Com pouco mais de seis meses completos de governo socialista, a esquerda brasileira vai dando sinais de que navega em mares tranquilos, conseguindo impor suas metas para potencializar, ainda mais, os danos causados por esse regime desgraçado aqui (desprovido da graça e da bênção) no Brasil.
É bom ressaltar que as agendas não são apenas aquelas que fazem parte do panfleto político-ideológico já conhecido, como também as pautas gayzistas, racistas, ambientais e etc. Muito dessa agenda sequer é conhecida do grande público e, quando divulgada, sequer é vista com a seriedade necessária, caindo assim no ambiente caricato das teorias conspiracionistas.
Muitas vezes dita de forma clara, mas ficando no campo tão somente da figura de linguagem ou no espectro político (com o auxílio luxuoso da mídia e dos pseudos intelectuais que trabalham para tirar o peso do verdadeiro significado das ameaças), o plano de eliminar o "bolsonarismo", transformá-lo em algo terrível, leproso, inadmissível, portanto, prejudicial ao país, vem sendo executado desde antes da eleição do Presidente Bolsonaro. Na verdade, transformar o ímpeto do povo pelas mudanças no Brasil em "bolsonarismo", já é, por si só, uma medida para dividir aqueles que desejam mudança. Tirar força daquele, goste o eleitorado que quer um Brasil diferente de tudo que sempre tivemos ou não, que concentra em si o apelo popular e assim frustrar a expectativa do povo brasileiro em ter um representante liderando esse processo político.
Lembremos que Bolsonaro já era perseguido oficialmente pelo PT. O Caderno de Teses do partido, criado no 5º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado em Salvador, em 2015, dizia assim:
157. Neste congresso conservador e sob a presidência de Eduardo Cunha, temas como a
reforma política, a lei da mídia democrática, a punição dos crimes da ditadura militar, o
combate à corrupção e mesmo a cassação do deputado Jair Bolsonaro só terão chance
de êxito se houver intensa pressão social.
Obviamente que a sanha comunista para acabar e humilhar com o inimigo não se arrefece nunca e a vitória política nunca é limite para o fim da perseguição e a eliminação do "adversário". A história do comunismo, socialismo, nazismo, fascismo, progressismo, ou seja, as histórias de todos eufemismos para regimes coletivistas materialistas malditos, mostram que essa busca pela aniquilação daqueles que se colocam diante do projeto de poder se dá de forma implacável e em todas as áreas possíveis.
E nessa luta de compreensão da realidade que estamos vivendo, onde muitos estão completamente perdidos e enganados, vários são os atores que atuam a favor do comunismo nessa era (comunismo como uma macro organização política de concentração de poder) e isso muito nos confunde, como cidadãos comuns. O PT é apenas mais um grupo, um player, com suas bandeiras, que ora colabora, ora disputa espaço com outros tantos grupos, com ideologias diferentes, que ao cabo, concorrem entre si ajudando numa única frente, que é a expansão de poder mundial.
Desse modo, a permissividade de alguns setores diante dos absurdos jurídicos, políticos, que atentam contra as liberdades individuais, defesa da unidade nacional, do conceitos de pátria e nação, trabalham juntos numa imposição de um "novo normal" e de uma agenda "onde você não será dono de nada e será feliz". Esse fenômeno já foi compreendido e rejeitado por, pelo menos (e sendo extremamente conservador), metade dos brasileiros (basta vermos os números de CPFs doadores na campanha do Pix para Bolsonaro, sugerindo esse número ser superior a metade).
Mesmo assim, cada vez fica mais claro que esses que aceitam os absurdos sem se posicionarem firmemente contra tudo que acontece de errado, apesar de se apresentarem como antagonistas da velha esquerda é tão somente a "direita permitida", que o sistema busca incansavelmente um representante para gerar "a disputa política necessária" para a existência do projeto de poder.
Aquilo que conhecemos como "teatro das tesouras" de Stalin é o que já vem sendo imposto ao povo, com nova roupagem, desde o governo do próprio Presidente Bolsonaro, sem que uma parte do seu eleitorado percebesse que estavam sendo manipulados e usados pelo sistema como os atores de uma linha de frente nas últimas eleições.
