Deixo este artigo para o futuro, para pessoas que possam entender ou não o significado da palavra censura. Como aprendi ao longo da vida, a palavra sem o seu significante não tem muito valor. Eu sempre ouvia sobre a censura do período militar, mas isso não me chocava, pois não vivia a realidade dos fatos. Nos dias atuais o significante se mostrou, e passei a entender claramente o perigo e a maldade de tal ato.
Os tribunais superiores brasileiros, contrariando a Constituição Federal que eles devem respeitar, impuseram não apenas a censura, como a censura prévia em alguns meios de comunicação. Ela por si só seria algo abjeto, porém, o motivo que levou estes tribunais a tal ato, é mais nefasto ainda.
Falar verdades! Se expressar livremente e falando verdades incontestes, está proibido no Brasil do ano de 2022. Está proibido falar que o ex-presidente da República e atual candidato a novo mandato é uma ex condenado pela justiça brasileira. Um ex preso, ou um ladrão. Não há uma única página de processo ou sentença com a seguinte declaração, inocentado. Todos os processos contra esta pessoa foram anulados pelo Supremo Tribunal Federal por alegarem aos 48 do segundo tempo, erro no foro que ele foi julgado. Nulidades estas que durante o julgamento não foram declaradas, pelo contrário, há decisões anteriores do próprio STF, declarando o foro competente para tal julgamento.
Não se pode dizer que este cidadão é amigo e apoiador de ditadores genocidas como Daniel Ortega. Não se pode dizer que é um abortista, que seu partido sempre defendeu a liberação das drogas e que existe uma cartilha tentando convencer a sociedade que pedófilos são doentes e não criminosos. Cartilha esta, apoiada por inúmeros asseclas do PT.

Não se pode dizer verdades sobre este ser maligno.
O mais interessante é que ele teve suas sentenças anuladas por um Ministro da Suprema Corte, que fez campanha pela sua colega e ex-presidente, sequestradora e ex guerrilheira Dilma Rousseff, enquanto era reitor da Universidade Federal do Paraná. Por esse ato ele foi presenteado com a cadeira na corte máxima do país. O Ministro em questão, Edson Fachin, nunca escondeu ser marxista e petista. No mínimo deveria ter se declarado impedido de julgar o ex-presidente Luiz Inácio, como manda a regra.
Outro tribunal, o TSE, vem aumentando seu arbítrio diuturnamente sobre a campanha do atual Presidente da República e opositor do ladrão. Um Ministro que fora indicado pelo petista quando estava no poder, Benedito Gonçalves, vem minando a campanha de Jair Bolsonaro em favor da de Lula. Tudo à luz do dia e com consentimento de seus pares. O Congresso Federal nada faz, o poder executivo apenas reclama nas redes sociais – função essa do povo.
Enquanto a sanha ditatorial avança a passos largos no país, poucos são os que tem coragem de se manifestar. A história é a prova que ditadores raramente tomam o poder do dia para a noite. Eles vão testando o povo e as instituições até que percebam que não há mais resistência e aplicam o golpe final.
Nos dias atuais, a revolução não virá por violência como pregava Lenin, mas pela tomada das instituições como ensinou Antônio Gramsci. As instituições brasileiras vêm sendo tomadas desde 1988. Hoje temos um estado praticamente todo aparelhado, com algumas poucas exceções. Se a imprensa – que infelizmente está aceitando esse perigoso jogo – e o povo não se manifestarem pacificamente, mas com intensidade, provavelmente quem estiver lendo este artigo no futuro, perceberá que a omissão foi mais uma vez a grande culpada pela queda da Democracia no Brasil.

Antes de toda ditadura existe um sinal. A censura que estamos vivendo faz parte do início de algo muito maléfico que está por vir.
Ou o povo exerce seu poder soberano, ou o poder soberano irá calar a todos.
