Enfim, o 07/09/2022 virou história. E que história bonita e orgânica tivemos nesse dia. Já seria histórico pelos 200 anos de celebração. Já seria histórico pelo cenário escolhido. Mas se tornou efetivamente histórico justamente por fugir as trivialidades de celebrações assim.
Sem "Pompa e Circunstância" para "inglês ver" ou, para autoridades estrangeiras de outras nações, tivemos uma festa popular. Na "escola da vida", na qual as atuais gerações de brasileiros estão começando a aprender seu papel como cidadão e como povo, uma ato político, unido a uma manifestação de repúdio aos caminhos tortuosos que tentam ser impostos ao povo, o dia da comemoração da Independência de um povo é a data mais que perfeita.
As atuais circunstâncias políticas internas, sem fechar os olhos ao que acontece em todo o ocidente, pós uma pandemia que deu poder tirânico a líderes de povos invejados até ontem, tem servido de base de aprendizagem ao povo brasileiro para aprender o que significa liberdade, de fato. Além disso, cada vez mais essa população compreende o seu papel e, por conta disso, passa a buscar e resgatar nossa história. Definitivamente, o brasileiro enfim passará a ter orgulho do 07/09.
E na festa do povão, em campanha pelo líder político que representa verdadeiramente seus anseios, o povão deu um recado peremptório. Nós sabemos o que queremos e nós sabemos quantos nós somos. E por conta disso, essa falange gigantesca de brasileiros com senso de Brasil fez questão de demonstrar isso.
Vivo em Copacabana há mais de 10 anos. Convivo com Copacabana, seus eventos por mais de 35 anos. Nunca vi o que vi ontem. Nossa tendência natural é falar em números para tentar dimensionar a magnitude do ato. Não precisamos falar em números.
Copacabana recebe todos os anos o maior Reveillón do Brasil. Copacabana já recebeu paradas LGBT, blocos (trios elétricos, na verdade) de carnaval de cantoras pops. Copacabana já recebeu marchas religiosas e tributos a "Deuses do Rock'n Roll". Enfim, foi palco de tanta coisa.... mas o que se viu ontem, o que eu vi ontem, eu nunca vi por aqui.
Ao longo de décadas a mídia mensurou Copacabana, nesses eventos. Mas bastou uma única imagem para quem não estava lá (uma foto divulgada pelo G1), ou milhares de imagens, vídeos feitos pelos milhões de brasileiros que se encontravam lá, fazendo parte e testemunhando o ato, para entender que foi a maior manifestação popular da história.
Compare essas imagens ( ou qualquer imagem que você achar sobre esse show) com o que tivemos ontem, às 16:00h (depois de muita gente já ter ido para casa. Só da minha família, três pessoas já tinham desistido de esperar o Presidente e tinham regressado para casa).
2/2) Essa foto é do grupo Globo, no dia de hoje, em Copacabana.
— Gustavo Reis 🇧🇷 (@Gusttra) September 8, 2022
Compare essa imagem com qualquer outra do show citado acima.
Como morador de Copacabana afirmo: Nem na tradicional festa de final de ano vi tanta gente junta assim.
Parabéns, Brasil! pic.twitter.com/GpIpXOX9M8
O dono das maiores transmissões ao vivo, no mundo, pelo Youtube, também é o dono do maior público da história de Copacabana. Dono com sobras e caso encerrado. Nas fotos acima e para quem conhece o lugar, você perceberá que os nossos olhos nos levam por mais de três postos da orla, com o público de ontem ocupando o espaço. No "maior show de rock da história", não se completam dois postos sequer.
Mas como disse, para que debater números? Falei de Copacabana e o mesmo serve para capitais no Brasil e no mundo (sim, no exterior tivemos muitos brasileiros reunidos). O mesmo serve para cidades do interior, cidades médias e até mesmo cidade pequenas e bairros mais distantes nas capitais. O povo celebrou "como nunca antes na história desse país".
Aqui no Rio, usamos a palavra "sete", como uma corruptela da expressão "171", baseada no artigo do Código Penal.
Artigo 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.
E quantos "setes" reapareceram ou se reafirmaram como "setes" para os brasileiros de bem? Nada de novo, nada de surpreendente, mas ainda capazes de nos gerar indignação e até mesmo perplexidade pelas suas capacidades de mentir.
