Os povos latino-americano ocupam as piores posições nos rankings de ensino e desenvolvimento humano, e isso nada tem a ver com a situação econômica da região e sim com o interesse da casta política que a comanda. Um povo ignorante é facilmente manipulado, dependente de esmola governamental e aceita tudo o que lhe é imposto.
A Coréia do Sul é a prova de que situação econômica ruim não é um limitante para que o ensino da população seja de qualidade. Na década de 70 o país era muito pobre, estava arrasado pela guerra das coreias e com um investimento correto em ensino integral e de qualidade, saltou para a 11ª economia mundial, e tem um dos índices de educação e IDH mais avançados do mundo.
O primeiro ponto a ser compreendido é que devemos separar ensino de educação. A primeira pode ser ofertada pelo estado ou por empresas privadas, mas a segunda deve vir de berço.
A idiotização na América-latina começa nas escolas, quando professores idiotas querem doutrinar e educar as crianças. Grande parte da culpa aqui é dos pais, omissos e preguiçosos, que já foram previamente doutrinados e deixam seus filhos à deriva para serem manipulados por pessoas de QI que envergonhariam animais. A escola serve para ensinar, em primeiro lugar, a língua mãe da criança. Sem uma compreensão completa do seu idioma, um ser humano não será capaz de entender problemas complexos de outras áreas de ensino e até mesmo da vida futuramente. Percebe-se que a maioria esmagadora das pessoas em nosso continente tem uma dificuldade enorme de interpretação de texto, de compreensão básica do que se está sendo dito. Elas são enganadas mais facilmente do que crianças. Grande prova disso tivemos na pandemia de Covid-19, onde a maioria esmagadora da população acreditava cegamente no que ouvia ou lia na grande imprensa, sem contestar, e cravando que quem pensasse um pouco fora da caixa era um negacionista (termo utilizado para encerrar qualquer discussão lógica e séria durante esta crise).
O brasileiro é um analfabeto funcional, ou seja, por mais que tenha um diploma universitário, ele não é capaz de discernir entre o certo e o errado, entre o bom e o mau. Se a grande mídia disser que algo é certo, para que duvidar? Se o papai estado me obrigar a algo, é para o meu bem. O jornalismo é uma profissão em extinção, quiçá ainda terá chance de sobrevivência, haja vista a lama podre em que foi afogada. Só um verdadeiro milagre pode salvar uma das mais importantes funções da sociedade. E não exagero nessa avaliação, pois atualmente vemos uma maioria de jornalistas apoiando o cerceamento de liberdades, censura e até mesmo a volta dos campos de concentração, como foi o caso das pessoas presas em Brasília pelos atos de 08/01/2022, na invasão da sede dos três poderes.

A pandemia foi o momento certo para idiotizar mais ainda a população, pois qual o melhor meio de lidar com seres que não pensam do que o medo? O medo é uma excelente arma para lidar com o povo, a história nos prova isso. E após Gramsci, ficou comprovado que com a destruição do ensino, o controle seria mais eficaz.
Há saída! Depende apenas de nós. Precisamos cobrar de nossos governantes um ensino de qualidade e sem qualquer doutrinação, os pais precisam monitorar isso de perto, frequentando as reuniões de associações de pais e mestres. Precisamos incentivar à leitura desde cedo, mas não qualquer leitura, precisamos resgatar os clássicos. Sócrates, Aristóteles, Platão, Seneca, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, Shakespeare, Homero, Camões. Clubes do livro deveriam ser matérias obrigatórias em qualquer escola decente. Não há como mudar uma sociedade, um país, sem cultura, sem um ensino de extrema qualidade. A mudança será demorada, levará ao menos 30 anos, mas ela precisa começar agora. Não podemos esperar que os governantes deem o primeiro passo, ele precisa ser dado por nós.
Uma sociedade inteligente jamais será escravizada, jamais será manipulada e jamais aceitará ser sodomizada como foi durante a pandemia passada. Jamais aceitará um ladrão como seu Presidente da República, jamais aceitará o restante da quadrilha como ministros, e tampouco projetos assanhados de ditadores como ministros de sua corte superior.
Comece a mudança por você, pelo seu entrono e pela sua comunidade. Vamos fazer a nossa parte.
“Você não pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas você pode começar agora e fazer um novo fim” Chico Xavier.