Nos últimos três anos, o Brasil tem sido palco de uma sucessão de crises que escancaram a incompetência e a conivência dos líderes políticos com tudo aquilo que vai na contramão dos interesses do povo. Enquanto a população enfrenta inflação, desemprego, aumento da pobreza e um judiciário cada vez mais distante da justiça social, os políticos que deveriam defender a nação parecem mais preocupados em proteger seus próprios interesses.
Na economia, a falta de um plano claro de desenvolvimento e o uso político das estatais afundaram o país em um ciclo vicioso de altos juros, fuga de investimentos e desvalorização da moeda. Pequenos empreendedores, agricultores e trabalhadores informais, que sustentam a base da economia nacional, foram deixados à própria sorte, enquanto bilhões são direcionados para emendas parlamentares sem transparência ou retorno à sociedade.
O Judiciário, por sua vez, tornou-se palco de disputas ideológicas e decisões questionáveis, muitas vezes se colocando acima da Constituição. A omissão do Legislativo frente a abusos e excessos revela uma cumplicidade perigosa, onde a separação entre os poderes se dissolve em conveniências políticas.
A conivência do Congresso com medidas impopulares e lesivas ao bem-estar social — como a aprovação de pautas que favorecem grandes corporações e a elite política — demonstra que grande parte dos representantes eleitos virou as costas para os anseios da população. A voz das ruas é ignorada, enquanto acordos de bastidores ditam os rumos do país.
Quase três anos se passaram e a sensação é de estagnação, ou pior: retrocesso. Em vez de políticas públicas eficientes, vimos promessas vazias. Em vez de união nacional, assistimos à polarização incentivada por narrativas convenientes. Em vez de justiça, prevalece o compadrio.
O Brasil precisa urgentemente de líderes que tenham coragem para enfrentar o sistema, romper com velhas práticas e colocar o povo, de fato, em primeiro lugar. Até lá, seguiremos pagando a conta da omissão, da incompetência e da conivência.
Créditos (Imagem de capa): Claiton