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Domingo, 14 de Junho 2026
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Whey protein: como escolher o melhor tipo e quando faz sentido consumir

De concentrado ao hidrolisado, nutricionista explica diferenças entre as versões, o que observar no rótulo e quando o suplemento pode valer a pena

Whey protein: como escolher o melhor tipo e quando faz sentido consumir
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Antes associado quase exclusivamente ao universo das academias e do fisiculturismo, o whey protein ganhou espaço na rotina de quem busca praticidade para aumentar a ingestão de proteína, complementar a alimentação ou apoiar objetivos ligados à saúde e composição corporal. 

Hoje, o suplemento aparece em shakes, cafés da manhã, sobremesas e receitas proteicas consumidas por públicos diversos, incluindo idosos, pessoas em processo de emagrecimento e praticantes ocasionais de atividade física.

O whey saiu do universo esportivo e entrou na rotina das pessoas porque hoje existe uma busca constante por praticidade, performance e soluções rápidas. A proteína virou tendência no mercado wellness e passou a ser associada quase como um atalho para saúde, emagrecimento e corpo ideal”, afirma Laita Babio Moreira, nutricionista clínica, funcional e integrativa da Clínica Vila Plenus.

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Derivado do soro do leite, o whey protein concentra aminoácidos essenciais e costuma ser utilizado para complementar a ingestão de proteína no dia a dia. Além de auxiliar na recuperação muscular, o suplemento também pode favorecer a saciedade e ajudar na preservação da massa magra em diferentes fases da vida.

“Reduzir o suplemento apenas ao ganho muscular é um olhar limitado. Ele pode contribuir para a saciedade, preservação de massa magra durante o emagrecimento e até minimizar perdas musculares associadas ao envelhecimento”, explica Laita.

Segundo a nutricionista, o produto pode fazer sentido para quem tem dificuldade de atingir a ingestão adequada de proteína apenas pela alimentação, seja pela rotina corrida, baixa ingestão alimentar ou necessidades nutricionais específicas.

Entenda, a seguir, as diferenças entre os principais tipos de whey protein e o que observar antes de escolher o produto.

Quais são as diferenças entre os tipos de whey protein?

Apesar das diferentes versões disponíveis no mercado, a principal diferença entre os tipos de whey está no nível de processamento, na concentração proteica e na digestibilidade.

whey protein concentrado costuma passar por menos etapas de filtragem, preservando parte da lactose e da gordura do leite. Em geral, apresenta entre 70% e 80% de proteína por dose e tende a ter melhor custo-benefício, atendendo bem pessoas sem restrições alimentares.

Já o whey protein isolado passa por uma filtragem mais intensa, o que resulta em maior concentração protéica e redução significativa de lactose e gordura. Por isso, pode ser uma alternativa para pessoas com sensibilidade digestiva, intolerância à lactose ou dietas com controle mais rigoroso de macronutrientes.

No caso do whey protein hidrolisado, a proteína passa por um processo de quebra parcial que facilita digestão e absorção. Em geral, essa versão costuma ser indicada em situações mais específicas, como desconfortos gastrointestinais, protocolos clínicos ou demandas esportivas particulares.

Como fazer a escolha do suplemento sem erro? 

Na hora da compra, olhar apenas a embalagem ou o apelo de marketing pode ser um erro. Especialistas recomendam atenção ao rótulo e à composição do produto.

“O consumidor precisa olhar o rótulo com atenção e não apenas a propaganda da embalagem. Idealmente, a proteína do soro do leite deve aparecer como principal ingrediente, sem excesso de açúcares, maltodextrina ou ingredientes que ‘diluam’ o produto”, orienta a nutricionista.

Outro ponto importante é observar a quantidade real de proteína por dose. Em muitos casos, suplementos que oferecem entre 20 g e 30 g de proteína por porção costumam atender bem às necessidades de suplementação.

Uma conta simples pode ajudar na comparação: basta dividir a quantidade de proteína pelo peso total da porção. Se uma dose de 30 g oferece 24 g de proteína, por exemplo, isso representa cerca de 80% de proteína no produto, um percentual considerado interessante.

Também vale observar a presença de adoçantes, espessantes e outros ingredientes adicionais, além da procedência da marca e eventuais certificações de qualidade.

Fonte/Créditos: CNN

Créditos (Imagem de capa): Alex Saks/Unsplash

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