Existem algumas definições para a palavra indiferença, mas o que deve ser guardado é o poder que a ação de ser indiferente tem. No dicionário encontramos alguns significados, como, característica de quem se mantém tranquilo, não demonstrando preocupações, se comportando de forma indiferente diante de algo ou de alguém: se comportou com indiferença diante da tragédia. É uma maneira fria de agredir o outro, ferindo e ofendendo cruelmente.
Ela pode ser encarada como força ou fraqueza de uma pessoa. Depende de como e em qual situação é usada.
Geralmente a indiferença é uma característica de pessoas frias, que não sentem empatia e não tem apego emocional algum.
Se usada em uma relação de amizade, de dependência afetiva ou relacionamento amoroso, ela machuca a ponto de provocar uma dor física em quem a recebe.
Porém, ela pode ser desenvolvida para ser usada contra pessoas que não merecem sua atenção, suas considerações e acabam prejudicando sua vida, ou seja, pode ser usada como meio de defesa.
Pode e deve ser treinada para ser usada contra a horda do politicamente correto. Nada incomoda mais esse pessoal do que não ter razão. Se deixados sem resposta, perdem facilmente a linha. Eles se alimentam da discordância, da contestação sobre a liberdade alheia. Tentar provar que a liberdade de se expressar é um dos direitos mais fundamentais de um ser humano, é perda de tempo, quando do outro lado você esbarra com pessoas intolerantes.
O discurso do politicamente correto, que nasceu a partir da Guerra Cultural proposta por Antonio Gramsci, difundido rapidamente nos Estados Unidos da América pelos filósofos da Escola de Frankfurt e adotado pelos líderes e pelos seguidores do globalismo, é uma ferramenta poderosa de controle. Se alguém não a segue, rapidamente é alçado à categoria de extremista, antidemocrático, negacionista ou qualquer outro adjetivo parecido com estes.
Você não tem mais o direito de pensar livremente, de questionar a propaganda enganosa derramada diariamente pela mídia global. Se você ousar questionar algo proposto pelo sistema, seja ele político ou econômico (e acredite, atualmente são um só), você será processado e calado. No Brasil, você será calado e talvez processado posteriormente, estamos vivendo em um Estado de exceção, as leis não fazem mais sentido.
Precisamos treinar a característica da indiferença, pois em tempos assim, ela se torna uma virtude. Devemos aproveitar esse momento e nos preparar para não sucumbir a um mundo cada vez mais doente. A horda que segue como gado o mantra do politicamente correto, irá adoecer rapidamente, emburrecer e em breve sua sanidade mental não terá mais recuperação (não sei em qual estágio estamos, mas creio que muitos já estão na fase do irrecuperável).
Por isso devemos nos mostrar indiferentes a tudo que estamos vivendo, para manter nossa inteligência intacta, para preservar nossos neurônios, para não nos contaminarmos com a idiotice irremediável do Século XXI.
É o momento de bater em retirada, se reagrupar, estudar, ler, aproveitar a vida na medida do possível, para em breve, agir ou reagir.
Estamos vivendo o tempo em que precisamos nos entocar para ter liberdade de expressão. Piadas viraram crime no Brasil, manifestações só com autorização do Poder Judiciário, a mentira se tornou a verdade e a verdade não pode ser dita.
Onde ou como tudo isso acabará? Depende da reação de poucos e da paciência de muitos. A história é cíclica. A humanidade já passou por momentos muito difíceis, e evoluímos através da cultura. Tivemos Sócrates, Platão, Aristóteles, Sêneca, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino para trazer lucidez em tempos sombrios. No Brasil tivemos um Mestre, chamado Olavo de Carvalho, que trouxe esperança. Um Professor que nos avisou sobre tudo isso na sua obra, nas suas aulas, artigos e cursos. Que escreveu livros como o Mínimo, o Imbecil Coletivo, A Nova Era e a Revolução Cultural, que nos mostram com clareza tudo o que estamos vivendo e viveremos.
Que novos filósofos e pessoas corajosas surjam para iluminar os seres humanos, ou estaremos fadados ao mesmo destino dos Dinossauros, a extinção. Mas dessa vez não será por um meteoro e sim pela falta de inteligência. A ignorância é o pior mal da humanidade.