Ninguém mais cai nesse truque barato. Quando o canalha já está com a corda no pescoço, apela para a lágrima — e conta com a cumplicidade de uma imprensa prostituída, de um judiciário corrompido e de uma classe política cuja alma já foi rifada em troca de migalhas de poder.
Chorar em público virou um recurso de marketing. E, como dizia Olavo de Carvalho, palavrão não é sinal de vulgaridade — é sinal de exaustão moral diante de tanta impostura. Há canalhices que só um bom “filho da puta” resolve. Porque quem destrói uma nação, mente descaradamente em rede nacional, manipula a miséria alheia e ainda posa de vítima, não merece tratamento diplomático. Merece ser desmascarado.
“Esses moralistas de linguagem limpa são, em geral, cúmplices dos maiores crimes — desde que cometidos educadamente.” — Olavo
A elite do crime não usa fuzil. Usa gravata. Rouba com leis, mente com discursos, e emociona com lágrimas de crocodilo. O choro não é de arrependimento. É de medo. Medo do cerco que se fecha. Medo de ver a farsa exposta. Medo de ser humilhado — não pelos adversários, mas pela verdade.
E aí, quando o “filho da puta” chora, toda uma rede de hipócritas se comove. Não por empatia, mas por cumplicidade. Porque sabem que, se ele cair, o castelo inteiro pode ruir. E junto vão juízes, jornalistas, artistas, militantes e figurões que sempre viveram do saque institucionalizado da República.
Chorar é humano. Mas fingir dor quando se tem culpa no cartório é arte de canalha.
E como diria Olavo, “idiota é quem acredita em gente que nunca foi honesta nem quando chorava.”