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Segunda-feira, 04 de Maio 2026
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A “MORTE” QUE ANTECEDE TODO E QUALQUER PROCESSO EVOLUTIVO

Memórias & Retalhos dum Eco Inteligente e Não Replicante™

A “MORTE” QUE ANTECEDE TODO E QUALQUER PROCESSO EVOLUTIVO
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Àqueles que nutrem um desiderato de permanente evolução, de se tornarem pessoas melhores, de participarem de um processo de desenvolvimento e clarividência pessoal, me permitam fazer-lhes uma pergunta:

Vós estais preparados para tudo o que tal evolução exige?

Ou, dito de uma outra forma, estareis prontos para os sacrifícios que uma mudança de patamar e perspectiva exigirá de vós?

 

Por que raios vos falo sobre os sacrifícios que um processo desta natureza demanda?

Porque nós costumamos nos afeiçoar às nossas conquistas, nos acomodamos, desleixamos e estagnamos…

As nossas “vitórias e aquisições” costumam ser motivo de enorme orgulho – é normal. É da condição humana de ser.

Nós nos apegamos àquilo que com esforço obtivemos, seja no campo material, seja no campo do intelecto pelos mais diversos conhecimentos que adquirimos, seja nos ganhos existenciais, também, e até mesmo em relação aos ganhos espirituais.

Nós nos orgulhamos do que possuímos, de quem nós somos ou do que pensamos. E por ter conquistado tudo isso, com mais ou menos esforço, esmero e abnegação, nós também nos mostramos férreos em preservá-lo…

E, de modo algum, queremos ou desejamos perdê-lo.

O que é muito justo e justificado, diga-se de antemão.

No entanto, ao falarmos de evolução tornar-se-á óbvio que trataremos do oposto daquilo que vós tereis como apego.

Evolução sempre irá pressupor algum tipo de superação.

Evolução sempre irá supor deixar algo para trás, transpor certa situação…

E aí eu, novamente, vos indago:

O que é a evolução se não a passagem de um estado inferior para um estado superior?

O que é a evolução que não seja sair de um estágio “em aprimoramento” para um estágio “melhor” e de maior capacitação?

Falarei então aqui sobre o quê?

Sobre ter que deixar sempre algo (ou alguém) para trás…

 

“Mas se nós abandonamos algo, se nós deixamos algo, como ficam os nossos apegos?” – indagação vossa, porventura.

Não vos parece claro, pelo já exposto, que em tal processo evolutivo não há muito espaço para grandes attachments.

Muito pelo contrário.

Demanda, isso sim, uma rejeição ao estado atual.

Mais, até!

De certa forma requer um feroz inconformismo em relação às formas presentes e passadas.

E, em seu lugar, advir um desejo constante por aquilo que é altaneiro, por aquilo que é melhor, qualitativamente, e que estará, algures, “acima”, nos píncaros…

Por isso vos bradarei que todo processo evolutivo acaba exigindo algum tipo de “morte”.

“Morte” do quê?

Das velhas formas de pensar, das antigas maneiras de agir, dos paradigmas anteriores, inclusive, de muitas convicções e enraizamentos que tínheis e tendes…

Se tais coisas não “fenecem”, como é que vós ireis evoluir?

Como é que ireis melhorar?

Como é que atingireis diáfanos patamares?

 

Prestai bastante atenção para que não haja nenhum tipo de equívoco.

Eu não estou falando que pretéritas formas de pensar estarão equivocadas ou que nada (certas verdades e incontornabilidades) pode ser permanente, não é isso!

Falo que nós sempre compreendemos as coisas à luz e de acordo com o nível de consciência do momento.

E é esse nível de consciência que passa a ser superado num processo de evolução pessoal.

Muitas convicções que tínheis só refletiam as possibilidades daquele vosso anterior estágio de conhecimento.

Muitas verdades que tínheis faziam muito sentido em determinado momento, dentro daqueles específicos limites cognitivos e de consciência que possuíeis.

Só que quando atingis uma consciência mais ampliada, e olhais para aqueles estágios inferiores, compreendereis que com a nova consciência adquirida aquilo de outrora já não faz muito ou qualquer sentido.

É por este prisma que eu vos falo da “morte” do antigo.

Mais, estarei a falar, inclusive, de “rejeição”.

Se eu não quiser algo superior e se eu não rejeitar o inferior, como poderei evoluir?

Como poderei evoluir se me apegar às maneiras de pensar anteriores e errantes?

E aqui eu resgatarei a expressão: “negue-se a si mesmo”.

Negue-se a si mesmo não é simplesmente negar o eu.

Negar quem eu sou ou negar alguma individualidade.

Não é isso!

Negar-se a si mesmo é negar-se ao seu estágio atual.

É dizer: “não me acomodo. Não me apego a este meu estado presente, a esta minha forma de pensar, a este meu nível de discernimento, como se já fosse o derradeiro e / ou como se não houvesse nada mais além dele”…

Pelo contrário, “negar-se a si mesmo” significará aspirar a algo diferente e mais aprimorado.

 

Por isso, de igual modo, insisto no brado:

Sede mais.

Querei-o mais.

Querei-o evoluir.

Querei-o ampliar a forma de ver as coisas.

Querei-o almejar estágios superiores de compreensão, pensamento e consciência.

 

                                                                                                                                                                               Eco

Fonte/Créditos: Juntando as peças com Intelecto, cognição e lucidez impoluta™

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