Começamos pela mídia. O clima de velório em alguns canais da mídia tradicional, somou-se ao clima de espanto relatados em "sincericídios" cometidos por jornalistas mainstream, somados aos jornalistas militantes dos blogs de esquerda, impressionados com a quantidade de pessoas nas ruas. Os videos já rodam nas redes sociais, num "flagrante perpétuo" de suas reações.
Mas a mídia se supera sempre, não decepciona nunca. Tivemos lamentações alegando ser "um dia triste", "um dia para se lamentar", "um dia sequestrado do povo brasileiro"... mas eles capricham quando tentam dizer que pouca gente, quer seja em São Paulo, Brasília ou no restante do país, tinha ido às ruas ou que o ato de ontem foi um "último suspiro" do Presidente Bolsonaro, sem apoio.
Não, o fruto dessas declarações não passa ou perpassa tão somente por uma fuga da realidade ou uma visão enviesada de mundo. TODOS, sem exceção, são "sete". Todos sabem a verdade. São todos oportunistas e egoístas, que só pensam nas suas vantagens próprias.
Se falamos de oportunistas, temos que falar da cctegoria mais oportunista de todas. O político brasileiro. A choradeira, o ranger de dentes, o ódio visceral daqueles que se opõe ao Presidente Bolsonaro e vociferam desde ontem é auto-explicativa. TODOS, sem exceção, são MUITO "sete".
Há uma terceira classe, que se baseia num falso suporte de "importância" e "magnificência" dado pelos "sete" da imprensa, com o objetivo desfilar toda a falta de compromisso com a verdade e com a vontade popular, sem dizer seus reais interesses. Uma classe pomposa, digna de ser percebida como "acima do bem e do mal", e que literalmente tem, infelizmente, nos últimos anos, fazer valer o ditado popular do "manda prender, manda soltar". Tal classe, que usa "palavras bonitas e doces", se colocando como guardiões da democracia e a reboque do que pode ou não pode, ou do que é verdade, do que é mentira, deram o tom antes do 07/09, criando a ficção do perigo da data. Sempre soubemos que seria pacífico. Todos "sete".
Não vamos nunca fazer com que essa turma fale a verdade, aceite a realidade e respeite a vontade popular. Não no convencimento e argumentos. Se não aceitam, até hoje, o resultado de 2018, tolo seria de nossa parte achar que eles admitiriam a grandiosidade do dia. Como não admitem a preferência popular e nos sugerem números que brigam com aquilo que nossos olhos vêem, quer seja no mundo real, quer seja no mundo virtual.
Então, para que discutir se tivemos mais ou menos alguns milhares se sabemos que foram milhões? O que precisamos fazer é trazer a discussão para o nosso campo. Não nos importa quantos foram. Importa quem vai e quando vai, onde vai.
Fato é que ninguém vai. Ninguém do lado de lá consegue ir a lugar algum. Os motivos são variados. Mas, geralmente somamos a falta de apelo popular à repulsa popular. Como num gráfico de uma barra, onde um lado temos o positivo e o outro negativo, essa gente consegue a totalidade da barra que aponta numa extremidade o desprezo, a falta de apelo, a indiferença com a outra ponta que aponta a repulsa e a ojeriza.
Os atuais candidatos à Presidência da República, NENHUM DELES, conseguem encher um ambiente com mais de mil metros quadrados. Jornalistas vivem em bolhas de bairros luxuosos ou entre os seus por que sabem que não podem passar pelo crivo popular de alguma estação de metrô. Nem preciso falar de membros do judiciário que até em Portugal são confrontados por brasileiros.
Portanto, o que importa se tivemos mais um ou menos um milhão, milhares, onde quer que tenha sido. Só não podemos discutir números. O outro lado não tem evento sequer para discutir. E quando tem, a envergadura é tão menor, o número de lugares com atos públicos é tão menor que a discussão se torna irracional.
Só há um único lugar para essa cambada de "sete" apresentar "a prova" de que aquilo que eles falam ter, tem veracidade. Sabemos onde, sabemos a forma e só isso justifica a forte oposição à uma redundância no sistema de segurança.
O resto, é só conversa fiada, papo pra boi dormir, histórinha do boitatá. Coisa de "sete".
Dentre muitas frases e tweets precisos do Mestre Olavo de Carvalho, me atrevo a parafraseá-lo nesse seguinte:
Troquemos Bolsonaro pelo povo brasileiro.
— Gustavo Reis 🇧🇷 (@Gusttra) September 8, 2022
A repercussão do 07/09/22 por políticos e mídia determina que a sentença continua sendo perfeita. https://t.co/8A20XsS7oO