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Segunda-feira, 04 de Maio 2026
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O CONTO DA AIA

Memórias & Retalhos dum Eco Inteligente e Não Replicante™

O CONTO DA AIA
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Quando escutei a recomendação para assisti-la jamais imaginei tamanha magnitude, enredo e produção.

Falo da série televisiva criada, em 2017 – a 6.ª e última temporada foi exibida não há muito tempo –, não da obra literária em que foi baseada, a qual ainda não tive oportunidade de ler.

Está, sem dúvida, entre os melhores seriados que já tive o privilégio de testemunhar.

Não entrarei no mérito do roteiro, filmagem, fotografia, encenação, até da própria ideia que o subjaz.

O escopo aqui é sensibilizar-vos para os paralelos que podemos estabelecer entre a distópica estória e a nossa realidade quer histórica, quer atual, quer, sobretudo, com a que está por vir

 

A primeira ilação que podereis extrair – e isto nem precisaria da série para intuí-lo – é que é fácil, muito fácil, instaurar em qualquer sociedade humana que se preze um regime absolutista.

Aliás, todos o são em maior ou menor grau e, neste último caso, sempre mais ou menos imperceptível

Vocês percebem-no, certo?

Não!

Eu sei!

A esmagadora maioria não o percebe, não o antecipa e nem sequer sente que vive num…

Por acaso, e a título de exemplo, não viveis, continuamente, acachapados e subjugados pela dívida, impostos, inflação, escassez e contas a pagar, e vital e fatalmente dependente do soldo mensal empregatício?...

Tão só uma das faces do regime...

Uma mera, mas massiva e obstinada desobediência civil, sempre que necessária, sem qualquer violência ou destruição, resolveria o problema logo pela raiz – mas a alienação, a dissonância, a desagregação, o antagonismo, a cisma, a fissura e a fratura do tecido cognitivo-social é colossal…

E o que sempre ocorre é precisamente o contrário – uma obediência e vassalagem cega, quando não, uma ode coletiva à Síndrome de Estocolmo e de adoração aos algozes…

 

Toda a produção, seja ela literária ou cinematográfica, que passa a ser extremamente premiada e colocada no spotline – méritos e créditos à parte – sempre significa que carrega algum (ou vários) interesses escusos por detrás.

E predições, fartas predições…

O Conto da Aia não fugirá a esta regra criada e regulada pelo establishment – dono e senhor de todo e qualquer entretenimento veiculado…

E tudo o que está na crista da onda sempre carrega veladas verdades, sejam elas mescladas, invertidas, transformadas, sub-reptícias, digamos assim, “permitidas”…

 

Criado e escrito por Margaret Atwood, O Conto da Aia, foi lançado em livro, em 1985.

Veio, no entanto, a granjear enorme popularidade com a série The Handmaid’s Tale.

Uma tremenda produção temática, cênica, figurativa e de encenação, neste último caso, encabeçada pela magistral interpretação de Elisabeth Moss – a protagonista e narradora da estória.

O enredo se passa em Gilead, antigo EUA, sob um regime teocrático e totalitário, no qual a liberdade e as mulheres passam a ser suas principais vítimas.

Na república instaurada o dinheiro físico desaparece, as contas bancárias dos dissidentes e escravizados passam a estar bloqueadas (o cenário real vindouro), não podem mais circular livros, revistas ou jornais. Também não existem mais quaisquer instituições basilares características de uma sociedade minimamente justa, livre e equilibrada.

Fica subentendido que foi devido a uma série de crises atmosféricas, nucleares, ambientais, econômicas, eugênicas e de massiva promiscuidade, tudo descambando num alto índice de infertilidade / esterilidade, e consequente baixíssima natalidade, até a ímproba administração dos recursos financeiros do País, que o congresso americano fora derrubado e o citado tirânico regime ascendeu ao poder.

Vale destacar que a sociedade de Gilead, assente numa teocracia, passou a construir suas leis, única e exclusivamente, com base em uma crença religiosa difusa, porque nunca nomenclada na estória, mas deveras xiita (tal a tirania instituída) ornamentada e geometrizada por simbologias maçônicas (basic), e sempre recorrendo a mandamentos bíblicos fundidos numa simbologia e brasões (meias luas) de cariz islâmico – e cá está uma das verdades veladas para a qual caminhamos a breve trecho: a da fusão dialética das estatizantes religiões abraâmicas numa coisa só…

Hoje já temos a implementação gradual dela.

