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O capenga revolucionário. Um zumbi a serviço do mal

Todos eles nutrem sentimentos baixos e cultivam em si um ódio a perfeição

O capenga revolucionário. Um zumbi a serviço do mal
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Em um artigo de 16 de agosto de 2007, no Diário do Comércio, Olavo de Carvalho fala sobre um fenômeno que ele chamava de “A Mente Revolucionária”

 

A mente revolucionária é um fenômeno histórico perfeitamente identificável e contínuo, cujos desenvolvimentos ao longo de cinco séculos podem ser rastreados numa infinidade de documentos

 

A mente revolucionária não é um fenômeno essencialmente político, mas espiritual e psicológico, se bem que seu campo de expressão mais visível e seu instrumento fundamental seja a ação política.

 

“Mentalidade revolucionária” é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao “tribunal da História”. Mas o tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade, passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem.

 

Numa síntese grosseira, o bicho homem, individualmente ou em grupo, perturbado psicológicamente e espiritualmente, ou seja, desnorteado, sem o rumo da moral judaico-cristã, se volta e, como diz o professor Olavo, se habilita a "acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas".

"Mas por que a moral cristã"? Ora, se a humanidade caminhou e chegou onde chegou, baseado na moral judaico-cristã-ocidental, obviamente que será contra essa que o revolucionário se voltará. E assim o é.

Com primeiros sinais no século XV e com impulso no século XVII e XVIII, a busca pela razão, conhecimento, em detrimento de dogmas religiosos, abriu-se então o espaço para a "farra do diabo", para o espírito revolucionário e a tentativa de se construir uma nova cultura. 

Na queda-de-braço entre poder e dominação, entre religiosos e cientificistas, ficou esquecido a essência do ensinamento cristão. O resultado disso é o mundo de hoje, onde uma parcela do mundo cristão ainda é cristão por tradição, quase sendo um cumprimento de tabela e outra parcela é cristã, presa ainda a dogmas e literalidades de textos bíblicos, que não condizem mais com a realidade e avanços da ciência (não na interpretação da letra fria) e ainda, descartando e menosprezando a influência do ser humano, (homem, ser errante e imperfeito) nas religiões. 

Então alguém pode questionar: "Mas um cientificista pode ser ateu?" Por qual motivo ele deveria se balizar pela moral cristã?" E é aqui que a coisa fica divertida, pois é aqui que ele, geralmente, se revela como um revolucionário.

Não acreditar em Deus, ou acreditar em um outro entendimento de Deus (Deuses, Energia e etc) num primeiro momento, não faz ou não deveria fazer, de ninguém, uma pessoa ruim. Todavia, por ele estar inserido nessa sociedade, nessa cultura, seus valores precisam, se não forem os mesmos da sociedade a qual ele pertence, pelo menos respeitá-los. E nossos valores, no ocidente estão baseados na filosofia grega e na moral judaico-cristã. E a partir disso temos três hipóteses: se ele concorda com esses valores, ele reconhece valor, substância, sentido, nesses valores. Se ele tão somente respeita, ele não reconhece valor naquilo, todavia, por alguma conveniência, interesse ele a respeita. Numa terceira hipótese, se ele ignora esses valores, se ele não gosta desses valores, ele buscará sempre, de algum modo, destruir esses valores, ainda que ele, por conveniência, não assuma esse posicionamento claramente.

Nos três casos, a moral cristã, o legado da civilização ocidental, aquilo que o Olavo chamou acima de "leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas" são motivo de inquietação dessa gente. E o que vemos a partir disso, nessa mente revolucionária, não é uma postura conservadora de manter "a casa velha da fazenda que precisa de reforma", mas de destruir e "construir uma nova casa".

E assim funciona a mente de centenas de milhões de pessoas no ocidente atualmente. Influenciado por alguns e nutridos por ódio, rancor, inveja e tantos outros sentimentos baixos, as pessoas sequer notam contra o que estão lutando e por qual motivo engrossam as fileiras da narrativa da vez. Travestido de politicamente correto, de avanço, de progresso, são incapazes de questionar e raciocinar sobre os mais variados temas e assuntos, sem sequer imaginar que muitos desses temas são estimulados pelos verdadeiros revolucionários dos nossos tempos.

A massa de manobra, o idiota útil, não passam de capengas revolucionários. Muitas vezes acreditam de boa-fé  estarem defendendo algo justo e nobre. Mas quando questionados, titubeiam sobre suas convicções e pensamentos. Mancam em suas afirmações, não se firmam em suas ideias e o que lhes restam é repetir slogans, posturas, "gritos de guerra" e vagarem pelos quatro cantos como almas penadas, verdadeiros zumbis, teleguiados por uma força externa que move seus corpos.

Mas o que liga os monstros que manipulam, os verdadeiros revolucionários, até essa massa de manobra? Sintonia, frequência, semelhança de sentimentos, pensamentos e desejos. E dos verdadeiros revolucionários aos capengas dos dias de hoje, todos eles nutrem sentimentos baixos e cultivam em si um ódio a perfeição.

E sendo Deus perfeito e sua criação perfeita, é por isso que o professor Olavo identifica como uma questão psicológica e, principalmente, espiritual. Lugar comum? Não mesmo. Apenas algo muito simples: a luta é, antes de tudo, espiritual... afinal, somos ou não somos seres espirituais antes de sermos carne e osso?

 

Fonte/Créditos: Gustavo Reis

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