O recente aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) promovido pelo Ministério da Fazenda não pode ser lido apenas como um tropeço técnico do ministro Fernando Haddad. A decisão revela um movimento mais profundo, coerente com uma matriz ideológica que há tempos ronda setores do governo — um retorno camuflado à lógica marxista de centralização estatal e expansão fiscal às custas do contribuinte.
A elevação do IOF, ainda que embalada por discursos de “ajuste fiscal” e “responsabilidade com o equilíbrio das contas públicas”, atinge diretamente a população produtiva e as camadas médias. É um imposto regressivo, que encarece operações do cotidiano como empréstimos, câmbio, seguros e investimentos. Não por acaso, é um dos tributos mais criticados por especialistas em economia liberal, justamente por penalizar quem movimenta a economia.
A defesa do aumento, feita por Haddad, tem tons tecnocráticos, mas sua formação e trajetória política revelam outra camada de interpretação. Doutor pela USP, Haddad tem longa relação com o pensamento marxista. Sua tese de doutorado, "De Marx a Habermas", percorre justamente o caminho de reconstrução da crítica social por via do marxismo. Não se trata de uma acusação ad hominem, mas de uma contextualização necessária: o ministro que hoje tributa o cidadão com mais força é o mesmo que estudou os mecanismos de controle social via Estado — e não os rejeitou.
Ao elevar impostos como o IOF, o governo reitera uma tendência: crescer o peso do Estado sobre o cidadão em vez de enxugar a máquina pública. Isso se alinha diretamente com a tese marxista da “ditadura do proletariado”, na qual o Estado detém o poder sobre os meios de produção e redistribui a riqueza, não por meritocracia, mas por diretrizes centrais.
Não se trata aqui de sugerir que o Brasil esteja sob um regime comunista. Mas é inegável que há um flerte perigoso com práticas de engenharia social que privilegiam o controle estatal sobre a liberdade econômica. O aumento do IOF é mais um passo nesse sentido. Em vez de promover um ambiente de confiança e incentivo à produção, o governo opta por sangrar o setor produtivo para financiar sua máquina — inchada, ineficiente e cada vez mais ideologizada.
A retórica é antiga, mas eficaz: em nome dos “mais pobres”, sacrifica-se a classe média. Em nome da “justiça social”, desincentiva-se o investimento. E em nome do “Estado forte”, enfraquece-se a liberdade individual. O resultado, como alertava Friedrich Hayek em Caminho da Servidão, é um gradual deslizamento rumo ao autoritarismo econômico — terreno fértil para a implantação de ideias marxistas sob roupagem democrática.
O IOF elevado é um sintoma. A doença é mais profunda: um projeto de poder que vê no Estado o grande gestor da vida nacional, e não o cidadão. Nesse contexto, o aumento de impostos não é um erro. É estratégia.