Uma única religião oficial em esplendorosa ascensão: o cientismo-tecnocrático.

Ela, aliás, já se faz sentir à escala global e veio para destronar os milenares e antagônicos credos, cujos obscuros fitos para os quais foram criados resultaram exitosos (para quem nos governa e controla, claro está), sem dúvida, mas que estarão com os dias contados…

 

Pois bem, e voltando à estória, um grupo ultra-religioso, de alguma forma, consegue tomar para si o controle dos EUA e estabelece um novo regime totalitário.

Com isso, mulheres passam a ser tratadas como seres inferiores: não podem mais trabalhar, as esposas dos comandantes passam a ser totalmente submissas a eles e todas as demais escravizadas, quer em tarefas domésticas (Marthas), educacionais / corretivas (Tias) quer, sobretudo, sexualmente (Aias) servindo, única e exclusivamente, como “barrigas de aluguel”, sob a justificação de suprir a tal epidemia de infertilidade / esterilidade que assolara a sociedade – o “mandamento manifesto-para” do governo instituído, mas cujo “aparente” se ligava mais a questões de domínio abusivo e concupiscente que qualquer outra coisa.

Uma qualidade que, de entre as muitas outras fascinantes que a obra traz, é o revelar do funcionamento perverso das estruturas sociais e políticas que se repetem historicamente, assumam elas o regime ou a forma que assumam…

Palavras, nomenclaturas, conceitos e regimes sortidos (scramble, não por acaso, é o nome do jogo que, às tantas, um certo algoz adorava jogar com sua Aia) para um único, perpétuo e primal mecanismo de dominação dum clube restrito sobre os demais...

Altamente militarizado, dividido em castas (não é o que ocorre na realidade?) e com a maioria dos direitos civis suspensos, o país ficcional passa a ter suas leis fundamentadas no Antigo Testamento Bíblico.

Tais suspensões de direitos promovidas pelo golpe afetaram principalmente as mulheres, como já referi, mas também qualquer um que não se comportasse dentro da “conduta religiosa estatizada e estatuída”.

Todos, pois, sob-risco de mutilação, “martírio”, execução sumária e exposição dos corpos em locais públicos.

 

Por amor ao que há de mais sagrado!

Séculos e séculos têm passado, toneladas de sangue têm sido derramadas, incineração de corpos e genocídios mil têm sido levados a cabo e tudo em nome de ou um Deus judaico, ou católico e / ou islâmico como se a Indivisível e Amorosa Fonte da Criação tivesse alguma coisa a ver com a maldade, perfídia, canalhice, hediondez, crueldade, selvajaria e subjugação de humanos contra humanos…

Deus é criação, vida, amor, harmonia, graça e comunhão.

Nada que ver, portanto, com o livre arbítrio humano, mormente, o maligno, pusilânime e ególatra que tem usado a palavra, o lema e a (falsa) bandeira de “Deus” para barbarizar, dominar e controlar seus pares…

E o que vemos hoje?

O perpétuo “nós contra eles” e / ou “aqueles contra aqueloutros”.

A contínua adoração e culto – pois que foi para isso mesmo que a dialética dos contrários foi criada pela Sinagoga Saturnina-Talmúdica – ou a um “Deus Católico”, ou a um “Deus Muçulmano” ou a um “Deus Judaico” – até quando?!

Até quando!!!?…

 

Os filhos de Jacó (assim se autodenominam os ortodoxos tiranos do enredo) representam, pois, as sucessivas castas que imperam neste nosso mundinho desde Sumérios, Babilônios, Egípcios, Romanos, Khazares/Sionistas, Venezianos/Sionistas, Sacro Império Romano-Germânico/Sionistas (que se transformaria em Nações/Sionistas por toda a Europa, no Jesuítico Vaticano, na Inglaterra/Black Nobility, EUA/Sionista, União Europeia/Sionista), etc…, e que na atualidade, desde a 1.ª guerra mundial, se juntaram num sistema de corporações (BlackRock é a interface do fluxo de caixa do Mostrengo que aí está) para a todos governar.

