“Ou a luta contra o mal começa pela luta contra a confusão, ou só acaba contribuindo para a confusão entre o bem e o mal.” Olavo de Carvalho
Completamos hoje, neste sábado (14/10/23), uma semana dos ataques terroristas islâmicos, praticado pelo Hamas, a Israel.
Diante da barbárie medieval, com imagens e relatos de práticas que parecem vir direto de batalhas de eras até mais primitivas do que a Idade Média, conduzidas por almas endurecidas e ignorantes, temos a dimensão da distância da sociedade ocidental (com todos os seus erros e necessidade de aperfeiçoamento) e aqueles que insistem em substituí-la pela revolução.
O que não falta na TV, nos jornais e nas redes sociais são pessoas defendendo o Hamas ou, passando um pano tremendo e tentando negociar justificativas para tais atos de tamanha maldade. Sim, atos de maldade.
Ora, "ou a luta contra o mal começa pela luta contra a confusão, ou só acaba contribuindo para a confusão entre o bem e o mal", literalmente! E não há nada mais confuso para milhões de pessoas no mundo, propositadamente, do que esse "conflito" no Oriente Médio.
Como disse Golda Meir, ex-primeira ministra de Israel (1969/1974), uma mulher que estava a frente do país durante a Guerro do Yom Kipur:
"Se os palestinos baixarem as armas, haverá paz. Se os israelenses baixarem as armas, não haverá mais Israel".
E não há como entender o conflito sem entender a história. E não é tão somente a história da criação do estado de Israel. Para compreender esse conflito, basicamente temos que repassar por quase toda a história da civilização ocidental, literalmente.
Todavia, a verdade mais simples sobre esse conflito é que os chamados por nós ocidentais de "islâmicos radicais" não aceitam a existência de judeus (tampouco cristãos), infiéis para eles. Quem dirá um Estado de Israel. Revolucionários que são, ou o mundo se encaixa aos seus ditames ou o oponente deverá ser extirpado.
Antes que alguém me acuse de xenofobia, veja o que diz o Alcorão sobre os infiéis. Existem ao menos 164 versos que conclamam todos os muçulmanos à guerra contra os “infiéis”. Versos bem explícitos ordenando amputação de partes do corpo, decapitações, assim como o assassinato de “infiéis” onde quer que se encontrem, fazem parte do livro.
Bom, mais uma vez: "ou a luta contra o mal começa pela luta contra a confusão, ou só acaba contribuindo para a confusão entre o bem e o mal". Se alguém acredita que há um erro de interpretação do texto, se sua literalidade não significa ordenamento explícito e sim uma forma alegórica, um sentido figurado, fica claro que a confusão na interpretação contribue demais para o mal se manter vigoroso e fazendo o que faz gritando "allahu akbar" (Deus é maior).
Infelizmente, não vemos no universo de mais de um bilhão de islâmicos nenhum posicionamento contrário aos atos acontecido em Israel por parte daqueles que dizem representar 70% de uma comunidade "moderada". Pelo contrário, nessa semana, não faltaram videos, textos em redes sociais de islâmicos moderados viventes no seio do ocidente comemorando os ataques a Israel, ou então, apoiando a "causa palestina", usando conjunções adversativas num malabarismo sem tamanho para justificar o mal injustificável.
E essa confusão vai além quando pessoas inocentes são vítimas (fatais ou da narrativa) por todos os lados. Em geral, há desconhecimento do que é Hamas, Hezbollah e até mesmo sobre o que é o Fatah (que parece ser bonzinho e só um grupo político diante dos dois primeiros e de outros grupos terroristas).
Há desconhecimento sobre as origens, suas ligações históricas e os personagens que lutam pela região da Palestina desde a ocupação Inglesa após a queda do Império Otomano.
Há desconhecimento de como agem os terroristas islâmicos que usam civis, principalmente mulheres, crianças e idosos como escudo.
Há desconhecimento que todos esses movimentos estão alinhados e aliados, recebendo apoio de vários matizes da esquerda mundial, desde antes da Segunda Guerra Mundial, como a ligação do Mufti de Jerusalém com os nazistas, inclusive sendo culpado por crimes de guerra em Nuremberg.
Essa confusão geral de variantes e informações fabricadas ou sonegadas fazem com que pessoas acreditem no velho enredo socialista, na cansada e repetida história de opressão, da luta contra o malvadão imperialismo e capitalismo ocidental, norte-americano, do branco europeu, do interesse econômico e etc e do vitimismo daqueles que só querem liberdade.
Portanto, mais uma vez, "ou a luta contra o mal começa pela luta contra a confusão, ou só acaba contribuindo para a confusão entre o bem e o mal.” E, diante de tanto desconhecimento, sonegação e manipulação de informação, entendemos como a confusão é usada como catalizador nessa luta contra os nossos valores e a nossa sociedade ocidental.
Está sendo assustador vermos em universidades, nas ruas de nossas cidades, principalmente na Europa, assim como nas redes, uma quantidade enorme de revolucionários de pijamas ou grupos de minorias (sendo eles minorias antagônicas ao que defendem o Islã) na defesa de um claro antissemitismo. Levados por todo tipo de engenharia social dos últimos séculos, ambientado ao pensamento revolucionário, estimulados por gatilhos mentais e pelo uso do imaginário, com a manipulação da linguagem, vemos o inaceitável sendo justificado por uma parte cada vez maior de pessoas comuns no ocidente e, a maioria das discussões e proposições de solução sobre esse assunto são feitas por individuos que não têm a capacidade sequer de buscar o conhecimento sobre o tema juntamente com alguns que não tem a coragem ou interesse de lidar de forma honesta intelectualmente com todas as informações.
E isso nos leva a outra frase do professor Olavo, que é a seguinte:
"Se você não tem sequer a coragem de enxergar a realidade, como pode ter a pretensão de mudá-la?"
Mas eles avocam para si a pretensão da transformação do mundo, sendo a massa de manobra mais útil dos últimos tempos.
Não há nada mais real no mundo de hoje do que a luta entre o bem e o mal. E só acabaremos com a confusão se não relativizarmos o bem. Por que o mal é relativizado e defendido a todo momento.