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Terça-feira, 05 de Maio 2026
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ORDEM FRACTAL, FREUD E JUNG

Memórias & Retalhos dum Eco Inteligente e Não Replicante

ORDEM FRACTAL, FREUD E JUNG
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Toda a estrutura da existência – do transcendente ao imanente – segue uma ordem fractal.

Sim! Já o aflorei neste espaço numa pretérita oportunidade – estou ciente.

Nunca enxerguem as “idas & vindas” de certos conceitos e temas por mim aqui trazidos como algo redundante, mas como estratégia de sensibilização a uma derradeira sedimentação.

Água mole em pedra dura tanto bate, tanto bate que um dia...

E que ordem será essa?

A de que os fractais são a fração de um todo arquétipo que, separadamente, em aparência e traçado, se replica a partir dele.

Por outras palavras, são pequenos protótipos de toda uma completude arquetípica.

Quando traçamos comparações entre todas as estruturas geométricas não clássico-formais encontradas nos padrões da natureza – visíveis e ocultas –, aonde à priori se enxerga caos, mas que, na verdade, na mais profunda intimidade e pormenor, se manifestam em padrões organizados;

E quando estabelecemos um liame, uma correlação e um elo entre a paleta de modelos comportamentais associados a uma personalidade, caráter ou papéis sociais replicados em cada civilização, numa linha temporal, histórica e de memória, perceberemos que tudo o que existe se conecta com algo maior e monumental, em frações de maior ou menor escala de autossimiliaridade e que, de uma estrutura essencial e primal, seja ela de que tipologia for, matrizes infinitas e escalares se originam/manifestam por derivação.

Ao entenderdes isto estareis, também, capacitados para estabelecer paralelos entre o que manifestais mentalmente e a manifestação de Mente Divina...

Faço-me compreender ou está muito tétrico?

Imaginai os galhos de uma árvore, a título de exemplo.

A princípio, poucos galhos partem do tronco, mas eles se bifurcam em ramificações num mesmo padrão em mini-árvores cada vez em menor escala. O mesmo princípio pode ser percebido nas flores, nos flocos de neve e cristais de gelo, nos rios, nas rochas, nuvens, montanhas, na pele réptil, nos favos das colmeias, nas conchas, na descarga elétrica, no nosso corpo, tecido celular, vasos sanguíneos, rins ou pulmões, só para vos ofertar um sortido de outros exemplos.

Já quando transpondes o fractal para a dimensão espiritual, em sentido ascendente, portanto, sereis levados a crer que Cristo será o fractal arquétipo do Cristianismo, que, por sua vez, será o fractal da Emanação de Deus na mais pura e pinacular senciência.

Já em sentido descendente, desta feita, o Cristo fractal será o estado de clarividência, arrebatamento, consciência e dimanação de cada um de nós que assim Nele nos podemos (e assim deveríamos) tornar...

Sua passagem, crucificação e ressurreição por estes domínios, concreta ou metaforicamente, nada mais objetiva que não fazer com que cada um de nós procure alcançar tamanha sincronicidade, frequência e estado de graça...   

Jung já esmiuçava tudo isto lá nos verdes anos do século XX, mas os holofotes, esses, só focavam e refletiam em Freud.

Sabemos (alguns poucos), à distância, o porquê, pois que interessava condicionar e amarrar a humanidade na crença de que ela é constituída, agrega e produz quase que, exclusivamente, seres acometidos e dominados por instintos sexuais, pela agressividade e pela destrutividade ou, claro está, por traumas advindos do seio familiar, ou não fosse a família, e sua destruição, um dos alvos prediletos duma tinhosa, matizada, híbrida, complexa e descomunal conspiração elitista contra os demais gentios...

Freud fundou e cristalizou, assim, a pérfida crença de que a vida de um ser humano se resume a tentar conter, dominar e negociar todo o tipo de traumas e instintos primitivos dos quais, unicamente, se constitui, o esmagam e o consomem.

Àqueles que o conseguem, a sorte de uma “pena neurótica” palatável;

Aos que sucumbem, a “condenação e banimento pela via melancólica, narcísica, esquizofrênica, paranoica e/ou psicopática”.

Jung, por sua vez, não quis enquistar o Homem na psicopatologia, mas catapultá-lo para patamares de expansividade e sincronicidade.

Pensava, pois, independente, à margem do patologizante establhisment que começava a ser imposto.

Pensava e se posicionava nas sanígenas e auspiciosas potencialidades macro de todo o indivíduo.

Sem embargo ou eufemismos, curto e grosso, Jung não trabalhou para a “patota tavistockiana” (pesquisem sobre o The Tavistock Institute) e para “o plutocrata clube dos senhores do engenho”.

Não vendeu a alma, mas pagou o preço – viu-se relegado das luzes da ribalta ficando na sombra histórica da anti-fama, da escolástica, das práticas e dos manuais universitários.

Em seu louvável entendimento, força de caráter e modo de ver a simetria evolutiva da consciência crítica que deverá surgir em cada um de nós no seio do inconsciente coletivo reside o busílis donde se extrairão os traços funcionais e de caráter comuns a todos os seres humanos.

Por outras palavras, o ponto crucial do seu viés passou por enxergar e discernir um acumulado repertório de modelos, formas, estilos e padrões comportamentais caracterológicos e intrínsecos da natureza humana universal, os quais independem de tempo, espaço ou cultura, aproximando assim tais arquétipos à ontologia Criacionista e a todas as coisas que Dela emanam.

Algo que, ao longo dos tempos, e no final das contas, é representado, nos é trazido e se tem expressado, simbolicamente, nos diferentes mitos e religiões.

Percebeis, deste modo, que Freud cingiu-se apenas a enfatizar e hiperbolizar o abissal individual que há em nós, reduzindo-nos a meras criaturas do pântano que, a todo o tempo, travam batalhas mastodônticas com suas pulsões animalescas na tentativa sempre frustrante de serem o mais humanas possíveis, num palco totalmente insano, materialista, mecanicista e pejado de horrores.

O único elemento etéreo de sua teoria psicanalítica, pois que não tinha como ser diferente, passou pela exploração do intra-dinamismo mental.

Tudo o resto fez parte, foi construído e atuou em conluio com toda uma concertada e reducionista estratégia de se intervir, massivamente, em todos os escopos e dimensões da vida humana, correndo junto, e de mãos dadas, com a religião oficial da vez, finança, ideologia, cultura, educação, com a intervenção na linguagem, na ciência e no raio que os parta para dominar “a manada”, deixá-la enfraquecida, temerosa e, totalmente, à mercê...

Tudo o resto² visando transformar todo e qualquer indivíduo num ser sem qualquer conexão com o multidimensional campo de transcendência que o enreda, que lhe deu e lhe dá vida, entregue, ao fim e ao cabo, à própria sorte e a uma trágica, e arreligiosa (a palavra religião na sua mais profunda raiz etimológica significa “religar / reconectar”) condição exasperante, desorientada e solipsista.

Freud (de origem ashkenazi, pois claro, assim como a maioria dos afamados cientistas e intelectuais que marcaram esta época) foi, tão só, mais um laureado agente intelectual, um verdugo, ao serviço da Sinagoga Inc. que, desde os primórdios, vem alugando um infindável latifúndio em tudo o que é mente, alma e sociedade humana...

 

                                                                                                                                     Eco

Fonte/Créditos: Juntando as peças com Intelecto, cognição e lucidez impolutas

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