 

Dos muitos paralelos possíveis com a atualidade — não apenas com o presente, mas também com a repetição histórica de como nos comportamos em períodos conturbadamente semelhantes — e deveras assustador, dizia, é a incapacidade de entendermos os riscos da dessensibilização, naturalização e normalização das coisas mais absurdas, e de como esses absurdos vão se esgueirando e nos oprimindo pela realidade dirigida sem nos darmos conta.

Das perdas de direitos ao crescimento da intolerância contra todo aquele que se opõe ao regime da vez ou ao pensamento único (desde há muito, o “pensar socio-progressista-libertinário”), do preconceito à ignorância absoluta, de um estado de liberdade a um estado opressor, desigual e castrante, tudo se transforma num ápice.

E o que torna tudo isto ainda mais aterrorizante é o fato de que as atrocidades apresentadas na trama se inspirarem em fatos ocorridos em vários momentos da nossa História…

 

O nosso real e vívido cientismo-tecnocrático é a sintetização simplista da vez que nos vem transformando num quase nada absoluto resumido em abstratos atos de fé mimética e obrigatória, chavões e frases vagas:

Na trama “Bendito seja o Fruto; “Que Possa o Senhor Abrir”; “Louvado Seja”; “Sob o Olho Dele”, “Cerimônia”.

Na vida real “Ciência”; “Progresso”, “Negacionismo”; “Fascista”; “Estado Democrático de Direito”,”Anti-Semita”…

 

No seriado o padrão tradicional e clássico de família só é permitido aos privilegiados do regime (os “Comandantes e respectivas famílias”).

E o que temos hoje desde há um tempo a esta parte?

As potestades & principados mantendo e perpetuando seus padrões de vida nuclear e tradicional, mas fomentando todo o tipo de agendas ideológicas de inversão, subversão, sodomia e bizarrices no restante da sociedade que, assim, e aos poucos, se tem desmantelado, ficado à mercê, abraçando todo o tipo de bisonhices e em estado crescente de apocriação / aniquilação…

 

A canadense Atwood (a já citada criadora da distopia) quando já famosa pela obra, certa vez disse:

Tudo isto que escrevi foi uma resposta e uma garantia de que qualquer opressão ou tirania que tem ocorrido, e ocorre aqui e ali, nunca terá lugar no meu país”.

Sei…

Vide o que aconteceu com o Canadá desde que o filho bastardo de Fidel Castro (o prometeu/lúcifer cubano originário de uma negra linhagem veneziana, sim, estudai, ide atrás da verdadeira e elucidativa informação!) – o Trudeuzinho –, foi alçado ao papel de geometrizador da social-democracia caviar local, regime, esse, que grassa em tudo o que não é socialismo à la cubana e à lá venezuela, distopia norte-coreana ou certos e determinados califados árabes.

 

Retornemos à trama...

E os “terroristas”?

É assim que os Comandantes do regime gileadiano se referem a quem havia deixado o mundo no caos e perversão, e o gatilho justificativo que os fez agir no sentido de conceber e criar o regime de ferro instaurado.

Temos aqui um outro paralelo com os “terroristas” da modernidade real, criados e financiados para, aqui e ali, praticar “o terror” por aqueles mesmos que têm tido os motivos e as justificações para levar a cabo todas as ações, medidas e atrocidades pós uma outra das grandes atrocidades perpetradas - a segunda guerra mundial…

Difícil de aceitar, eu sei, mas se o entendêsseis em definitivo doeria menos...

 

Tudo pelo Estado; Nada fora do Estado.

O lema da nossa realidade (Estado Global) e na realidade ficcional em apreço.

Nesta, tudo se encontra sob os “Olhos de Gilead”.

Na vida real “os Olhos” também estão por toda a parte – escuso-me aqui de nomenclá-los e / ou de dar exemplos por serem por demais evidentes…

O “mecanismo de poder” retratado em Gilead não é muito diferente de qualquer regime atual, seja ele mais ou menos ditatorial.

Nas nossas sociedades existem os privilégios e os privilegiados ou estarei a delirar?

Os rapazes, aos 18 anos, não foram durante décadas, e não são ainda em muitos países, obrigados a cumprir um serviço militar compulsório, e pior que isso, a terem que ir morrer e / ou matar em pelejas organizadas pelos senhores da guerra das quais nada têm que ver ou lhe dizem respeito?

