Olavo de Carvalho nunca foi um oráculo, como muitos, por ignorância ou má-fé, gostam de dizer. Ele não “adivinhava” o futuro — estava imune à guerra de informação, à contra-informação e à engenharia social que cegam a maioria. Usava a lógica, aliada a um olhar desobstruído pelas narrativas oficiais, para chegar a conclusões… adivinhem só: lógicas.

Ele costumava afirmar que seus alunos não se tornavam “mais inteligentes” ao estudar com ele; apenas aprendiam a usar a inteligência que já possuíam, mas que permanecia adormecida pelo ambiente cultural e midiático em que vivemos. E foi exatamente esse uso da inteligência — voltado para analisar a realidade como ela é, e não como querem que a enxerguemos — que o levou a prever movimentos que hoje parecem inevitáveis.
Nada é mais lógico do que ver as duas maiores potências militares do planeta, atacadas por diferentes meios e em diferentes frentes, encontrarem um ponto de convergência: unir forças, proteger-se mutuamente e, acima de tudo, respeitar-se. Essa união não nasce de afinidade ideológica, mas de pura lógica geopolítica — manter a própria força diante de falsos aliados que, no fundo, desejam substituí-los no comando da ordem mundial.
O desfecho dessa aproximação pode até não ser exatamente como o previsto ou como a lógica sugere. No entanto, a probabilidade de acontecer é infinitamente maior do que a narrativa contrária que vemos diariamente sendo martelada nos telejornais — estes, ironicamente, financiados e controlados pelos mesmos que trabalham para a derrocada de ambas as nações.