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Domingo, 03 de Maio 2026
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A JORNADA DO CAMPEÃO

Memórias & Retalhos dum Eco Inteligente e Não Replicante™

A JORNADA DO CAMPEÃO
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Ele há o Homem-comum.

E neste colossal conjunto, às páginas tantas, alguém é abalroado por um chamado.

Mas a tendência inicial, em todos aquele que o sente, é a de recusar / denegar o mesmo.

Surge, então, a figura do mentor, do mestre, da inspiração que lhe incutem a necessidade da travessia, a vontade de atravessar um primeiro portal – o da recusa…

Nesse inicial processo ele deparar-se-á com as primeiras provações, encontros, parcerias e antagonismos.

A reação, pois, e de antemão, passa a ser de refúgio e clausura, mas por pouco tempo, pois que a suprema provação emerge, como que espontaneamente, e, com ela, a transposição do, agora sim, grande portal passa a advir

O momento em apreço é o da iniciação.

 

Sim, todos vós, os poucos que passeis a encetar tal jornada sois chamados ao confronto a partir de certos e determinados gatilhos / problemas.

E estes advêm de fontes internas e / ou externamente.

O exterior é composto pelos obstáculos / desafios impostos por outras circunstâncias / pessoas que impactam vosso caminho.

O interior são os obstáculos internos que vós próprios levantais.

No monomito do Campeão jamais haverá sucesso com o problema externo se falhar com o interno. Quanto mais difícil o problema externo, mais profundo e introspectivamente ele deverá ir dentro de si – entrais, portanto, aqui, no caminho do iniciado…

Os maiores atos de heroísmo exigem a maior das autotransformações.

Os desafios externos supremos exigem campeões capazes de serem genuínos deuses, pois que podereis transformar o mundo inteiro assim vos transformando.

A ressurreição passa a ser a palavra de ordem.

A esmagadora maioria de vós habita numa zona de conforto buscando prazeres fáceis com vista a tornar a vida mais aprazível – é legítimo.

Nesse registro, contudo, nunca enfrentareis problemas externos de maneira significativa. Desenvolvereis, a todo o tempo, mecanismos de defesa do ego, como negação, deslocamento e projeção para evitardes enfrentar tais problemas.

Tereis medo de desafiar as determinações e decretos mais estapafúrdios das autoridades da vez, de vos libertardes dos costumes sociais, de vos separardes do rebanho e partir para destinos, dolorosos, sim, mas insondáveis, extraordinários e inefáveis.

Receio do trabalho desafiador, de correr riscos, de serdes incomuns ou estabelecerdes metas que à partida se vos apresentam irrealistas.

Acima de tudo aparentais ter medo de alcançar o vosso eu / consciência superior, porque tal mudará vossa vida radicalmente para sempre e poderá resultar em completa separação do vosso antigo mundo e confortável modo de vida.

 

Viveis em um mundo falso, aparente, assente na má-fé, no egoísmo, hedonismo, escravização da alma, coisificação e, como tal, numa falsa consciência e discernimento.

Vós sois, portanto, inautênticos.

Para contrariar este estado de coisas precisais, desesperadamente, construir uma cultura de Campeões, uma sociedade de heróis.

É hora de vos separardes do trivial mundo que vos enredou em mesquinhas preocupações, falsas crenças, idiotização e prazeres fáceis / descartáveis que atingem a data de validade quase tão logo se tornam alcançáveis.

É hora de cruzardes o linear que separa o comum do extraordinário.

O caminho do Herói está bem na vossa frente, todo demarcado para vós, mas é um caminho que pouquíssimos seguirão.

Dai, pois, o primeiro passo em direção ao território desconhecido e começai o processo de vos transformardes de metal comum em ouro – a genuína alquimia.

O monomito do Campeão é o supremo ato alquímico que pega a matéria-prima, nós mesmos, e a transforma, purifica e aperfeiçoa até reluzir, cintilar e resplandecer qual ouro do mais fino quilate.

 

A verdadeira jornada do Campeão começa no ponto em que vós cruzais o linear que separa o ordinário e corriqueiro do fabuloso e extraordinário.

Quando o Campeão abre a porta que o leva do mundo dos dias comuns para o mundo incomum sua vida muda para sempre.

De um jeito ou de outro nunca mais sereis os mesmos.

