Está provado: mais e mais o mundo dos negócios mergulha em busca do recurso da espiritualidade como forma de melhorar o ambiente empresarial, e, assim, proporcionar o que venha a ser o "sucesso integral" a seus colaboradores e do próprio empreendedor. Aqui e fora daqui.
Entenda de uma vez: espiritualidade nada tem, absolutamente, de relação religiosa. Confusão essa, na maioria das vezes incentivada justo para empanar e desmerecer o valor da espiritualidade na vida dos humanos. Por razões várias. E tolas. E insustentáveis.
Conceitualmente, espiritualidade é um estado de elevação ética e moral que nos anima a buscar o sentido mais profundo das coisas do dia à dia. Dá para entender, dessa forma, que se trata de um instrumento pedagógico de transcendência material, e que, ao fim e ao cabo, nos proporciona um estado de bem-estar e realização indescritíveis ante os embates do dia à dia. Isso é formidável.
Podemos, dessa maneira, elencar alguns atributos indispensáveis e presentes em toda pessoa espiritualizada. Nela destacam-se o sentimento de amor ao próximo, a alegria contagiante, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio.
Ðá para perceber que uma pessoa dotada dessas características de caráter, vive uma vida com a alma leve, sendo, principalmente, senhora de si, o que importa substancialmente. Sêneca já pregava: " Quem não sabe se controlar, jamais será um homem livre. Será sempre escravo de seus impulsos".
E quantas relações pessoais e oportunidades profissionais acabam perdidos por não aprendermos a controlar nossos impulsos?
Na palestra sobre Economia Comportamental, o tema da espiritualidade nos negócios tem espaço privilegiado. Afinal, trata-se de um eficiente e eficaz instrumento de realização humana e, comprovadamente, de fator de inegável propulsão da produção e da produtividade no mundo dos negócios.