Em mundo cada vez mais atento ao combate às injustiças, aos direitos das pessoas, dos animais, das plantas, da natureza e não tardará, ao direito dos extraterrestres, qualquer pessoa com um pouco de bom senso, sensatez, quando consegue se dissociar da engenharia social corrente percebe que esse combate é tão somente um combate mesmo, sem pé, nem cabeça. Um combate distante de conquista, mas com intuito de fazer guerra, divisão e confusão sem fim, pouco se importando com a vida (o direito) de alguém.
Esse truque do esquerdismo ganhou um conceito e um verbete pra chamar de seu em 1977. A expressão “empowerment”, em português, dar poder ou emponderamento, foi empregada pela primeira vez em 1977 pelo psicólogo norte-americano Julian Rappaport.
Não tenho a presunção e tampouco conhecimento técnico para discutir a teoria do psicólogo, mas se tinha alguma boa-intenção, vai ser mais uma a parar no inferno, cheio delas. É fácil notar que o seu conceito, já apresentado por dicionários da nossa lingua como algo que visa promover conscientização, tomada de poder, de influência por uma pessoa ou grupo social, com objetvo de realizar mudanças de ordem social, política, econômica e cultural no contexto que lhe afeta, é a síntese da "luta de classes dos nossos dias".
A manipulação do sentido das palavras, juntamente com o jogo de expressões carregadas de emoções e a falta de capacidade de percepção desse artifício por parte das pessoas nos nossos dias, são meios poderosos para que falsas premissas dominem o imaginário popular e coloquem pessoas esclarecidas, de bom nível, replicando e até brigando por questões que, se analisadas com um mínimo de cuidado, carinho e principalmente atenção, não fariam assim (e com honestidade intelectual, é claro).
Numa mistura transante onde o bom-senso é o polo passivo e a agenda é o polo ativo, vemos isso na prática quando pessoas assinam qualquer papel, quando lhes apresentado, pela preservação do papagaio da cabeça de morcego quadrada ou sobre o peixe-da-campina-do-serrado, sem qualquer análise sobre a possíbilidade de sequer tal bichinho existir. Afinal, preservar a natureza, os animais, os ecossistemas é fundamental para a nossa sobrevivência e a coisa certa a ser feita. E quem em sã consciência será contra preservar a vida, nosso meio ambiente, conservar o lugar onde vivemos? Está intrínseco nos animais, no bicho homem, no ser humano, se auto-preservar, preservar suas crias, seu grupo, seu ambiente e etc. E nós, dotados de inteligência, levamos isso automaticamente ao nosso entorno e tudo que nos cerca. Somos conservadores naturalmente.
Contudo (e isso já foi demostrado em video que virou meme e viralizou na internet), na hora de preservar a vida no útero de um mulher, uma parcela se nega a assinar tal documento. A incapacidade de raciocínio lógico, somado ao ambiente, as narrativas dominante e a toda essa engenharia social que nos permeia em progressão desde o iluminismo, tira do sujeito a capacidade de discernir entre o certo e o errado, interfere no seu poder de avaliação dos fatos e, o pior, incute uma certeza cega, até mesmo burra, que o transforma no idiota útil ideal.
O discurso esquerdista, ao longo da história, já provou que se adapta, como um camaleão, aos interesses do momento, ao conceito do momento e assim o faz também e, principalmente, aos meios para conquistar seus objetivos. E nessa usurpação de meios pré-existentes para o que lhe interessa, o coletivismo faz do emponderamento do índividuo o jogo de sedução do lobo-mau para engolir milhões de chapeuzinhos que, dotados de alguma boa vontade e tomados por muita imaturidade, falta de conhecimento, em geral acabma caindo na narrativa do "é para o seu bem".
E o tal do emponderamento nada mais é do que a principal ferramenta de idiotizaçao do ser humano nos dias de hoje. Um tremendo engodo que se vale da "porta larga" para arregimentar soldados fiéis à causas que só causam dor, sofrimento, ódio, rancor e pobreza espiritual, moral e até mesmo financeira (menos para os que ascendem algum grau no movimento revolucionário).
Ao contrário da moral judaico-cristã-ocidental, onde a melhora do indivíduo melhora o coletivo, essas doutrinas diabólicas que propõe o caminho inverso, do telhado pra fundação, do coletivo pro indivudual, sabem que a lógica, assim como a matemática e as leias da física só podem ser mudadas no papel, ou seja, em teoria e em discurso. Mas que na aplicação prática, tais teorias não funcionam. Desse modo, precisam atuar na individualidade e fazer de todo e qualquer indíviduo desavisado um soldado. E não há forma mais simples de fazer isso, do que "empoderar" quem não tem poder sequer sobre sua própria vida. no dia a dia.
Escravo do ambiente externo, escravo da engenharia social, fica fácil demais confundir a cabeça dessas pessoas colocando-as contra quem realmente luta pelo seu crescimento como ser humano, (como pais, parentes, igreja e até professores). Afinal, "leais são as feridas feitas por um amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos"*, mas quem daqueles que o seduz está lá pra ensinar isso a ele? E nada como um bom beijo que lhe traz as sensações de confiança, força, de o tornar senhor de seus atos e ter relevância em seu mundo.
Diabólico, isso realmente é diabólico, pois se afasta por completo do sentido espiritual da vida e dirige o sujeito para o mais puro materialismo sem que ele perceba.
