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Segunda-feira, 04 de Maio 2026
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O mal sempre nos avisa. O recado da vez.

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O mal sempre nos avisa. O recado da vez.
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Eles sempre anunciam o que farão e o que estão fazendo. Aprendi isso com Olavo de Carvalho ao observar que, já nos anos 1990, os globalistas falavam abertamente sobre a chamada Nova Ordem Mundial. A entrevista de Alex Soros à imprensa brasileira é mais uma prova desse padrão: não apenas por suas declarações, mas também pela simples presença no Brasil, fica claro que é daqui que partirá parte do movimento de reação a Donald Trump.

Para quem ainda insiste em acreditar que o Brasil não tem importância na geopolítica mundial, trata-se de um verdadeiro tapa na cara. É preciso separar a relevância do país da irrelevância dos seus governos. O Brasil, sob Lula, continua sendo um anão diplomático, mas o território em si — Eldorado cobiçado por todos — permanece central nas disputas de poder global.

Soros, em sua entrevista, expôs de maneira quase didática o roteiro. Disse que as ações de Trump contra o Brasil “sairão pela culatra”, porque, em vez de enfraquecer Lula, acabarão fortalecendo-o. Segundo ele, o ex-presidente americano está tentando uma “mudança de regime” no Brasil, apoiado por aliados como Eduardo Bolsonaro. É a velha cartilha da ingerência política, mas agora com sinal invertido: a pressão externa é apresentada como ameaça, e o governo local ganha dividendos políticos com a vitimização.

E Soros vai além. Afirma que não há negociação possível com Trump — e lembra que ninguém que tentou um acordo com ele se saiu bem. O curioso é que essa mesma leitura tem sido reproduzida por políticos e analistas progressistas em diversos países. Não é coincidência. É discurso alinhado e sincronizado.

Outro ponto: Soros reconhece que a estratégia de Trump falhou em quase todos os lugares onde foi aplicada — Canadá, Austrália, Romênia — com a exceção da Polônia. Ou seja, apresenta um mapa dos fracassos para insinuar que o Brasil não será exceção.

O termo central é soberania. Soros defende um “momento rooseveltiano de antitruste” contra as big techs, porque hoje essas empresas teriam mais poder que muitos países. Também sugere alianças entre Mercosul e União Europeia para garantir “soberania digital”. Eis o paradoxo: soberania, palavra tão repetida pela esquerda, mas usada com extrema cautela pelos supostos “candidatos de direita” no Brasil.

Na mesma entrevista, o herdeiro de George Soros tratou ainda de temas que ultrapassam a política imediata. Falou em derrotar Trump nas urnas em 2026 e defendeu a criação de mídia progressista forte, uma versão “à esquerda” de Rupert Murdoch. Também fez autocrítica: admitiu que a esquerda foi longe demais no terreno da linguagem e do cancelamento, reconhecendo que sufocar o debate não é o melhor caminho.

No campo internacional, comentou o avanço do antissemitismo associado ao conflito em Gaza, advertindo contra a generalização que coloca todos os judeus sob responsabilidade pelo governo israelense. E, em relação ao Brasil, ressaltou o investimento da Open Society Foundations em inclusão democrática, empregos verdes e preservação da Amazônia.

Tudo isso mostra o quanto o Brasil é estratégico. O discurso de Soros se conecta com a retórica midiática e política global. É aqui, no centro do continente, que se joga uma batalha narrativa de escala planetária. O país segue sendo explorado como vitrine, laboratório e palanque.

Enquanto isso, o centro político brasileiro, sempre disposto a acomodar-se ao sabor dos ventos internacionais, cumpre um papel fundamental para dar forma e legitimidade a essa reação da elite esquerdista mundial. O Brasil, mais uma vez, é peça-chave.

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