Obviamente que aqui não falo dos espólios do PSDB, alguns atores do NOVO ou a turma do MBL. Falo de pessoas que estiveram dentro do governo e dentro da base de apoio do Presidente que se aproveitaram do amor do eleitorado brasileiro pelo seu representante para impor nomes, condições e situações nas quais o verdadeiro vitorioso sempre seria o mesmo: O sistema.
A exposição pública de uma defesa de pontos de vistas diferentes, tratado pela mídia como rusga e briga, entre Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, às vésperas da votação da Reforma Tributária, fez bem demais ao Brasil. Enquanto a mídia se arvora em dizer que Bolsonaro perdeu politicamente, que o atual Governador mostrou força, na verdade, o que tivemos foi justamente o contrário.
Bolsonaro, de forma hábil, conseguiu enfim uma situação para confrontar Tarcísio publicamente depois de tantas medidas, posicionamentos, declarações que foram contrárias a tudo aquilo que o grupo político que o elegeu, esperava. Mais do que isso, conseguiu também fazer com que parte do eleitorado agora cumpra seu papel de cobrar, desconfiar, exigir até então, um poupado ator político que, juntamente com seu grupo político e seu partido, acabavam atendendo mais aos anseios do sistema do que seu eleitorado tenha sobre si e seus atos uma lupa a partir de agora.
Se o Governador caiu numa armadilha e hoje é refém do partido escolhido e de acordos políticos, Bolsonaro deu uma chance tremenda para que ele agora possa se posicionar e mostrar resistência diante dos que lhe cercam e lhe orientam pró-sistema. Se Tarcísio de Freitas realmente não é, no campo de defesa de valores e bandeiras como é o Presidente Bolsonaro, terá sérias dificuldades de gozar desse eleitorado e se revelará cada vez mais um projeto da "direita permitida" nascido nos quintais do Palácio da Alvorada.
A esquerda, que sente o cheiro de sangue rápido, como abutres, se aproveitou da situação para ainda dividir mais essa base, afinal, estamos próximos de uma eleição municipal e o apoio de um governador bem avaliado pesa e pesa demais e enfraquecê-lo é importante. Por outro lado, Bolsonaro pode ter conseguido agora abrir um caminho para que um outro nome, não o do atual prefeito, ganha força pela eleição municipal. Afinal, um prefeito sem expressão política, com apoio de um governador que possa estar com sua popularidade derretida, significa irem de braços dados para o precipício e darem o segundo maior PIB do país na mão do PT.
Não posso afirmar que o Tarcísio é um novo Moro, um traidor. Mas posso afirmar que a política é feita por homens que trabalham nos bastidores inviabilizando os atores escolhidos pelo povo para executarem o que pretendem, muitas vezes se aproveitando da imagem, da boa-fé, da boa-vontade destes, impondo figuras que em algum momento, por vaidade, ambição ou falta de traquejo político, não resistem e vestem as máscaras da ocasião, para então, atenderem seus senhores. Não a população.
O badalado versículo da primeira campanha de Bolsonaro, o João 8:32 não se encerrou com o fim do governo. Pelo contrário, agora iremos ver, ao longo do tempo, outros tantos que se revelarão como ouro de tolo, a pirita. A pedra que já enganou muitos. Reluzentes, sendo um dissulfeto de ferro, que praticamente não tem valor algum e que fora nomeada pela primeira vez "ouro de tolo" quando garimpeiros menos experientes acreditaram que este material amarelado brilhante era ouro de verdade. Isso se deu durante a corrida do ouro na Califórnia. E de lá pra cá, muita gente já se enganou.
Nem tudo que reluz é ouro, diz a sabedoria popular. E quase todos estes que brilham falsamente ou são apresentados como ouro, são instrumentos dos comunistas. Em última análise, comunistas de fato, ou seja, ao se tonarem colaboracionistas, conscientes ou não, com ou sem intenção de estarem inseridos no projeto de poder e dominação global, passam a fazer parte disso tudo. E eles estão em nossas mãos, saibamos nós dar a destinção correta para cada um deles.
Fonte/Créditos: Gustavo Reis