Infelizmente, vivemos em tempos sombrios, antes que alguém me alerte que o Brasil não é exceção, eu digo: sim, é verdade. Mas é assustador a velocidade, a frieza e "naturalidade" como absurdo vem se normalizando por aqui.
A Fox News destacou que neste primeiro de dezembro faz 42 anos que Rosa Parks, uma costureira afro-americana e ativista local, recusou-se a ceder seu assento a um passageiro branco em um ônibus público.
É triste pensar que uma pessoa tenha que fazer qualquer coisa em detrimento de outro pela cor de sua pele, seu sexo, sua religião ou escolhas políticas.
A questão é que mais de 4 décadas após esse episódio as coisas não mudaram. Hoje o empenho de ativistas não é sanar qualquer resquício de discriminação, mas apenas mudar o chicote de mão.
É triste ver pessoas discutindo o valor de pessoas a partir de categorias.
Recentemente um segurança de um shopping, negro, foi afastado de seu trabalho, no dia da consciência negra — data esta que nem sequer deveria existir por seu caráter segragatório, mas sigamos.
O segurança pediu que um par de lésbicas "pegassem leve" na pegação. O pedido foi suficiente para um escândalo e o afastamento do homem de seu trabalho.
Vi dezenas de mensagens em redes sociais, de pessoas heterossexuais, afirmando que já tomaram bronca por demonstrações de afeto mais acaloradas em locais públicos.
A pergunta é: se fosse este segurança tivesse chamado a atenção de um casal hétero, branco e tivesse sido afastado, haveria militância pedindo indenização por danos morais coletivos alegando racismo?
Na minha humilde opinião a situação é simples: elas estavam erradas, independentemente de suas escolhas sexuais. As pessoas precisam agir de forma civilizada e não como bicho no cio atendendo a seus instintos primitivos.
Mas voltemos às categorias de pessoas. O Brasil é um país em que pessoas são presas por críticas a determinados indivíduos, mas que deixa solto monstros como o que estuprou e matou uma mãe e três filhas.
Detalhe, o cara tinha antecedentes na Justiça por estupro e latrocínio.
O fato é que em vez de endurecer a pena de monstros e fazer com que paguem por seus crimes, há no Brasil uma horda sempre pronta para defender o criminoso e depois, boa parte desses mesmos fazem campanhas e leis ineficazes que fingem proteger as pessoas.
A categorização de pessoas parece que é para beneficiar a sociedade, no entanto, só segrega as pessoas e não resolve problemas reais.
Por exemplo: a vida de uma mulher vale mais ou menos que a de um homem? Na minha concepção vale a mesma coisa. No entanto, criaram o tal do feminicídio. E o que isso mudou na prática? Nada. Covardes continuam matando mulheres.
O único efeito são as manchetes de jornais e os discursos lacradores para falar em "feminicídio". Como disse anteriormente, são os mesmos que defendem a bandidagem.
Agora avançaram mais um pouco. A Comissão de Segurança Pública do Senado, aprovou na terça-feira, 28, um projeto de lei que aumenta 1/3 a pena para crimes de feminicídio praticados contra mães.
Então vamos lá. Se uma mulher morre assassinada por companheiro é feminicídio e entra para uma estatística especial. Se um homem é assassinado pela companheira, é só mais um homicídio. Se a mulher morta pelo companheiro for mãe a pena do assassino aumenta. Se o homem morto pela companheira for pai não há um aumento de pena.
O código penal brasileiro tem uma previsão de aumento de pena para assassinos de mães de bebês de até três anos.
Vamos resumir essa salada: não seria mais eficiente punir o homicídio de modo geral e eficiente? Não interessa quem o criminoso(a) matou, a pena tem de ser dura e sem regalias. Nada de progressão, nada de saidinha, visita íntima. Nada disso.
Não adianta categorizar que vida vale mais, que vida vale menos se a Justiça não é eficaz. Veja que no final, todo mundo perde e o bandido sempre ganha. Se não ganhasse não voltaria a cometer atrocidades. Enquanto isso, uns e outros usam essas categorias para angariar capital político.
"Somos todos iguais, mas alguns mais iguais do que os outros", George Orwell
Créditos (Imagem de capa): Ilustração