Evento muito bem organizado, ambiente sofisticado, alta tecnologia na apresentação da programação — e a sensação de que o participante está em um lugar diferente da maioria.
Trata-se de uma reunião promovida por um banco que enfrenta graves acusações, com a presença de personagens da política nacional que representam um grupo sedento por poder desde 2014 — e que viu 2018 escorrer pelas mãos.
O evento da XP neste final de semana não debateu soluções reais para o Brasil. CEOs elogiaram o país, reafirmaram sua potencialidade, políticos criticaram o governo, falaram do "Custo Brasil", da necessidade de reformas... Tudo dentro de um **enredo conhecido, ainda que verdadeiro — mas raso, previsível e inofensivo.
O PT destrói o Brasil. Se alia ao que há de pior, mas esse tipo de oposição — pretensamente liberal e reformista — funciona apenas como escada, um parceiro conveniente para que o petismo continue existindo e dominando a cena. Essa é uma verdade que quase ninguém mais ousa dizer, ao contrário do que víamos no fim da década passada. Essa turma, ainda que com caras novas e boas avaliações em governança, não enfrenta o problema mais profundo do país — e também não quer largar o osso.
Vamos ser sinceros, essa gente trouxe o PT de volta. Seus chefes, seus caciques ainda têm cargos, ministérios e votam com o Governo Lula. Isso basta para compreendermos que todos eles nos tratam como idiotas. Simples assim.
Felizmente, apesar da demência — ou fingimento dela — por parte das elites financeiras, da imprensa e até mesmo de políticos que ascenderam ao poder surfando no desejo de mudança do povo, o governo americano parece entender muito bem o que realmente se passa no Brasil.
Essa é a nossa sorte.
Só não podemos desperdiçá-la.