Quando se questiona e até se zomba de um conservador pela defesa do valor moral, geralmente, o zombador não compreende a dimensão da sua ignorância e da falta de valores que regem sua parva vida.
Ainda que seja uma vida acima da média dos padrões do povo brasileiro, ela é tão somente uma vida material teoricamente melhor. E digo teoricamente pois, para os materialistas, ou seja, aqueles que são vazios de outros valores, o TER e PODER nunca satisfazem plenamente a criatura vazia. Que o diga Raul Seixas em sua canção "Ouro de Tolo".
Quando a turma do "Beautiful People of Leblon" passou a interpretar o papel de "consciência social" "made in Projaquistão", fechando os olhos aos absurdos que ocorriam no país, sendo hipócritas e injustos com a maioria da população brasileira que escolherá um modelo de país representado por Jair Bolsonaro, acrescentando ainda que alguns se regozijavam e destilavam odio e rancor por aquilo que não atendia seus interesses pessoais, permitiram, deram o passe livre, para esse momento que alguns deles começam a reclamar a partir de agora.
A censura que começa a bater no bumbum de comediantes não é recente no Brasil de um "Novo Normal" completamente fora da norma.
Qualquer pessoa com bom senso e noção jurídica, nesse país, sabe muito bem que estamos longe do tal "Estado Democrático de Direito", arrotado por lideranças políticas progressistas, mais alto membros do judiciário, uma imprensa canalha e uma classe artística que não se entorpece mais com carreiras e picadas, mas com as vultuosas verbas da Lei Rouanet.
A turma de comediante que agora reclama do que se passa no Brasil está coberta de razão, nesse episódio. Mas é necessário deixar claro que eles financiaram isso.
O objetivo da direita não pode ser tão pequeno e infantil como aquilo que move a esquerda e isentões. Para estes, que acreditam cegamente que o dinheiro, a fama, os clicks e as curtidas norteiam às suas vidas, o prazer finito e etéreo de ter razão é, ao mesmo tempo, aquilo que lhes afaga o ego e lhes afunda a alma.
Para nós, direita, conservadores, muito mais do que ter razão, precisamos defender a razão. Defender aquilo que acreditamos, aquilo que muitas vezes dizemos defender mas que vacilamos quando não atende nossos anseios pessoais.
A injustiça e a censura não pode existir contra ninguém. Nem mesmo contra aqueles que não gostamos. A justiça, o devido processo legal, a segurança jurídica tem de ser para todos.
Essa turma do "Faz o L", ainda que não tenham feito declaradamente, aderiu a essa onda de descalabro e perseguição sorrindo, gozando, vibrando com os absurdos.
O passado nos ensina. E ele mostra que a liberdade e os valores morais da civilização ocidental sempre vencem.
E a falta de valor espiritual sólido leva toda essa gente a se vender, como prostitutas, que colocam em risco a sua própria vida, pelo dinheiro da vez.
Dinheiro na mão, liberdade no chão. Foram esses prostitutos que negociaram as suas próprias liberdades quando aceitaram fazer um programa bem pago com um contratante perigoso.
Reclamar é um bom começo. Mas se não houver uma verdadeira análise de suas responsabilidades, continuarão sendo aqueles que se vendem, pensando somente em si e em nada no próximo.
Coisa típica de egoísta e que não entende nada de valor moral.
Fonte/Créditos: Gustavo Reis