O ator Juliano Cazarré se defendeu após uma ex-empregada da família denunciá-lo por assédio moral. No vídeo publicado nesta sexta-feira (26), ele falou sobre a relação com a ex-funcionária e apresentou argumentos que justificaram a demissão.
Na ação, a ex-babá da família pede uma indenização de R$ 225 mil, alegando jornadas exaustivas de até 14 horas diárias, acúmulo de função, irregularidades no controle de ponto e falta de pagamento de horas extras. O processo foi divulgado pelo jornal O Dia.
De acordo com o ator, nenhuma das reclamações da ex-funcionária procede. Cazarré afirma que a família atendeu ao pedido salarial da colaboradora por ter sido uma indicação de confiança. No entanto, os descontos em folha teriam surpreendido a profissional, que teria tentado negociar de outra maneira.
— Essa moça chegou lá em casa bem recomendada e pediu R$ 5.500, esse era o salário que ela queria. A gente aceitou pagar. (…) Só que, quando chegou o primeiro contracheque dela (…) ela viu os descontos e falou: “Não, não dá, é muito imposto”. (…) Vocês têm que me demitir, pagar o meu salário inteiro por fora durante não sei quantos meses até poder recontratar, e me recontratar de novo pagando menos para ela ter menos desconto e pagar o resto por fora. (…) A gente não queria fazer isso, porque justamente isso nos joga na ilegalidade — afirmou.
Cazarré disse ainda que a babá nunca foi acionada de madrugada, que sua escala era 4×3, com duas horas de almoço, e que ela era responsável apenas pelo filho mais novo, o Estêvão, além de colaborar na preparação do café da manhã e passear por 1h30 com os demais filhos. Ele disse que ela dormia em uma edícula separada da casa, onde não era possível ouvir qualquer choro no imóvel da família.
No entanto, certo dia, a profissional chegou para trabalhar alegando fortes dores por uma reação alérgica após uma consulta ao dentista. Segundo o ator, ela foi dispensada, mas não apresentou atestado médico, e essa situação teria se repetido diversas vezes.
— Ela chegou numa segunda-feira lá em casa já dizendo que estava com uma reação alérgica porque tinha ido no dentista. E aí estava com dor e tal, precisava sair. A gente falou: “Tá bom, não vai ficar aqui com dor. Pode ir, traz o atestado.” (…) Outras vezes ela já tinha saído por questão de saúde, não trazia o atestado, dizia que podia descontar, a gente nunca descontou — disse.
Cazarré relatou ainda que, diante da situação, ofereceu uma consulta no dentista da família, mas ela não compareceu para receber atendimento. Diante do ocorrido, o casal teria optado por dispensá-la por falta de confiança.
O ator contou que a ex-funcionária teria procurado o sindicato da categoria, que propôs um acordo, mas ela teria rejeitado a proposta, fazendo com que a instituição optasse por não prosseguir em sua defesa.
— Ela procurou o sindicato dos trabalhadores domésticos e o sindicato ofereceu um acordo para a gente no valor de R$ 8.500. Ela não quis aceitar esse acordo e fez um barulho tão grande que o sindicato falou: “Então a gente não vai mais te defender”. O próprio sindicato pulou fora porque viu que alguma coisa ali não estava certa — informou.
Juliano Cazarré se disse tranquilo com relação ao caso, pontuando que pode provar todos os argumentos e que confia na Justiça.
— Esses processos não têm limite, você pode pedir o tanto que você quiser, depois a Justiça vai avaliar o caso. Eu confio na Justiça. A gente tem como provar tudo que eu estou falando aqui. Esse… essas coisas foram todas assinadas, né? Tem mensagens e tal, então eu confio na Justiça — salientou.
Juliano Cazarré virou centro de uma polêmica nos últimos meses após promover um curso de mentoria para homens. O Farol e Forja acontecerá no próximo mês, em São Paulo.
Assista ao vídeo publicado por Juliano Cazarré:
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Foto: reprodução/Instagram (@cazarre)
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