Durante décadas, especialmente no Nordeste, o povo foi condicionado a trocar dignidade por favores. Antes eram dentaduras, cestas básicas, sacos de cimento. Hoje, o cabresto tem novo nome: cartão. A prática mudou de forma, mas não de intenção — a dependência ainda é usada como ferramenta de controle político.
Não é errado ajudar os que mais precisam. Errado é transformar essa ajuda em chantagem. Muitos ainda vivem com medo de perder o auxílio se votarem "errado", como se o benefício fosse um favor e não um direito. E, enquanto isso, seguem presos ao mínimo existencial, impedidos de ascender por mérito, estudo ou trabalho.
Na Fundação Renascer, mostramos todos os dias que é possível fazer diferente. Investimos em capacitação, apoio psicológico, cultura, esporte, empreendedorismo. Porque dignidade não se mede por um cartão, mas pelo brilho nos olhos de quem descobriu que pode mais. Assistência social deve libertar, não prender.
E por falar em libertação, é preciso lembrar quem realmente entregou resultados ao Nordeste. Jair Bolsonaro não prometeu: fez. Levou água com a transposição do Rio São Francisco, regularizou terras com o Titula Brasil, ampliou o 4G rural, entregou escolas técnicas e injetou recursos diretamente nos municípios. Fez mais do que discursos — entregou dignidade.
Em 2026, o nordestino precisa votar com memória. O maior gesto de gratidão é reconhecer, nas urnas, quem fez mais do que prometer. Bolsonaro e seus candidatos representam um projeto que valoriza o cidadão, não o manipula. O futuro do Nordeste não pode seguir acorrentado ao passado da dependência.
O Brasil será verdadeiramente livre quando o povo votar com consciência — e não com medo. É hora de romper esse ciclo, de ensinar que o voto não tem preço, mas tem poder. Nenhum político é dono do que o Estado deve ao cidadão. E você, nordestino, vai continuar aceitando promessas recicladas, ou vai escolher a liberdade, o respeito e o futuro?
Por Samuel Barreto*
Presidente da Fundação Renascer de Sergipe
*Capitão Samuel foi deputado estadual 3x pelo estado de Sergipe, ex-capitão da polícia militar, presidente da fundação renascer e ativista contra as drogas.