Existem, a espaços (em muitas), e sempre (em algumas), restrições de direitos fundamentais / básicos ou não?

Tais direitos são respeitados, por exemplo, em alguns países árabes mais fundamentalistas, na Coreia do Norte, na própria China, ou num ou outro na América Latina e do Sul – realidades e conjunturas fomentadas, permitidas e aceites porque experimentos de engenharia mental, social e coletiva?

Tais básicos direitos foram respeitados, à escala global, entre os anos de 2020 e 2022?

“Ah, mas foi em nome da ciência!”

Não fode! (Perdoai o termo, não existe na linguagem culta e polida expressão que melhor possa descrever a minha incurável indignação neste contexto).

E o que falar das eleições presidenciais do Brasil, no ano de 2022, e o que continuamos a vivenciar aqui no apogeu da Juristocracia Brasueliana?

Por mais absurdas que as condições sejam, elas têm uma tendência a serem naturalizadas e absorvidas em acomodação e obediência mimética pela população.

Quer na ficção em apreço, quer na nossa realidade a mais perigosa e danada consequência resultante de qualquer governança autoritária que se preze passa por uma sociedade que, aos poucos, vai dando pistas de mansidão e inação, por um lado, arbitrárias injustiças atrás de arbitrárias injustiças de quem tem o monopólio para as não praticar e valores / comportamentos absurdos, por outro, que em retroalimentação autorizarão e legitimarão tal governança.

 

Recusar-me-ei aqui, e em qualquer circunstância, a fazer uso do viés feminazi e progressista que o seriado enfatiza, amplia e coloca em destaque.

As mulheres, sim, na estória, são brutalizadas e barbarizadas cruelmente, assim como qualquer “descartilhado”, dissidente ou opositor masculino também o é.

Mas o curioso da analisar é que a crueldade levada a cabo pelo comando masculino misógino é, também ela, sabatinada e perpetrada em co-autoria / participação pelas esposas (mulheres, portanto) contra as mulheres.

E o que falar da “amável” Tia Lydia? (a propósito, que extraordinário desempenho, também, de Ann Dowd que encarna a personagem)

O que achais dela?

Sua bárbara, opressiva, psicopática e tóxica coerção sobre as aias é relevante ou não?

Ela até parece um homem, mas é mulher…

De há uns tempos a esta parte promove-se e catapulta-se homens trans no desporto feminino, algo que no fundo e a montante não passa de uma enorme deslealdade, quando não crueldade (vide boxe, luta, MMA) com as próprias mulheres…

De outra sorte, observamos na estória que são certos homens que auxiliam, amparam e dão suporte decisivo para salvar as resistentes, sobreviventes e heroínas mulheres…

Esquecei!

Jamais me verão patrocinar ideologias de qualquer tipo ou escopo.

Comigo são sumas e surras de Realogia!

Sempre e tão só!

 

O mister aqui, volto a relembrar-vos, são as verdades e os paralelismos sub-reptícios contidos na estória e que retratam a realidade histórica e hodierna da humanidade.

E o maior dos paralelismos que podemos extrair é que o poder corrompe!

E como…

Nossas sociedades, TODAS SEM EXCEPÇÃO, se resumem a esta danação incontornável.

No frigir dos ovos é sempre disso que se trata quer na trama, quer na civilização humana:

O Poder e o exercício dele sobre os demais.

E o que a estória resume e no que a nossa história se resume é a cíclica, incessante e viciante busca e sanha pelo Poder, e sua perpetuação por certa e determinada estirpe, a qualquer custo, sobre tudo e todos.

 

O Conto da Aia é um seriado brilhante e imperdível – ponto!

Nele, também, e ainda, é possível extrair mais duas outras verdades inabaláveis:

A de que todo o comum mortal é capaz de suportar as adversidades mais atrozes, se superar e se transformar num verdadeiro e real herói – que o diga June Osborne interpretada por Elisabeth Moss que, por acaso, é mulher…

E que o Amor, na trama e na vida real, sempre foi, é e será a DERRADEIRA via da paradisíaca beatitude e / ou estado de graça

                                                                                                                                                                               Eco

 

Fonte/Créditos: Juntando as peças com intelecto, lucidez & cognição impoluta™

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