Maduro não caiu de Maduro, mas caiu de podre. Perdoem-me o trocadilho infame, mas é necessário dizer: Maduro representa o que há de pior na humanidade, digno de ocupar a mesma prateleira dos maiores monstros da história. Todavia, por ser um contemporâneo nosso, contar com uma legião de defensores na mídia e na opinião pública contribui para esse erro de percepção sobre o quão indigno ele — e tantos outros — realmente é.
A queda do verme indica a queda do regime, o que ainda não ocorreu, mas ocorrerá. Não é wishful thinking (pensamento desejoso), mas uma conclusão óbvia a partir do que representa não apenas o governo Trump, mas a doutrina MAGA — Trump 2.0. Digo isso porque esse governo agrega uma visão clara para a América Latina, personificada, por exemplo, em Marco Rubio. Para que tudo saia como eles querem, ainda que leve tempo, tudo o que temos de status quo por aqui precisará ser pulverizado e erradicado.
Dito isso, vamos falar de outros aspectos pouco citados nesse processo de mudança do tabuleiro global — talvez a mais importante desde a queda do Muro de Berlim (ou até mais). Amigos, muita coisa no mundo tende a mudar agora. Muita coisa mesmo. Uma das maiores gritarias afirma que os EUA querem o petróleo venezuelano. E querem mesmo — ainda bem que querem. Para uso direto? Não. Mas, num primeiro momento, para impedir que os verdadeiros ladrões da riqueza venezuelana continuem a roubá-la. Um chute no traseiro de Cuba, Coreia do Norte, Rússia, China, Irã e afins. Isso muita gente já falou, pero vamos más adelante.
Quase ninguém está falando da F* MONUMENTAL que Trump está dando na turma globalista e no dogma da energia renovável. Lembrem-se: mudança de padrão, de regime, de cultura de matriz energética e de eixo de poder. Petróleo a preço de banana e a maior reserva do mundo debaixo do buzanfã norte-americano — desses atuais norte-americanos. Aqueles que empurraram mundo afora a narrativa tosca do aquecimento global, enquanto tornavam a energia fóssil artificialmente cara para criar um ambiente em que poucos fossem donos da tecnologia e das patentes da “única energia boa para o planeta”.
Essa turma vai chorar no banho. Vejam dados que estão em qualquer site automotivo: qual é hoje o carro elétrico mais confiável e mais vendido do mundo? O híbrido que não precisa de tomada. Auto-regenerativo, que usa o sistema KERS da F1 dos anos 2000. Freou, recarrega bateria. Andou no freio-motor, recarrega bateria. Economiza gasolina, consome menos, mas não transforma o carro em um celular sobre rodas. O que tende a acontecer é que as diversas formas de energia andem lado a lado, coexistam, mas tendo de acompanhar o preço do petróleo — que tende a cair (até porque petróleo caro financiou guerras e terrorismo nas últimas duas décadas; só não vê quem não quer). E por que falo do carro? Porque o maior consumo disparado de petróleo está no combustível.
Depois da Venezuela, a segunda maior reserva é a da Arábia Saudita, aliada americana, assim como outros países da região. Petróleo barato prejudicaria esses países? Não. Eles diversificam a economia, são grandes investidores em energia renovável, e uma regra básica de mercado se aplica aqui: se eu ofereço um produto muito barato, a concorrência vai produzir outra coisa. Vale lembrar que os EUA não abandonam aliados; o que aconteceu ao longo dos anos foi o inverso — aliados abandonaram os EUA. Só não será bom para ambos se traírem os EUA. Esse é apenas um dos aspectos de como a queda de Maduro e do regime muda muita coisa no mundo. Não é rápido, não será da noite para o dia, mas a tendência é que o mundo melhore — e muito. Mas não nos esqueçamos: ainda há muita coisa para acontecer.
Essa bagunça global vem desde as décadas de 60 e 70… é uma longa jornada pela frente. Quem ontem usou as redes sociais viu o tamanho do esquema monstruoso de influência e gritaria despejado na cabeça do cidadão comum. É uma estrutura gigantesca — quebrar isso não é simples. O que temos hoje, verdadeiramente, é uma espécie de luta de Davi contra Golias. Mas o Davi está começando a entender que é Davi: protegido, ungido e chamado a ser valente, a fazer valer sua astúcia e sua proteção divina. E Golias, por maior e mais assustador que pareça, não tem chance alguma contra Davi — desde que Davi se reconheça como Davi.
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