A notícia dessa semana, veiculada em diversos jornais, que o PCC (Primeiro Comando da Capital), tinha acesso às câmeras de monitoramento do Governo do Estado de São Paulo, comprova a tese de que o Brasil se tornou um narcoestado. Há muito sabemos que facções criminosas conseguem prosperar sem maiores problemas no Brasil. Não pretendo escrever sobre como combater o crime organizado, apenas esclarecer que esses criminosos tem uma espécie de permissão para atuar.
Vamos voltar ao final de Década de 80. A URSS vinha definhando e os planos comunistas caíam por água abaixo, o muro de Berlim foi derrubado em 89 e em 1990, na América Latina, nascia o Foro de São Paulo, uma organização que reunia partidos políticos com o intuito de implantar o socialismo em todos os países da região.
Com o fim da URSS em 1991, os comunistas deste lado do globo precisavam encontrar um meio de financiar a causa e sustentar as guerrilhas, modus operandi utilizado para derrubar governos.
Em pouco tempo, ditadores latino-americanos entenderam que poderiam usar o grupo para tomar o poder e controlar estatais. Aos poucos, todos os países foram caindo nas garras desses crápulas e as pessoas passaram a enfrentar muitas dificuldades.
Países como Bolívia, Argentina e Venezuela foram os que mais sofreram. Recentemente o grupo político conseguiu assumir a Colômbia, Peru e Chile. Deixarei o Brasil para depois.
Se não me falha a memória, por volta de 2008, as FARC, sim, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, passaram a frequentar as reuniões do grupo. Em atas das reuniões, podemos observar que o atual Presidente do Brasil, Luis Inácio, sugeria que eles fundassem um Partido Político em seu país.
Todos sabem que as FARC são um dos maiores produtores de Cocaína do mundo. Seus soldados foram treinados pelo regime comunista russo e pelo regime comunista de Fidel Castro, cofundador do Foro de SP ao lado de Lula.
A Venezuela de Hugo Chaves e a atual Venezuela de Nicolás Maduro, tem relações de amizade com o grupo terrorista FARC, e há suspeita da agência de inteligência americana, CIA, que Maduro seja o maior líder narcoterrorista da América Latina.
Voltando ao Brasil, tivemos 30 anos de governos de esquerda ligados ao Foro de SP antes da eleição do Presidente Jair Bolsonaro. Durante a gestão do ex-presidente, o crime organizado brasileiro sofreu seus maiores revezes, e o Foro de SP, atualmente denominado Grupo de Puebla, perdeu sua fonte de financiamento oriundo de estatais brasileiras. Ou alguém duvida que o roubo de bilhões de reais das estatais brasileiras em governos anteriores, serviam também, para financiar a horda comunista latino-americana?
Precisamos ligar os pontos, ler as atas das reuniões do antigo Foro de SP, analisar as movimentações políticas em nosso continente. Está tudo muito claro, o crime organizado latino-americano obedece a uma espécie de Comissão, no melhor estilo Máfia italiana.
Recentemente no Brasil, vimos Natal, capital do Rio Grande do Norte, ser tomada por bandidos, ser destruída e queimada, tivemos imposição de toques de recolher. Durante os ataques, o então Ministro da Justiça, Flávio Dino, visitou o complexo da maré no Rio de Janeiro e no dia seguinte o governo federal liberou R$ 100 milhões para investimento na melhoria de presídios no RN.
No Rio de Janeiro, os criminosos ligados às facções como o Comando Vermelho, fazem o que querem. Em e De São Paulo, o PCC comanda muitas regiões pelo país, grande parte do tráfico de drogas e armas e principalmente as “docas secretas” do Porto de Santos, maior exportador de drogas do mundo.
Desde o assassinato do então Prefeito de Santo André, Celso Daniel, vemos casos ligando partidos políticos e até mesmo políticos a facções criminosas. Em delação para o caso do Mensalão, o marketeiro do PT, Marcos Valério, disse a Polícia Federal, que o ex-prefeito tinha um dossiê que ligaria o PT ao PCC (notícia publicada na Revista Veja, em 01/07/22, por Hugo Marques). O esquema se dava nas empresas de ônibus da região metropolitana de São Paulo.
Também vimos nessa semana que a facção PCC queria sequestrar, torturar e assassinar o ex-juiz e atual Senador da República, Sergio Moro e outros funcionários públicos ligados à Segurança Pública.
O atual Presidente da República, Luis Inácio, cofundador do Foro de SP, afirmou que seria uma armação do Senador para ganhar capital político, algo que foi fortemente desmentido por diversas provas e gravações da PF demonstradas na imprensa.
O grande erro da Operação Lava Jato ou de qualquer outra operação de combate ao crime organizado no país, é não fazer a acusação certa. Assassinato, genocídio, terrorismo e não apenas peculato, corrupção, ou qualquer crime mais brando. Todo cidadão ligado ao Foro de SP é conivente e cúmplice com os crimes que as ditaduras latino-americanas cometem contra a humanidade, com o tráfico de armas e drogas das FARC, com a exploração e tráfico de crianças, com assassinatos políticos. Quem mandou matar Celso Daniel? Quem mandou matar Jair Bolsonaro? Quem mandou matar Sérgio Moro? A morte de Teori Zavascki foi um acidente? A morte de Eduardo Campos foi um acidente? Quem é a cabeça do atual Foro de SP? Seriam Daniéis ou Presidentes latino-americanos? A quem o PCC responde?
Perdemos nosso país quando aceitamos passivamente a não evolução de nosso sistema eleitoral, quando o voto eletrônico auditável foi assassinado no Congresso Nacional com a anuência e pressão da corte jurídica superior. Perdemos quando não reelegemos Jair Bolsonaro e deixamos um bêbado, ex-presidiário e ex-condenado, subir ao posto de Presidente da República. Continuamos perdendo quando aceitamos que nosso Senado não abra processos de impeachment contra Ministros que cometem arbitrariedades, ilegalidades e não respeitam nossa Constituição. Perdemos quando nos dividimos entre esquerda e direita. Esse é um conceito ultrapassado, que nasceu na Revolução Francesa, para dividir aristocratas de opiniões divergentes. As pessoas só não lembram que os dois grupos queriam a cabeça do Rei. Direita e esquerda nada mais é do que um belo Teatro das Tesouras (termo cunhado pelo querido e saudoso Professor Olavo de Carvalho). Temos que definir as pessoas politicamente de outra maneira. Temos os defensores das liberdades individuais, da propriedade privada, do direito de ir e vir e temos os ditadores ou autoritários. Temos os que querem um estado provedor e os que querem um estado menor. Temos os que querem e entendem o que é um programa social e os que não querem ou entendem. Temos os que querem programas sociais para a melhoria do povo e os que querem apenas por cabresto político. Definir uma pessoa entre direita ou esquerda é muito simplório e errado. E outra coisa, Democracia não existe. Ela só existe de cima para baixo.
Há três maneiras de recuperar nosso país e eles se assemelham aos três segredos da culinária francesa. Ensino, ensino e ensino. Com isso teremos a conscientização política na sociedade e ascenderemos a outro patamar civilizacional.