Em um mundo de faz de conta, a noção do que é real distancia-se cada vez mais da vivência cotidiana das pessoas, imersas em uma dissonância absoluta entre o que acreditam e o que efetivamente existe. Pode parecer confuso, mas é mais simples do que parece: quem adota e defende mentiras conceituais entra em desespero ao ser confrontado com a realidade prática.
Nos dias atuais, amplificado por interesses financeiros, esse grupo — composto majoritariamente por indivíduos ingênuos e ineptos, os chamados “idiotas úteis”, mas liderado por uma minoria canalha, astuta e manipuladora, todos com traços autoritários — atua em diversas esferas da sociedade em busca de validação e projeção. Tomados por histeria coletiva, entram em colapso ao se depararem com o que deveria ser consenso ditado pelo bom senso.
Ao observarmos as reações às declarações do chanceler alemão sobre Belém e a COP30, é exatamente isso que vemos: uma algazarra orquestrada por figuras oportunistas da esquerda, seguida por uma legião de seguidores histéricos que mal compreendem o que foi dito e repetem jargões sem parar.
O fato é que os danos causados por décadas de engenharia social esquerdista deixarão cicatrizes profundas na sociedade, muito além do que podemos antever. No século passado, para se recuperar dos males impostos por doutrinas coletivistas, nações como a própria Alemanha pagaram um preço altíssimo pela reconstrução.
Não sei qual será o custo para o Brasil após superarmos essa fase, mas certamente não será baixo.
Quanto ao alemão que perguntou a seus compatriotas se preferiam suas casas, seus ambientes familiares e tudo aquilo que reconhecem como portos seguros, não há absolutamente nada de errado nisso. “Ah, mas Belém, o Brasil…”. O fato é que a Belém caótica da COP30 representa o Brasil que eles conheceram — e até brasileiros reclamaram da Belém das coxinhas com preço de lagosta.
No mais, trata-se apenas de oportunismo e histeria. Do manipulador canalha e astuto ao seguidor desinformado, são todos equivalentes e carecem de qualquer compromisso com o bom senso e com a realidade.
Créditos (Imagem de capa): Wilton Junior/Estadão
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