As redes sociais continuam em polvorosa, o nós contra eles, segue iludindo muita gente. Agora o, nós contra nós, está destruindo o pouco que restava da natimorta “direita” brasileira. Fazendo uma análise com muita calma e sem qualquer paixão envolvida, como podemos acreditar, confiar ou ter esperança em um movimento de oposição que é dirigido por Valdemar da Costa Neto, Ciro Nogueira, Renata Abreu, ou qualquer um semelhante a eles? Valdemar preso no Mensalão do PT junto com o José Dirceu e Delúbio Soares, depois se envolveu no Petrolão quando foi apelidado de Polonês. Ciro apelidado de Cerrado no Petrolão. Renata foi a dona de uma rede de hotéis que empregou José Dirceu para que este pudesse cumprir pena no regime semiaberto.
Levaria algum tempo, mas o que gostaria de explanar é sobre a divisão esquerda x direita, o maior teatro das tesouras já formado em política. Se analisarmos política sob este aspecto, erraremos em 100% das vezes. Deveríamos dividi-los entre defensores das liberdades, defensores dos costumes, autoritários, ditadores, e por aí vai. Um exemplo claro, onde se enquadraria o Partido Novo? Seria um defensor das liberdades e um não defensor dos costumes, o famoso centro-direita. Para quem ainda não está confortável com a mudança sugerida, saiba, todo centro sempre está no lado esquerdo da história. Eles são liberais principalmente quando se trata de dinheiro. Onde se encaixaria um conservador? Como um defensor das liberdades e um defensor dos costumes. Onde se encaixaria um libertário? Apenas como um defensor das liberdades. Onde se encaixariam Lula, PT, Maduro, Hitler, Stalin, Lenin, Fidel Castro? Ou seja, realmente alguém duvida que todos eles são farinha do mesmo saco?
Parafraseando o Professor Olavo de Carvalho (a frase não é dele, mas muito citada pelo mesmo), “não há na política de um país algo que antes não esteja na sua literatura”. Dito isto, podemos analisar o cenário político brasileiro de algumas maneiras; a principal e mais clara é que não existe direita no Brasil, haja vista que tirando o próprio Olavo, Gustavo Corção, e mais alguns, nossa produção literária é quase nula deste lado do front; segundo, a corrupção é o modus operandi mais difundido no meio público brasileiro, é só observarmos a quantidade de obras que cultuam o roubo, o adultério, a promiscuidade e a malandragem.
Onde quero chegar com o título deste artigo? Quero mostrar que em política, com raríssimas exceções, e não contamos com os dedos das duas mãos, todos estão lá para dividir o dinheiro do pagador de impostos, para cultuar a depravação e locupletar. Reforma Tributária para diminuir a carga tributária e assim ter um bolo menor para dividir? Reforma Política para diminuir o número de cadeiras e consequentemente o de cargos comissionados e aspones? Reforma Educacional para livrar as crianças das amarras marxistas, freireanas ou qualquer outra e realmente ensiná-las algo de verdade? Eles só perderiam dinheiro e votos. Se esperarmos algo dos políticos, esperaremos sentados até sermos sugados por completo.
A única solução é demorada, dolorida e poucos terão força para chegar até o final. São quarenta ou cinquenta anos de dedicação ao estudo, à livros clássicos, à fóruns de discussão filosóficos (entre amigos mesmo), a ensinar as crianças mais próximas, cobrar nas reuniões em escolas, que o material didático seja livre de qualquer doutrinação ou “educação” (quem educa são os pais, a escola deve ensinar). Um exemplo de “educação” em escolas é a famigerada “educação sexual”.
Quem está disposto a fazer o seu papel, a entender que provavelmente você nem verá o resultado do seu empenho? Mas se você estiver disposto, saiba, seu trabalho será gigante. Uma andorinha não faz verão? Mas se a primeira não começar, outras não a seguirão. Faça você mesmo, convide os amigos mais próximos, ajude a sua comunidade, ensine as crianças próximas. Não deixem as crianças serem cooptadas. Só assim teremos esperança de um futuro realmente melhor.
A batalha atual já foi perdida, não sejamos mais iludidos pelos ilusionistas do sistema.