Hoje vamos falar do sistema BRT, na cidade do Rio de janeiro.
BRT significa Bus Rapid Transit, é um corredor de ônibus de alta capacidade que pode proporcionar um serviço rápido, confortável e com um excelente custo-benefício.
No Brasil cidades como Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, dentre outras também optaram pelo sistema BRT.
No Rio de Janeiro o BRT foi inaugurado em junho de 2012, na administração do prefeito Eduardo Paes, do Governador Sergio Cabral, contando com a presença do Presidente Lula.
O projeto ao custo de R$7,5 bilhões, com aproximadamente 150 quilômetros, 165 estações e composto pelos corredores da TransOeste, TransCarioca e TransOlímpica. Lembrando que o corredor TransBrasil ainda não está pronto.
As falhas na construção da pista dos corredores danificaram centenas de ônibus, somando a isso a evasão nas estações ultrapassou os 25%, as empresas operadores ameaçaram suspender o serviço, que a essa altura já estava caótico.
Em 2021, novamente sob o comando de Eduardo Paes a prefeitura emitiu o decreto n 48.645 e a Câmara Municipal, em grande parte aliada do grupo político de Paes autorizou a quantia de R$ 130 milhões a ser devolvido pela concessionária, mas o prazo de devolução não foi estipulado. Resumindo, o pagador de impostos está bancando a operação e os erros de gestão do Prefeito e as falhas na fiscalização dos vereadores.
Fiz uma pesquisa no portal da transparência, mas não consigo encontrar nada sobre os custos do município com o BRT, tenho interesse em saber os valores dos combustíveis, peças, pneus, salários, encargos, mas não estamos conseguindo acessar absolutamente nada.
Não satisfeitos com essa obscuridade e incompetência, no dia 10/08/2023 o Presidente Lula e o Prefeito Eduardo estiveram juntos novamente e do alto de um palanque político lotado de funcionários da prefeitura e sindicalistas filiados aos partidos de esquerda anunciaram mais recursos para a recuperação do BRT, agora serão investidos quase R$ 2 bilhões, para comprar 700 onibus, e será esta sendo feita uma reforma no corredor da Transoeste. Esses valores serão empréstimos contraídos pela prefeitura em operação com o Banco de Brasil no valor de R$1,2 bilhão, e com a Caixa Econômica no valor de R$645,9 milhões. Pelo BNDES(pagador de impostos do Brasil inteiro) a união entrará com R$ 702 milhões, a prefeitura do Rio de Janeiro, ou seja, o carioca entrará com mais R$843 milhões de reais.
A conta é salgada, o projeto já foi feito uma vez e não funcionou, mas o que importa é a força política do grupo que mais uma vez avança forte para as eleições de 2024.
Alexandre Cezar Zibenberg é advogado, jornalista e presidente da Associação Politica Brasil.