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Segunda-feira, 04 de Maio 2026
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Globo: a máscara do poder que nunca cai

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Globo: a máscara do poder que nunca cai
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Há décadas, o Brasil vive sob o domínio de um império silencioso, disfarçado de jornalismo, envolto em discursos sobre ética, democracia e liberdade de imprensa. Mas por trás do verniz institucional, o Grupo Globo consolidou-se como o maior representante do que há de mais cínico e perverso na relação entre mídia e poder no país. Não apenas como veículo de comunicação — mas como agente político, operador ideológico e defensor ferrenho dos próprios interesses e dos interesses de quem realmente manda no Brasil: os donos do dinheiro, os donos do sistema, os verdadeiros intocáveis.

Desde o seu nascimento, a Globo foi parida no ventre da conveniência. Surgiu em 1965, com financiamento internacional obscuro: 6 milhões de dólares da americana Time-Life, em troca de influência direta na estrutura da empresa — algo ilegal à época, mas tratado como detalhe por quem sempre soube que a lei, no Brasil, é flexível para quem tem bons amigos. Pouco tempo depois, tornou-se o braço comunicacional da ditadura militar, que assumiu o poder em 1964. Foi parceira fiel do regime até 1985, servindo como voz da repressão, omissa frente aos crimes de Estado, e ativa na construção da narrativa de progresso enquanto a democracia morria nos porões do DOI-CODI.

Com o fim do regime, a Globo não perdeu tempo. Virou a casaca, limpou a maquiagem e se vendeu como símbolo da redemocratização, ao mesmo tempo em que continuava a operar como peça central do jogo político. Em 1989, manipulou escancaradamente o último debate presidencial entre Collor e Lula, beneficiando seu novo queridinho — um produto televisivo saído do programa do Chacrinha. Com isso, ajudou a eleger o candidato "moderno", “bonito” e “competente”, que afundaria o país num dos maiores escândalos de corrupção até então.

Mas nada disso importa quando o objetivo é manter a influência. E essa tem sido a lógica constante da emissora: abraçar o poder da vez, contanto que ele garanta a manutenção do seu próprio império. Apoiar FHC, Lula, Dilma, Temer ou qualquer outro não tem nada a ver com ideologia — tem a ver com contratos, verbas publicitárias e perdão de dívidas bilionárias. O que se chama, com eufemismo, de “jornalismo de referência” é, na prática, um jornalismo de conveniência. Uma máquina de narrativas moldadas sob medida para quem assina o cheque.

Durante o governo Bolsonaro, essa lógica se manteve, mas com um componente adicional: o revanchismo. O presidente não quis se submeter à velha regra do jogo. Fechou as torneiras públicas, bateu de frente com os monopólios e desafiou a “aura de intocabilidade” da Globo. A resposta veio rápida, implacável e coordenada. Durante a pandemia, a emissora liderou uma cobertura que, segundo o ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA, Mike Benz, teria sido usada para manipular estatísticas, inflar números de casos e mortes e, principalmente, desgastar o governo federal. Tudo isso com apoio logístico e financeiro de entidades como a USAID e a CIA — exatamente os mesmos atores que financiaram a própria criação da Globo nos anos 60.

Segundo Benz, houve uma operação deliberada de manipulação narrativa: esconder dados que favoreciam o governo, amplificar o pânico, silenciar cientistas e jornalistas independentes, e demonizar qualquer voz que fugisse da cartilha oficial. Os chamados “fact-checkers” — autoproclamados guardiões da verdade — foram usados como instrumentos de censura ideológica. O resultado? Uma crise sanitária transformada em palanque eleitoral, e uma população mantida refém do medo em nome de um projeto político midiático.

Tudo isso soa familiar. A Globo, mais uma vez, usou sua força para interferir diretamente na democracia. Não como espectadora, mas como protagonista. E, como sempre, saiu ganhando: destruiu um inimigo político e, com a volta de Lula, garantiu a sobrevivência de seus interesses. O mesmo Lula que já havia sido massacrado por ela no passado, mas que agora servia ao papel de “salvador da pátria” — pelo menos até que o cenário mudasse de novo.

E mudou.

Hoje, com a popularidade de Lula derretendo, a economia claudicante e a confiança do povo indo pelo ralo, a Globo já ensaia nova dança. O tom muda, as pautas mudam, as críticas voltam a aparecer timidamente. A biruta do poder gira, e ela gira junto. Sempre com o discurso da imparcialidade, da democracia, da “liberdade de imprensa”, enquanto age como empresa de lobby, vendendo opinião como se fosse notícia, e interesse como se fosse verdade.

A verdade é uma só: a Globo nunca foi apenas mídia. Ela é parte do sistema. E mais que isso: é um dos seus pilares centrais. Ela não apenas transmite o discurso dos donos do poder — ela é o discurso. É o filtro que transforma o interesse privado em agenda pública. É a fábrica de consensos que decide o que é aceitável pensar, dizer, votar, vestir, odiar.

E talvez por isso tenha tanto medo de ser questionada. Porque uma Globo fragilizada representa uma rachadura no edifício do poder que ela ajudou a construir. O silêncio sepulcral da imprensa diante das denúncias de Mike Benz diz muito: quando o escândalo envolve o próprio sistema, cala-se. Protege-se. Silencia-se. Como fazem máfias.

Enquanto isso, o povo segue sendo telespectador da própria manipulação. Enganado, distraído, infantilizado. E o Brasil, esse país de memória curta, segue permitindo que a mesma emissora que endossou a tortura, elegeu corruptos, destruiu reputações e sabotou governos, continue posando de “referência ética”.

O Grupo Globo não é apenas parte do problema. Ele é o problema. É a ponta visível de um iceberg de interesses que paira sobre a democracia brasileira como uma sombra constante. E enquanto fingirmos que se trata apenas de jornalismo, continuaremos prisioneiros de um teatro em que os atores nunca mudam — só os figurinos.

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