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Terça-feira, 05 de Maio 2026
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Os Donos da Dor: Como a Mídia Seleciona Suas Vítimas

A Máquina da Indignação: Como a Imprensa Molda Sentimentos e Silencia Fatos

Os Donos da Dor: Como a Mídia Seleciona Suas Vítimas
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O caso envolvendo o jogador paraguaio do São Paulo, Damián Bobadilla, e o venezuelano Miguel Navarro, do clube argentino Talleres, explorado à exaustão pela mídia esportiva — composta, em sua esmagadora maioria, por militantes de esquerda disfarçados de “gente bacana”, supostamente preocupada com o ser humano — escancara o quanto a direita ainda precisa evoluir para compreender, de fato, os ensinamentos de Olavo de Carvalho.

Quem me acompanha sabe: falo sobre essas questões há anos. Não é novidade.

Quantos canais formados por conservadores falam de futebol? Quantos abordam gastronomia, entretenimento, cultura pop? Vamos além: quantos colégios, creches ou escolas de música foram fundados por pais conservadores, com valores sólidos? Isso tudo diz respeito à ocupação de espaços. E, convenhamos, “ocupar espaços” virou jargão na boca de políticos de direita — ou de quem sonha em se tornar um.

Mas a questão vai muito além.

Este episódio, por exemplo, escancarou o quanto o Brasil está afundado na pauta woke. Qualquer brecha é usada para que ela seja alardeada, defendida, esfregada em nossas caras como se fosse a verdade suprema sobre o comportamento humano. Isso, vale dizer, não acontece com a mesma força em países vizinhos. Basta observar a postura de Bobadilla, no pós-jogo, e a indignação do treinador do Talleres — revoltado com o fato de que ninguém queria falar da partida em si, apenas da “narrativa”.

Outro ponto que passa despercebido — inclusive por muitos influenciadores ditos conservadores — é a formação de uma geração de homens frágeis, sem senso de dever, sem autoestima. Em resumo: homens sem virilidade, sem a força e a responsabilidade exigidas para ser, de fato, um homem. Recentemente, um garoto do Palmeiras chorou ao ser chamado de “macaco”. Miguel Navarro, por sua vez, desabou após ser chamado de “morto de fome”.

Ora, antes mesmo de falarmos em racismo ou xenofobia — temas que, sim, merecem atenção, mas não devem ser usados como instrumentos de manipulação ideológica — é preciso reafirmar: um HOMEM precisa ser HOMEM. Destaco a palavra porque a defesa da honra, da dignidade e do orgulho exige firmeza de caráter — física e mental.

E é aí que está o prejuízo: formamos homens fracos, oprimidos por fantasmas muitas vezes imaginários. Afinal, quem se ofende profundamente com críticas vindas de alguém inferior — seja técnica, moral ou intelectualmente? E mesmo quando o fantasma é real, ele apenas revela a realidade. E nossos homens, diante da realidade, choram. Não lutam. Não se indignam. Não se rebelam.

Há outros aspectos relevantes, e os tratarei. Mas antes, volto a enfatizar: é urgente a compreensão profunda dos ensinamentos de Olavo de Carvalho. Tudo isso tem a ver com cultura. Guerra cultural é isso. E eles estão vencendo porque nós não sabemos travá-la.

Vamos a outro ponto, raramente comentado: a pauta woke invadiu até a regra do futebol. E você, provavelmente, nem percebeu. Desde os anos 1990, a FIFA passou a punir o agredido. Sim, você leu certo: o atleta que apanha e reage não pode mais reagir. Se devolver com um leve empurrão, leva cartão amarelo — ou até vermelho — igual ao agressor.

À primeira vista, isso parece razoável. Mas a mensagem subliminar é devastadora: “não se defenda; a autoridade cuidará de você”. Um terceiro vai fazer justiça por você — a autoridade burocrática. Você está sob a tutela do sistema, e é ele quem decidirá o que é certo e errado.

O mais grave? Ninguém percebe que crianças são ensinadas assim desde cedo, nas escolinhas de futebol.

Gerações inteiras estão sendo moldadas sob a lógica de que, se você reagir a uma injustiça, você será punido. Que deve aceitar tudo passivamente “pelo bem do grupo”. Isso é engenharia social sofisticada, poderosa — e quase invisível.

Fazendo um parêntese dentro do tema, e falando sobre como o futebol é usado como ferramenta sem que percebamos: a mesma FIFA que impede clubes e federações de recorrerem à justiça comum, mesmo em casos de injustiça clara, é a que impõe aos países todo tipo de padronização. Interessa pouco a cultura local. O que vale é a cultura global imposta de cima para baixo.

Exemplo? Um suíço, dirigente da FIFA, decretou o fim do “geraldino” nos estádios brasileiros — sem se importar com o que o povo brasileiro pensa, sente ou prefere. O mesmo processo destruiu estádios históricos como o Maracanã, não apenas por questões de “modernização”, mas como estratégia simbólica para apagar as referências do passado. Foi uma decisão de cima para baixo, executada por europeus e aplaudida pela esquerda brasileira, sem qualquer consulta ao povo.

E, por fim, o ponto mais cruel de todo esse episódio no Morumbi: nenhum jornalista demonstrou real preocupação com Miguel Navarro. O fato é que ele se abalou. Mas qual é a realidade de sua família? Qual é sua situação na Venezuela? O que realmente se passa em seu país?

Nada disso interessou à mídia. Afinal, quem oprime de fato — regimes socialistas, ditaduras, fome, opressão real — não desperta a ira dos jornalistas militantes. Eles estão ocupados demais apontando o dedo para qualquer um que ouse contrariar a cartilha ideológica.

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