E aí entendemos por qual razão os joven são as principais vítimas dessa gente. A necessidade de aceitação, o desejo de se fazer notado além de tantas outras coisas já sabidas. E esse é um roteiro conhecido em muitas igrejas, consultórios psicológcicos ou psiquiátricos, casas de auto-ajuda e clínicas de reabilitação. Pessoas que jogaram sua juventude fora e buscam, depois de muito apanhar da vida, um rumo. Enfim, se deparam com o vazio da existência, o vazio da alma e perambulam atrás de um sentido para suas vdas.
Fato é que jovens não têm sequer vivência e tampouco experiência de vida para terem duas coisas fundamentais para qualquer ser humano: sabedoria e merecimento. Não falo aqui da sabedoria intríscica da alma e do merecimento raso. Falo da sabedoria de anos de vida, de experiências vividas com e sem sucesso, que vão ao longo de anos moldando o carater de qualquer um. Falo do merecimento através de duras conquistas, verdadeiras, não as dadas ou atribuidas por terceiros, mas as efetivas, que também moldam o carater de qualquer ser humano. Por fim, para esses inexperientes e imaturos seres fica a missão de "mudar o mundo" (o ideal revolucionário apregoa com a aceitação comum de todos).
Em suma, emponderar não é incentivar alguém que precisa despertar pro seu poder de realização, de ser, de fazer e de contagiar outros, para qualquer coisa. Isso se chama liderança. Emponderar, nada mais é do que pegar pessoas ignorantes diante da vida, da realidade e das coisas e dar uma dose cavalar de egoísmo, de vaidade e de orgulho, por algo que, para ela, por conta da narrativa e da atmosfera criada, faz todo sentido e, por fim manipulá-las. Logo, algo que pode, num primeiro instante parecer ter sentido e relevância no ambiente material (alguma vezes até tendo um ganho de fato), mas que, efetivamente, não agrega crescimento algum na sua evolução como ser espiritual, ainda que a causa seja ou lhe pareça nobre, afinal seus frutos nascem de árvores envenenadas e são viciantes, fazendo o processo se tornar repetiivo.
O problema não foi e nunca será lutar por questões que precisam de atenção da sociedade e que estão aí, ainda que apresentadas de forma distorcida na maioria das vezes. Mormente potencializadas, colocandas de uma forma muito maior ou um tanto distante do que realmente são. O problema ao qual me dedico aqui, são os aspectos práticos daquilo que temos nos dias de hoje e que leva milhões de almas a simplesmente vagarem por suas vidas sem aproveitarem a oportunidade de crescimento como indivíduo, como ser humano, se desprenderem de mazelas que são verdadeiras chagas para o homem. Pelo contrário, baseados em ódio e rancor, incitados pelo idealismo revolucionário, potencializam tais características em seu espírito e passam a vida como pessoas rancorosas, amarguradas e longe do perdão ( a sí e aos outros).
Quando vemos um sujeito que se tatua por completo para chocar a sociedade, ou a menina que fuma um baseado para chocar seus pais, o filho que se envolve com os bandidinhos do bairro para também chocar seus pais e demonstrar ser algo que ele nunca será para seus amigos, vemos sempre decisões individuais que fazem, invariavemente desse sujeito um refém e vítima de seus atos para o resto da vida.
Mas a coisa vai além e pouca gente nota. O pior é ver muita gente se tornando vítimas disso. Quando castradas em seu bom-senso por pautas ecochatas, sexuais, racistas, classistas e o que mais pode ser usado para dividir a sociedade, aparentemente, a criatura parece estar desenvolvendo sua vida de forma normal, fazendo escolhas, emitindo opiniões e tomando decisões, posicionamentos, que fazem parte do cotidiano de qualquer ser. Assim como nos exemplos dos jovens acima, com essas pessoas também sempre teremos em sua volta alguém para o incentivar, batendo palmas, emponderando-os e, em alguns casos, galgando-os a uma posição de notoriedade efêmera que, em algum momento se esvai, fazendo-a então se tornar apenas mais uma na multidão, já usada e descartada. Tão quanto o adolescente é incentivado a fumar um baseado para não ser careta, pessoas esclarecidas, muitas vezes bem realizadas em suas vidas pessoais e até empresas e corporações, são incentivadas a tomarem atitudes, marcarem posições, pagarem pedágio para a agenda, pela aceitação, pelo prestígio, pelo favorecimento pessoal, assumindo compromissos e tomando atitudes por algo que as impactarão negativamente, direta ou indiretamente, para o resto de suas vidas.
Sem dúvidas são vítimas da canalhice e vigarisse da esquerda, mas, antes de tudo, são vítimas de suas vaidades, dos seus egoísmos e, a cabo, da pouca atenção ao verdadeiro sentido da vida. São vítimas do indivíduo que precisa evoluir e reconhecer que nada é diante de Deus, da vida e do universo.
Não tem jeito, a batalha é individual. Tudo começa no sentido da vida, no propósito individual de cada ser humano e isso perpassa obrigatoriamente pelo conhecimento, pela cultura, pelas bases morais, filosóficas da nossa sociedade. Justamente tudo aquilo que vem sendo distruído a todo tempo e o tempo todo por aqueles que querem revolucionar o mundo com a conversa fiada de um lugar melhor no futuro. Futuro que fica cada vez mais distante para aqueles que são usados na linha de frente do ideal revolucionário e, ao cabo, terminam "empurrados" num precipício sem fim.
*Provérbios, 27:6
Fonte/Créditos: Gustavo Reis
Créditos (Imagem de capa): Gustavo Reis