nomeada "política" para tratar das relações institucionais do governo com o Congresso Nacional. Trata-se de uma lambisgóia ideológica, militante e iconoclasta de carteirinha, cujo único propósito na vida tem sido o de propagar deepfakes das mais nojentas e asquerosas. Um ser desprezível, para dizer o mínimo.
Quando releio o Apocalipse, de João, compreendo, afinal, que o que estamos vivenciando no Brasil nada mais é do que a consumação do que ali está profetizado. Literalmente. E que os cavaleiros do Apocalipse vestem- se de vermelho e atendem ao comando do legítimo "satanista assumido", que ocupa a cadeira presidencial do Palácio do Planalto. Imaginem se não fôssemos uma nação majoritariamente cristã, em que situação já não estaríamos?
Bem que vaticinou Miquéias( 7; 3), quando, séculos antes de Cristo, afirmou: " Todos estão prontos para fazer o que é mau. Autoridades exigem dinheiro por fora, e juízes recebem presentes para torcer a justiça"... Não é o que ocorre hoje, à luz do dia, em Brasília?
Silvio Lopes, jornalista, economista e palestrante