O homem inconsciente e zumbificado até olha, curiosamente, para a porta estranha e estreita que o levará a um novo mundo. Por um tempo parece-lhe atraente, mas ao aproximar-se, a porta como que emana um poder terrível, um campo de força invisível que a todos aqueles afeta, exceto os buscadores, despertos, diferenciados e indômitos.

O Herói que advirá do outro lado da porta, o lado que apenas a humanidade superior experimenta, não terá nada além de sua divindade interior para sustentá-lo e guiá-lo.

Não haverá mais elementos / forças inconscientes a partir desse momento e lugar.

Não haverá, pois, caminhos fáceis, opções suaves ou sonhos irrealizáveis.

Vós não viestes aqui para gratificação instantânea.

Vós viestes para operar o milagre: vos transformardes de barro cinza em ouro reluzente.

Mas, por óbvio, tal jornada é árdua…

 

Assim como em Dante, o Campeão terá de abrir a porta do inferno e se aventurar nele, local aonde residem todos os seus medos mais profundos.

Mas o benfazejo paraíso o esperará – é isso que o move…

O inferno será, tão só, o caminho final das provações.

 

Vossa tarefa a partir de então, percebei-o, será a de substituir o vosso errante ego num processo grandioso – divinal.

Vosso eu superior, sendo imortal, quando totalmente consciente de tal condição tornar-se-á indistinguível de Deus.

Tal passagem, rito, experiência e logos permitirão que passeis a ponte dos intransponíveis.

O logos é a intuição final.

É o ápice do processo imaginativo.

O logos é escutar, sentir e consciencializar o pulso quântico.

Tal significa e implica separar vossa mente do mundo mortal, da consciência comum e do pensamento linear, para abraçar o mundo intra e inter dimensional, imortal, infinito, onde tudo se interconecta e emaranha.

No fundo, o processo de transcenderdes a vós mesmos.

Vós deveis alcançar uma escala milagrosa que se desintegra, degrau por degrau, ao escalardes-la.

Não haverá caminho de volta.

O Campeão é determinado, dedicado e resoluto.

Ele é autodefinido.

Ele se autocria.

Ele não para.

Ele não cede.

Ele fará o que for preciso.

É isso que o torna diferente dos demais.

Ele sabe que nada de grande pode ser alcançado sem tamanho sacrifício.

O Herói deve suportar a dor para, como prêmio, desfrutar das mais altas alturas da grandiosidade humana.

A jornada deixar-lho-á, verdadeiramente, moído de corpo e alma.

Um Cristo parecerá…

Mas, vós percebeis, certo?

Afinal de contas é essa a metáfora, a parábola e a analogia da revelação-mor…

Eis a jornada do Campeão.

Ele desce ao submundo onde deve suportar uma provação horrível na qual o seu errante ego perece.

Somente, então, o aspirante a Herói estará capacitado e poderá promover um renascimento espiritual surpreendente, iniciando-se nos mistérios superiores.

Transcenderá!

Transmutar-se-á!

Deparar-se-á com a Pedra Filosofal.

E penetrará, assim, no Quantum.

 

Por fim, o Retorno.

O Campeão se aventurou em hercúleas tarefas para descobrir o que é, realmente, um milagre, para validar sua existência e justificar todas as escolhas difíceis que ele teve que fazer para tal.

Ele superou obstáculos terríveis e suportou as provações mais assustadoras.

Ele desafiou probabilidades incríveis e conquistou, triunfantemente, seu título e premiação.

Mas agora ele terá que se deparar com uma escolha fatídica – um dilema.

Terá que escolher permanecer no mundo extraordinário a que acedeu ou retornar ao mundo comum com a aura, a vontade, a cara e a coragem para auxiliar outros (principalmente, seus afetos) a seguirem seus passos.

E neste caso, voltar ao comumente é, também ele, repleto de desafios, frustrações e revezes.

Ainda assim, se o chamado ao ordinário mundo é insistente o suficiente, o Campeão não tem escolha a não ser remar contra a danada maré…

É esta a razão pela qual, ao lavar dos cestos e no frigir dos ovos, o Campeão, pois que nunca deixará de ser humano, será sempre atormentado pela dúvida em torno de “um se”:

“se a nova condição adquirida a duras penas será mais uma maldição que uma benção”…

Tomada, todavia, a decisão, a partir desse momento, não permitirá que nada nem ninguém o atrapalhe;

Como criatura de destino que é;

Que passa a saber o que significa ser realmente livre;

De ser mestre em dois mundos...

Eco

Fonte/Créditos: Juntando as peças com intelecto, cognição e lucidez impoluta™

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